Criador da série Silo e autor dos livros comentam as principais diferenças entre os projetos

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O autor Hugh Howey lançou o primeiro livro da franquia Wool em 2011, onde foi auto-publicado. Logo depois em 2013, o livro 1, Silo, ganhou uma editora. Em seguida, se tornou um dos autores na lista dos livros mais vendidos do New York Times.

E ao lado de Graham Yost, Howey esteve envolvido na produção da adaptação do livro para a AppleTV+ ao lado da atriz Rebecca Ferguson, que além de interpretar a protagonista Juliette, também atua na produção executiva.

Silo acompanha a história das últimas dez mil pessoas da Terra. “Suas casas ficam nas profundezas do planeta os protegendo do mundo tóxico e mortal do lado de fora. Porém, ninguém sabe quando ou por que o silo foi construído, e quem tenta descobrir enfrenta consequências fatais. Ferguson é Juliette, uma engenheira que procura por respostas sobre o assassinato de um ente querido e esbarra em um mistério que vai muito além do que ela podia imaginar, levando-a a descobrir que, se mentiras não matam, a verdade mata.” afirma a sinopse.

E em bate-papo com o site, Yost e Howey comentam o processo de adaptação do livro em série, as principais diferenças, e o que os fãs podem esperar da atração que chega no dia 5 na plataforma.

Silo – 1ª Temporada | Crítica: Uma ótima Rebecca Ferguson em uma das séries mais intrigantes do ano

Rebecca Ferguson em cena de Silo
Foto: AppleTV+ . All rights reserved.

Por que uma série e não uma franquia de filmes?

Por ser uma adaptação Yost e Howey comentam sobre os principais desafios quando eles decidiram optar por fazer de Silo, uma série, e não um filme, como Jogos Vorazes por exemplo.

Howey comenta: “Para mim o grande desafio foi ter alguém que concordasse em fazer essa adaptação. Eu acho que a coisa mais legal para os leitores é ver partes da história que foram apenas sugeridas no livro e que nós realmente conseguimos mostrar em tela, e realmente entregar muito fan service no seriado. A alegria de adaptar para a TV é que nós pudemos esticar mais, e contar essa rica história. Se tivéssemos adaptado para um filme, certamente nós teríamos que ter cortado um monte de coisa, o que realmente teria deixado muita gente brava.

Sobre a estrutura do livro ser diferente do que seriado e o que, e quando, eles queriam mostrar certas coisas para o público.

Rashida Jones e David Oyelowo em cena de Silo.
Foto: AppleTV+ . All rights reserved.

Yost comenta sobre como foi feito o trabalho de estruturar a primeira temporada de Silo e o que apresentar para a audiência, que não conhece o livro, e também aqueles que já conheciam a história.

Esse é trabalho que nós fomos pagos para fazer, e sabe já estamos fazendo isso já tem um bom tempo. Nós trabalhamos também com jovens roteiristas, e também com pessoas mais velhas, para criar essa história, e foi uma experiência misturada, de “Por que não fazemos isso?”, “Nós queremos fazer isso?”, e também, “Nós podemos fazer isso!”e “vamos tentar dessa forma!”.

Então é uma coisa de instinto. Não tem regras de verdade. Nós tínhamos que fazer cenas de flashback, então nós tivemos que apenas descobrir como fazer e o que parecia ser o certo” diz ele.

Já Howey comenta: “Era uma questão de equilíbrio entre como fazer algo de suspense, mas ser capaz de segui-lo com clareza e, portanto, pular no tempo pode ser uma vantagem para criar suspense. Mas isso pode ser uma desvantagem se você fizer muito disso. Então, no final, foi tudo sobre liberdade, mas com restrição e acho que deu certo, porque tínhamos um monte de gente na sala [de roteiristas] que juntavam nossas ideias e pensamentos. E acho que chegamos a algo que vai agradar a muitos espectadores.

Sobre encontrar a Juliette perfeita com Rebecca Ferguson.

