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Seberg – Contra Todos | Crítica

Anos se passaram desde que Kristen Stewart foi escalada como Bella a mocinha que se apaixona por um vampiro, e por mais que a atriz tenha criado seu fã clube em grande parte pela saga é inegável afirmar que Stewart, de lá para cá, melhorou seus dons de atuação. E aqui, parece que a jovem atriz entrega um de seus papéis mais difíceis até então, o drama Seberg – Contra Todos (Seberg, 2019), onde vemos Stewart interpretar Jean Seberg uma atriz francesa que se viu no meio de um trama de espionagem e movimentos radicais americanos. 

E Stewart faz uma atuação incrivelmente apaixonante, onde vemos a jovem atriz se entregar neste papel e nos mostrar uma Jean que definhe aos olhos do espectador por conta da paranoia das ações que o FBI realiza para difamar a atriz aos olhos do público.

Kristen Stewart in Seberg (2019)

Jean Seberg foi um dos maiores nomes do cinema francês, chamado New Wave, onde protagonizou inúmeros filmes e marcou presença em diversos longas. O legado da atriz fica também por conta do seu envolvimento com os líderes do Movimento dos Panteras Negras, onde esse trecho da vida da atriz é capturado de uma forma bastante intensa por Stewart no longa.

Para quem não é familiarizado com a trajetória da atriz, o roteiro de Seberg – Contra Todos consegue, de uma forma simples, e nada rebuscada, dar uma pincelada em quem Jean Seberg era. Seberg – Contra Todos não conta a biográfica inteira da atriz, e sim, um recorte, um trecho da vida atribulada que ela teve. O longa mostra uma figura que tentava encontrar um espaço em Hollywood se viu marcada por esse grande jogo de gato e rato, onde vemos o FBI puxar todas as cartas na mesa para desacreditar Jean. Assim, Seberg – Contra Todos nos mostra diversas cenas onde vemos a jovem literalmente se entregar a suas paranóias e a certeza que alguém a perseguia.

Seberg – Contra Todos fala sobre a importância de lutarmos e defendermos aquilo que a acreditamos, onde Stewart lidera o elenco marcado por nomes conhecidos como Anthony Mackie, que interpreta Hakim Jamal, Vince Vaughn como Carl Kowalski, e Zazie Beetz como Dorothy Jamal. Mas esses personagens são apresentados de uma forma completamente sem profundidade, e estão ali, apenas por estarem. E no final das contas, quem dita o tom e rouba as cenas é sua protagonista, em Seberg – Contra Todos, Stewart está super confortável, e entrega mais um papel que enfim tira o gosto ruim marcado por sua participação naquela saga teen que comentamos ali em cima. 

Kristen Stewart in Seberg (2019)
Seberg – Contra Todos | Crítica | Foto: Cinecolor Brasil

Mesmo que nunca se aprofunde muito na vida de Jean, outros pontos positivos de Seberg – Contra Todos é que o filme capricha em visuais deslumbrantes e numa recriação de época bastante interessante de se acompanhar e se perder nos detalhes, seja nas roupas, nos carros, ou nas locações dos anos 60.

Mesmo que como se fosse um grande resumo, Seberg – Contra Todos conta uma história poderosa de uma mulher destemida e que usava um pouco da sua fama para protestar por uma causa importante para milhares de pessoas e realmente era fora do seu local de fala. Seberg – Contra Todos entrega um tocante e comovente longa sobre anos turbulentos que Jean viveu, e mesmo que não se aprofunde muito em ser um filme biográfico tradicional, faz uma homenagem bastante interessante sobre toda a trajetória que marcou a vida da atriz. Kristen Stewart garante que Jean Seberg seja lembrada e apresenta a atriz para novas gerações.

Nota do Crítico:

Seberg – Contra Todos chega em 05 de março nos cinemas.

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