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O Chamado da Floresta | Crítica

O nome Harrison Ford, por si próprio, já grande parte um dos motivos que valeriam assistir O Chamado da Floresta (The Call of the Wild, 2020) no cinema. Mas será que isso é o bastante? Baseado numa lenda americana, o longa chega em sua versão híbrida de humanos com animais em computação gráfica apenas pelo fato de poder existir após a fusão da Disney e a FOX no ano passado.

Harrison Ford in The Call of the Wild (2020)
O Chamado da Floresta | Crítica | Foto: 20th Century Studios

A tecnologia a Disney já tem desde de Mogi O Menino Lobo (2016), e aqui bastava apenas uma figura de nome, o que no mercado chamamos de A-List, como Harrison Ford para dar uma elevada nesta produção. E realmente, Ford faz valer seu nome e em O Chamado da Floresta rouba as cenas, até mesmo do cachorro brincalhão, onde de uma forma e de outra ambos precisam se encontrar numa grande jornada e acharem seus lugares no mundo. É isso mesmo, até mesmo cachorros agora tem a oportunidade de contarem suas história de amadurecimentos na telona, O Rei Leão de 2019 foi apenas o começo. 

O roteiro de O Chamado da Floresta, adaptado por Michael Green do livro de Jack London, não assume muitos riscos e acaba por ser estruturalmente dividido como se fosse um livro mesmo, como arcos narrativos fechados, mas que se unem ao redor do cachorro e sua história de superação.

Claro, tudo é contado de uma forma bastante orgânica, mas o filme realmente se destaca quando temos a figura de Harrison Ford em tela, e não apenas, nos em breves momentos que piscam para o espectador sobre sua presença de seu personagem.

Assim, vemos a jornada de um cachorro que vive numa grande mansão até se tornar parte de uma matilha de puxadores de trenó, em que Buck precisa lidar com sua falta de habilidades no trabalho pesado e ainda se encaixar no grupo com os outros cachorros selvagens. E com isso, O Chamado da Floresta abusa dos efeitos especiais para dar vida e criar digitalmente os animais, que se apoiam no roteiro para terem certas emoções transmitidas em tela. E como vimos em O ReI Leão, a criação das montanhas de neve, e das florestas, e dos rios é tudo um prazer visual de se ver que parece ter saído de um documentário.

Harrison Ford in The Call of the Wild (2020)
O Chamado da Floresta | Crítica | Foto: 20th Century Studios

O Chamado da Floresta usa essas paisagens belíssimas para mascarar a história que caminha a passos lentos para chegar onde queremos ver, as partes que Harrison Ford interage com um cachorro feito por efeitos de computador.

Claro, os atores Omar Sy e Cara Gee entregam uma parte importante na jornada de Buck, e é com a chega de seus personagens na vila afastada na montanha gelada que a trama ganha um fôlego, quando o trenó puxado por Buck chega com as cartas para a população. A entrada dos personagens Dan Stevens e Karen Gilian, como um casal de exploradores, dão novamente um gás para a trama, onde vemos Buck enfrentar novos obstáculos, sentir a importância dos amigos e de se viver em grupo.

Mesmo de fácil entendimento, O Caminho da Floresta não chega a ser realmente um filme para crianças, tem passagens um pouco sombrias, mas entrega uma busca por seu lugar no mundo bastante agradável em diversos momentos. No final, O Chamado da Floresta não chega efetivamente empolgar mesmo que se saia bem em diversos momentos, onde quase todos eles tem Harrison Ford em cena. Temos aqui, um drama bem feito para os amantes de filmes com animais e nada mais. 

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O Chamado da Floresta chega em 20 de fevereiro nos cinemas.

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