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43ª Mostra SP | Psychobitch – Resenha

Psychobitch é um filme norueguês com direção e roteiro de Martin Lund.

Sinopse:

Em uma pequena cidade da Noruega, Frida, uma menina de 15 anos, acredita ser a pessoa mais deslocada da classe. No mundo da “geração perfeita”, as outras crianças da escola concordam: Frida é estranha. Já Marius faz praticamente tudo o que pode para ser exemplar. Quando os dois são colocados juntos como colegas de estudo, Marius vê a oportunidade de mostrar novamente a todos como ele é um cara legal. Mas Frida não tem a intenção de ser “consertada” pelo garoto de ouro da sala. Essas sessões de estudo acabam se tornando o catalisador de um relacionamento turbulento. No entanto, em suas brigas com Frida, Marius também experimenta algo emocionante, desafiador e completamente novo...

O que achamos:

Psychobitch faz um daqueles coming of age que trata de questões adolescentes de uma forma muito mais profunda e séria do que 13 Reasons Why (Netflix). É como se nesse drama norueguês tivéssemos uma versão de Euphoria (HBO), mas sem a parte colorida, a trilha sonora marcante, e os nomes conhecidos de Hollywood. 

Ao falar sobre bullying, amadurecimento, escolhas e amizades, Psychobitch nos entrega uma certa reflexão para perguntas que afligem o jovem de hoje sobre a necessidade de aceitação, de pertencer a uma determinada tribo, e ainda sobre primeiros amores, relacionamentos na era digital.

Uma verdadeira jornada pelos tumultuados anos de ensino médio, que provocam uma reflexão sobre ser e tentar navegar por momento completamente transformador no início da vida adulta. Cativante e com um olhar afiado.

Nota do Crítico:

Psychobitch não tem previsão de estreia no circuito.

Filme visto na 43ª Mostra Internacional de São Paulo

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