sábado, 02 março, 2024
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Nocturne | Crítica: Longa erra todas as notas e faz um terror bem desinteressante

Confesso que eu sofri muito ao assistir Nocturne (2020), o terceiro filme da franquia Welcome To The Blumhouse no Prime Video. Foi a história sem pé nem cabeça? Sim. Foi a falta de um rumo que o roteiro não soube definir? Sim. E foi também o fato que eu tava odiando o longa até seus últimos 5 minutos. Nocturne talvez seja o filme mais polêmico da lista de produções da Blumhouse para a plataforma de streaming, e não for, vai ser o que vai dar mais discussão por aí por conta de seu final.

Não tenho dúvidas. Ah o final de Nocturne viu? Eu ainda penso nele. 

Nocturne | Crítica
Foto: Amazon Studios

O que mais tinha me empolgado no filme era que ele parecia que teria um tom parecido de Cisne Negro (2010) só que em vez do balé, e de Natalie Portman, teríamos música clássica e a atriz em ascensão Sydney Sweeney. E o longa até flerta com isso, e toda a dualidade que vimos no longa de Darren Aronofsky, e mesmo tempo que nós entrega também um coisa meio Harry Potter e o Enigma do Príncipe (2009) com a nossa protagonista passando boa parte do filme escrevendo em um livro endiabrado e que ganha vida.

Nocturne não parece ser um filme que sabe o que quer ser então ele apela para tudo e mais um pouco. Aqui, a roteirista Zu Quirke, que também dirige o longa,desperdiça tantas oportunidades para contar uma boa história, e fazer um bom suspense, e que apenas entrega uma melodia desafinada e um show de horrores.

Ao colocar as duas irmãs, as jovens Juliet (Sydney Sweeney) e Vivian (Madison Iseman) para brigarem entre elas na disputa pelo estrelado em uma escola de artes, Nocturne parece que ao mesmo tempo não define bem suas regras e demora muito para definir também qual vai ser a história que quer contar. Claro, a atuação de Sweeney é muito boa, e a atriz consegue navegar entre o mix de loucura e insanidade que é realmente uma das poucas coisas que salvaram o filme de ser um completo desastre. 

No filme, Juliet sempre tímida e mais contida ficou as sombras da irmã Vívian, despojada e comunicativa e que é a grande sensação da música clássica, ganhou uma vaga na prestigiosa escola de artes Juilliard e tem tudo aquilo que quis: uma namorado, o carinho dos pais e popularidade no colégio. E Juliet parece querer mais no seu subconsciente, e ao encontrar um caderno mágico perdido depois que uma jovem colega se matou parece que a garota verá as coisas com outros olhos.

Nocturne | Crítica
Foto: Amazon Studios

E é talvez aqui que Nocturne se embole, afinal será que Juliet sofre algum tipo de surto psicótico? Ou suas ações são baseadas por conta do misterioso livro e suas figuras? O longa até flerta com essas questões, mas de uma forma superficial, e faz o filme do quase… quase desenvolve sua trama de uma forma legal, quase apresenta sua narrativa de um jeito interessante e quase se preocupa em contar uma boa história.

Sinto que o potencial desperdiçado de Nocturne é muito grande. É como se tivéssemos presos na cabeça de Juliet e nunca conseguimos sair. Afinal, toda a trajetória que envolve a jovem a conseguir conquistar o cobiçado lugar da irmã como a atração principal em um evento da escola, conseguir ser a queridinha dos professores, principalmente o mais exigente (Ivan Shaw) deles, é colocado à prova quando realmente o filme fica apenas na sugestão de algumas coisas. Ela fez um pacto com um demônio? Ela abraçou sua loucura e cria uma própria realidade que as coisas dão certo para ela na sua busca de perfeição? Ao longo que o filme ganha fôlego ao mostrar as situações que são desenhadas no caderno ganharem vida é que Nocturne ganha uma certa força, mas é tudo jogado em tela como se a roteirista falassem: SE VIRA AÍ PARA ENTENDER QUE NÃO SOU MÃE DE NINGUÉM.

Nocturne não é um filme fácil, ele navega por diversas passagens e momentos da vida de Juliet para contar o quão triste e insatisfeita ela está com sua vida e com a possibilidade de não conseguir atingir seus sonhos, mas ao mesmo tempo não define a linha de o que é real e ou que não é. E isso o deixa ser muito, muito ruim.

No final, na busca por perfeição, vemos que o cisne negro de Juliet ganha espaço em cima do cisne branco, ela se torna perfeita, mas a que custo? Para nós espectadores que precisamos acompanhar a história por mais de 1 hora para enfim sermos recompensados com seu surreal final é pedir demais. Uma pena, Nocturne tinha um potencial incrível.

Avaliação: 1.5 de 5.

Nocturne chega no Prime Video amanhã 13.


Miguel Morales
Miguel Moraleshttp://www.arrobanerd.com.br
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