Sobre como o time de produção acabou por escalar Rebecca Fergunson no papel da engenheira mecânica Juliette, a protagonista da franquia de livros. E Yost comenta: “Eu e Hugh comentamos sobre isso, e do primeiro momento que nós a vimos, pelo menos quando eu a vi, acho que foi em um dos Missão: Impossível, não lembro qual foi, o quatro?, mas meu primeiro pensamento era: De onde ela surgiu? Ela é incrível. Ela é muito cativante e muito boa no seu trabalho. Então o nome dela um dia surgiu como uma possibilidade para interpretar Juliet. E deixou todo mundo muito empolgado.”

Mas ainda tem mais coisa nessa história. Demorou um pouco para Ferguson ser Juliette no seriado.

Ele comenta: “Morton [Tyldum], nós falamos com ela via Zoom, e Morton, ele dirigiu os três primeiros episódios, e nós realmente pensamos que ela ia fechar para ser Juliette, e ela disse: Não!, e nós pensámos: Nossa, o que? Tava na cara que ela iria fazer. Ela estava empolgada.

Então nós ouvimos que os agentes dela viviam por perguntar se já tínhamos escolhido alguém “Vocês já escalaram alguém?” e ficamos “Hum ela ainda está interessada”. Então nos encontramos de novo, e sim, finalmente convencemos ela. Mas a coisa é que nós ficamos realmente empolgados, por que ela é a Juliette perfeita. ”

Sobre as mudanças da série em relação ao livro

 David Oyelowo, Geraldine James e Will Patton.
Foto:AppleTV+ . All rights reserved.

Howey comenta: “Eu pessoalmente adoro mudanças, muito muito mais que Graham. Ele sempre tentava me impedir. Mas eu acho que você tem que contar a melhor história possível naquele formato que você está. E muito das coisas nos livros, era o que as pessoas pensavam, e quais era seus pensamentos, e tudo mais, e quando você adapta isso para as telas, você tem que mostrar as ações, e mostrar eles tendo mais essa jornada física. Eu sempre quiser trabalhar em ter mais mudanças [em relação aos livros] mas Graham sempre falava “vamos seguir os livros.”

Já Yost comenta: “Para mim não era só colocar fan service, afinal, eu sou um fã. Então eu queria colocar tudo que eu amei dos livros, mas também tivemos que mudar algumas coisas, e tivemos que expandir algumas coisas. Por exemplo, tem uma linha nos livros que fala que o Xerife Houston (David Oyelowo) se encontrou com Juliette nos últimos níveis do Silo quando ele investigava a possível morte de George (Ferdinand Kingsley) e isso é uma coisa tão pequena no livro. Mas nós construimos boa parte da primeira temporada nisso, por que é o que dá para Juliette o sentimento motivador e eu imagino que para os fãs seja uma coisa legal. Nós estamos vendo mais coisa do tinhamos nos livros que nós já estávamos investidos. Nós temos um pouco mais de Juliette, sobre o que ela imaginava, e sobre ela investigando a morte de George. “

Sobre o que eles aprenderam nessa primeira temporada que vão aplicar se a série for renovada para uma nova temporada.

Será que vamos ter uma segunda temporada? Mas nós aprendemos muito. Nós aprendemos como a filmar ao redor das escadas. Você aprende a como iluminar as coisas, onde é mais fácil se movimentar, onde você pode colocar uma parede, e onde você não pode. E também muita coisa em relação a história. E vou dizer se tivermos uma temporada 2, a história não vai ser igual.

Sem spoilers, mas se você assistiu os 10 episódios sabe a forma como a temporada e que uma coisa muito grandiosa acontece. Então a história precisa se adaptar para isso, e nós não queremos nos repetir. Quando chegamos no livro dois, ficamos: O que está acontecendo? então é curioso.” afirma Yost.

Estrelada pela atriz Rebecca Ferguson (Franquia Missão: Impossível e dos filmes Duna), a atração terá 10 episódios.

Completam o elenco os atores Common, Harriet Walter, Chinaza Uche, Avi Nash, David Oyelowo, Rashida Jones e Tim Robbins.

Silo chega em 5 de maio com dois episódios e exibe semanalmente, toda sexta-feira, um novo episódio até 30 de junho.  

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