O Protetor: Capítulo Final | Crítica: Acho que podemos encerrar a franquia por aqui

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Efetivamente, a única serventia para O Protetor: Capítulo Final (The Equalizer 3, 2023) talvez seja para encerrar, definitivamente, a trilogia que começou lá em 2014. Já deu né? Tivemos três filmes já, e fica claro que as coisas não vão mudar com esse novo longa e acho que podemos encerrar por aqui e ir para casa.

Não que O Protetor 3 seja de todo ruim, apenas que nessa altura do campeonato e com tantos outros filmes de ação com a mesma temática é preciso bem mais do que apenas o nome de Denzel Washington para levar as pessoas aos cinemas para consumir mais um filme do gênero.

Denzel Washington em cena de O Protetor: Capítulo Final.
Foto: Credit  Stefano Montesi/Stefano Montesi – © 2023 – Sony Pictures Entertainment

O ator se garante, nos diálogos, nas cenas de ação, no deboche e no sentimento que ele sabe mais do que todo mundo ali… Mas, diferente de um John Wick que tem um apelo visual completamente diferente, ou dos filmes que inundaram a Netflix com a temática parecida, e que performaram bem no catálogo, sinto que esse novo O Protetor não tem o mesmo apelo que esses outros projetos e se perdeu no próprio conceito que ajudou a criar.

Claro, como falamos, Washington tem um carisma e um talento absurdo, mas hoje em dia é preciso muito mais do que isso. E sinto que O Protetor: Capítulo Final não tem isso. Nem ao colocar a trama para se passar na Itália, ou ter Dakota Fanning no elenco para fazer dar uma balanceada no nível de testosterona que o longa oferece, ajuda essa terceira, e com sorte assistível, etapa. 

O texto do trio Richard Wenk, Michael Sloan e Richard Lindheim até tem algumas reviravoltas bacanas, para esse tipo de filme, mas nada também que façam o O Protetor 3: Capítulo Final ser memorável ou que lembrado nas listas de final de ano, daqui alguns meses, quando chegar no streaming que seria o local ideal para esse lançamento. 

Ao dar uma humanizada maior para Robert McCall, ou Roberto como ele prefere ser chamado durante sua viagem para a Itália, o longa parece mostrar que, às vezes, uma boa história não precisa mudar. Mas aqui, talvez, fosse o que a franquia precisava para acabar em uma boa nota.

E é isso que O Protetor: Capítulo Final apresenta, uma trama que joga no seguro, ao mesmo tempo que tenta fazer McCall ir para outro caminho, mas que aqui ele vê que não dá para fugir do seu destino. Na medida que o personagem se vê sozinho, ferido, e impossibilitado por conta um acidente em uma das suas missões, McCall começa a analisar qual será seu futuro e resolve desaparecer em uma nova vida. 

Dakota Fanning e Denzel Washington em cena de O Protetor: Capítulo Final.
Foto: Credit © 2023 – Sony Pictures Entertainment

Hospedado em uma vila italiana, o habilidoso ex-agente vai trombar, claro, com uma missão bem perigosa, e que se torna bem pessoal na medida que ele quer salvar as pessoas que moram nessa cidade e que o acolheram. Então é assim que O Protetor: Capítulo Final se desenrola na medida que McCall esbarra com a máfia italiana e não vai deixar para trás o que viu.

Se pelo menos fosse um filme puxado para a comédia como foi Mafia Mamma, estrelado por Toni Collette, e lançado no começo do ano, O Protetor: Capítulo Final talvez se destacasse. Mas o diretor Antoine Fuqua pelo visto quis manter a seriedade nessa nova etapa. 

Enquanto McCall e a máfia italiana jogam um jogo de gato e rato, o filme navega por mostrar o quanto o personagem está disposto a mudar mesmo que saiba que isso vai ser difícil. Mesmo acionando a agente da CIA Emma Collins (Dakota Fanning) e o seu superior Frank (David Denman) para eles investigarem uma remessa de armamento disfarçado de caixas de vinho e que se conecta com os bandidos que assustam os moradores da cidadezinha, e esses moradores, desde do médico Dr. Enzio (Remo Girone), o policial Bonucci (Eugenio Mastrandrea) e também a dona do café Aminah (Gaia Scodellaro), o filme trabalha nesse caso, na medida que Robert sai pela cidade ajudando essas pessoas.

E talvez as cenas de Washington e Fanning, cheia de diálogos interessantes, sejam a parte mais interessante desse terceiro longa. Afinal, as cenas de perseguição até empolgam, mas ficam completamente desconexas da trama principal, por que afinal, nós sabemos,  mas os fãs de gênero, sem dúvidas, sabem que mesmo que o filme seja descrito como Capítulo Final, McCall vai se sair dessa com vida.

Assim, na medida que a trama tenta ser mais complexa do que deveria, fica claro que as pequenas reviravoltas e surpresas só servem para passar o tempo enquanto estamos nos cinemas para assistir o longa que tem quase 2 horas. O que no final, só se comprova que essa duração de O Protetor: O Capítulo Final é desnecessária quanto a própria existência desse filme para sermos sinceros. 

Nota:

Onde assistir O Protetor: O Capítulo Final?

O Protetor: O Capítulo Final chega em 05 de outubro nos cinemas nacionais.

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