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Em Guerra Com o Vovô | Crítica: Comédia com Robert DeNiro diverte e resgata a simplicidade das produções do gênero que marcaram os anos 90

Robert De Niro parece que gosta de embarcar nessas comédias no estilo Sessão da Tarde, não é mesmo? Depois de fazer fama com dramas intensos e pesados, o ator no final dos anos 90 e nos anos 2000, embarcou no gênero e entregou alguns filmes bem divertidos como a franquia Entrando numa Fria (2020), outros já nem tanto como Tirando o Atraso (2016).

E aqui em Em Guerra Com o Vovô (War With Grampa, 2020), De Niro não foge disso, onde essa comédia consegue resgatar a simplicidade das produções do gênero que marcam os anos 90.  E como uma boa criança nascida e criada na época, Em Guerra Com o Vovô me cativou pela nostalgia. Aqui temos uma comédia leve, marcada por uma trama extremamente simples, mas que funciona para conseguir contar essa história sobre relações familiares e o contraste entre gerações. É como se o filme Esqueceram de Mim (1990) se passasse  dentro da casa, e não em Nova York por exemplo, e em vez de ser Kevin vs os bandidos temos Peter (Oakes Fegley) vs o Vovô Ed (De Niro) na disputa pelo quarto do jovem.

Em Guerra Com o Vovô – Crítica
Foto: Diamond Films

No filme, vemos que por conta da idade já mais avançada e uma confusão no mercado, o já viúvo e ranzinza Ed volta a morar com a filha Sally (Uma Thurman numa surpreendente participação), o marido dela Arthur (Rob Riggle), o filho Peter, e as outras filhas do casal, a adolescente Mia (Laura Marano) e a caçula Jennifer (Poppy Gagnon, fofa demais).  Ed acaba por ficar com o quarto de Peter, enquanto o garoto vai parar no isolado sótão, que então declara guerra para o avô em uma carta entregue em uma madrugada escura e nossa aventura começa.

A dupla de roteiristas Tom J. Astle e Matt Ember, como falamos, trabalha o roteiro (baseado no livro de mesmo nome!) da comédia da forma mais simples possível, afinal Em Guerra Com o Vovô é uma daquelas produções para sentar, se divertir e se deixar levar pelas pirações e non-sense que tanto Peter, quanto Ed, aprontam uns com os outros. Eu particularmente me peguei rindo descontroladamente em uma das cenas onde o neto troca o creme de barbear do avô por uma outra substância, e … bem vocês vão assistir para ver.

Em Guerra Com o Vovô – Crítica
Foto: Diamond Films

Em Guerra Com o Vovô mostra nessas pequenas ceninhas, que quase funcionam com uma sequência de esquetes dentro do mesmo filme, uma produção que sabe muito bem como fazer um filme do gênero agradável e para diversas idades. E o filme ainda coloca De Niro, Christopher Walken, Cheech Marin (aqui eles interpretam colegas da terceira idade de Ed) e Jane Seymor (como uma caixa de um mercado que vira um casinho amoroso do personagem de De Niro ao longo do filme) numa batalha de vida e morte de queimada, que o grupo é recrutado a jogar contra os amigos de Peter que acaba por ser uma das passagens mais legais de todo o filme.

Das diferentes peripécias, até o já clássico momento onde o longa passa sua mensagem inspiradora, Em Guerra Com o Vovô faz e cumpre aquilo que é destinado a ser: uma comédia gostosinha para se assistir e matar um tempo no meio desse caos que vivemos atualmente. 

Avaliação: 3 de 5.

Em Guerra Com o Vovô chega nos cinemas nacionais em 13 de Maio.

A Diamond Filmes nos enviou o filme de forma antecipada para assistirmos em casa e fazermos nossa crítica.

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