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Hilda | Crítica 2ª Temporada: Animação traz muita aventura e fantasia de forma ainda mais encantadora

Pouco mais de dois anos desde a estreia de sua 1ª temporada, finalmente pude acompanhar um novo ano com as aventuras dessa garotinha de cabelos azuis. Hilda retornou maior e mais interessante, dando mais nuances aos seus personagens secundários, indo ainda mais fundo nos dramas, além da fantasia…

A animação da Netflix consegue ser muito mais interessante, colocando Hilda em uma posição complicada, pois a todo instante a vemos mentindo para sua mãe, Johanna, e as coisas vão ficando fora de eixo. Outra coisa muito bem-vinda foi focar alguns episódios em personagens como Frida e David, e até mesmo a bibliotecária Kaisa, que ganharam ainda mais profundidade e nos faz querer ver mais sobre suas vidas e como lidarão com as coisas que acontecem com eles.

O começo da temporada mostra Hilda muito bem adaptada a cidade e suas idas e vindas a florestas, e então entra a figura de Ahlberg, que só quer fama e status social, o que o torna uma complicação para sua vida, pois tudo sempre acontece com ela, e Ahlberg tem tornado a vida de todos difícil… Ao colocar vários sinos na cidade na tentativa de afastar os trolls, ele acabou deixando todos os animais e até mesmo cidadãos irritados.

Se temos na temporada várias aventuras para evitar os ataques dos trolls, que rende momentos bem interessantes, a série também soube abordar coisas em paralelo, como Tildy e o romance com o vizinho de Hilda, em uma viagem no tempo que culminou em uma minhoca do tempo querendo matá-la. E ali aprendemos que nem sempre as coisas são para ser como queremos, que um encontro as vezes não terminará como esperado e é preciso seguir em frente. Gostei demais de trabalharam essa relação.

Outra coisa foi mostrar em Kaisa e Frida como é importante aceitar o poder interno e saber trabalhar isso, e que nem sempre ter poder é sinônimo de fazer as coisas certas, como as 3 bruxas que sempre querem alimentar o vácuo.

David também teve que lidar com sua ansiedade e seus medos, pois isso o colocava em risco, e a forma como Hilda e Frida mostram a ele que ter medo também é importante ao verem a luta da guerra eterna, foi incrível. Assim como Alfur aprendendo que seus relatórios com extremos detalhes lhe causam problemas por não acreditarem em suas aventuras com Hilda.

Cada momento da temporada é de uma leveza e muitas vezes com uma beleza sem igual. A parte do Túlio tendo sonhos e se sentindo abandonado por Hilda foi de uma delicadeza, e até mesmo o encontro com uma manda de cervo-raposa foi lindo, e novamente ele escolhe ficar com Hilda.

E no fim, Hilda deixa um gancho sem igual para a próxima temporada, bem quando Hilda e Johanna aprendem que devem ter mais fé uma na outra, e tentar lidar com a relação das duas de forma um pouco mais madura. Limites são necessários, mas a condenação de algumas coisa acabaram colocando-as em risco.

Entender que os trolls tem uma vida, um método e uma comunidade, deve dar outro tom para a próxima temporada, ainda mais com a magia ainda mais forte em Hilda e colocando várias coisas em risco.

É uma delícia acompanhar tantas coisas e sair encantado com todos os personagens, como o Homem de Madeira, Tildy, Kaisa, Frida, David, os guerreiros eternos, os Draugen, e todos os personagens que simplesmente passam pela tela, ou que acabam tendo um destaque muito bacana, como foi o caso de Gerda, a companheira da patrulha de Ahlberg, que tem mais destaque por sua nobreza.

Hilda | Crítica da 1ª Temporada

Hilda tem suas 2 temporadas disponíveis na Netflix, somando 26 episódios.