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Eu Nunca… | Crítica 2ª Temporada: Episódios divertidos em uma jornada de crescimento árdua

Depois de uma longa espera, a Netflix liberou a 2ª temporada de Eu Nunca… (Never Have I Ever) e é muito gostoso retornar ao universo criado por Mindy Kaling. O que deixou essa segunda temporada ainda melhor que a primeira é o quanto ela se manteve divertida e soube amadurecer os seus personagens no processo, Devi passou por muito e Maitreyi Ramakrishnan é muito responsável por nos envolver na trama dela.

Eu Nunca… | Crítica da 1ª Temporada

A temporada começou rápido com o namoro de Devi e Ben (Jaren Lewison), e de Devi e Paxton (Darren Barnet), e foi divertido ver como a série lidou com a mente cabulosa de Devi neste processo. Para ela ter os dois garotos que ela estava apaixonada seria tranquilo, pois sua mãe estava decidida a ir para a Índia, só que lógico que tudo viraria de pernas para o ar, e até achei que iriam demorar mais alguns episódios nesse lenga-lenga, mas a temporada não seria sobre com qual dos rapazes ela deveria ficar, mas sim sobre como ela iria ficar bem consigo.

ALERTA DE SPOILER!

Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos da série/filme. Continue a ler por sua conta e risco.

A forma como colocaram os garotos para descobrirem foi legal, a história do atropelamento foi bizarra, mas deu mais intensidade as atitudes erradas dela e ainda fez Paxton sair de sua zona de conforto, e não só ir atrás de um propósito para si, mas se esforçar em ser um melhor aluno e até mesmo melhor para sua família.

Foto: Netflix

Devi passou a temporada buscando uma forma de ter as coisas de volta a um certo normal, e a chegada de Aneesa e ela ser uma indiana mais descolada que ela, a deixou ainda mais intensa, e a faz tomar atitudes drástica e tudo é uma bola de neve, pois se não basta quase destruir a vida da menina com uma mentira criada no meio de uma briga idiota, ela ainda se complicou com sua mãe, a pessoa que está melhorando e buscando também superar suas perdas.

É evidente que Eu Nunca… é uma série adolescente típica com todos os seus estereótipos, mas a intensidade que ela toma ao ultrapassar isso é sempre interessante, pois mostra além da vida básica, das fofocas de escola, e das pegações. A dor compartilhada por Devi e Nalini (Poorna Jagannathan) é tão intensa para as duas que elas não sabem como dialogar, e foi bom demais terem trazido a mãe de Mohan para a série, para lembrar as duas que família está ali sempre para o apoio uns dos outros.

Foto: Netflix

Devi aprendeu a lição, bateu muito a cabeça para entender que sua dor não pode afetar os outros, e ela precisa compreender como canalizar seus sentimentos, só que no fim ela ainda conseguiu algumas coisas que queria, mas e os outros?

Ben sofreu, mas encontra em Aneesa um refúgio, ele não demorou a entender que não seria uma opção para Devi, mas entendeu errado, uma vez que ela fez muitas maluquices querendo estar perto dele, não de Paxton, só que no fim ele acaba jogando ele para ela. E como disse, Paxton teve que amadurecer para compreender mais sobre si e poder aceitar Devi, só que no fim Ben descobre que ele era a opção, mas como ele fica agora?

Foto: Netflix

Adorei colocarem Eleanor (Ramona Young) para ter alguém e o seu desenvolvimento é interessante nas artes cênicas, mas se envole com Malcolm, que acaba sendo abusivo com ela, e ela não enxergando, mesmo com as amigas jogando isso em sua cara. Já Fabiola (Lee Rodriguez), na ânsia de ser aceita pelas amigas de Eve (Christina Kartchner), acaba ignorando a si mesma e quase perdendo seus sonhos no grupo de robótica, precisando prender a ser ela mesma. Gostei demais do desenvolvimento das duas na temporada.

Kamala (Richa Moorjani) também cresceu muito, se impôs quando foram machista com ela em um artigo e quando sua vida sai das coisas que pretende construir, ela acaba fugindo. Na temporada ela ainda se viu muito na necessidade de ter o espírito de Devi para se impor.

E lógico que temos Nalini aprendendo a ser ela mesma, a se permitir ter uma nova pessoa, mas os problemas que isso trás são intensos, mas quero ver como ela irá lidar com isso. Lógico que para isso fica a ansiedade para uma 3ª temporada.

Foto: Netflix

Eu Nunca… se mostra uma série mais madura, e até reclamei na crítica da temporada passada sobre como trataram Eric (Jack Seavor McDonald), o aluno gordo da escola, mas neste ano tudo ficou mais leve neste sentido, e ainda trouxeram mais pessoas para pensar como sua família chegou onde está? Não só Ben e Devi sobre o passado de seus avós e suas dores, e dessa vez trouxeram as dores do avô de Paxton, que ficou em campo de concentração por ser japonês na 2ª guerra mundial.

Impossível não querer voltar ao universo que Mindy Kalling criou, por isso desejo mais Eu Nunca…

Eu Nunca… tem todos os episódios de suas 2 temporadas disponíveis na Netflix.

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