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Bill & Ted: Encare a Música | Crítica: A maior e mais fantástica aventura, dudes!

Seria Bill & Ted a dupla que conseguiria salvar o mundo dessa pandemia? Talvez sim, se os personagens de Alex Winter e Keanu Reeves usassem a antiga cabine telefônica para mais uma viagem pelo espaço e tempo e trouxessem a vacina do futuro para cá. E realmente tá aí uma ideia para um 4º filme para franquia, não é mesmo? Mas por enquanto temos um novo filme que chega nos cinemas nacionais, e nessa terceira aventura da dupla de músicos atrapalhados, eles encarram a sua maior e mais fantástica aventura, dudes!

Bill & Ted: Encare a Música | Crítica
Foto: Imagem FIlmes

Bill & Ted 3: Encare a Música (Bill & Ted Face the Music, 2020) parece que é um filme que foi feito por fãs, e para fãs, e realmente não decepciona para trazer de volta toda a atmosfera maluca e estranha que vimos nos primeiros filmes da franquia. Claro, para isso temos, além dos retornos dos atores principais como Bill e Ted, também dos roteiristas Chris Matheson e Ed Solomon que escreveram os outros dois primeiros filmes e são fundamentais para isso.

Lançado em 1989, Bill & Ted: Uma Aventura Fantástica (1989) trouxe uma leveza para tratar dos assuntos como viagem no tempo e idas e vindas entre o presente e o futuro, e sua sequência, chamada Bill & Ted: Dois Loucos no Tempo (1991) por mais que tenha levado os dois para outros lugares como céu e inferno deixou um pouco a desejar. Mas aqui, o terceiro filme une tudo isso e entrega uma história ainda maior, mais divertida, e que serve para amarrar todas as pontas deixadas abertas até então na franquia.

E em 2020, Bill & Ted: Encare a Música ainda aproveita para honrar suas origens e dar um destaque para as novas gerações. Ao colocar as filhas dos protagonistas na parada, o longa serve ao mesmo tempo com um filme final da trilogia, e o que ainda nós podemos chamar de soft reboot. As atrizes Samara Weaving, como Thea, a filha de Ted, e Brigette Lundy-Paine como Billie, filha de Bill, estão ótimas nos papeis e fazem uma excelente aquisição para a história, e ambas tem função ativa na trama.

No terceiro filme, Bill (Winter) e Ted (Reeves) ainda estão assombrados pelo fato de não terem encontrado a música que unirá todo mundo. E depois de anos, eles começam a sentir que seus relacionamentos não estão bem. E isso não é da parceria de anos entre os dois que continua excelente dude!, mas com suas esposas, as princesas medievais Elizabeth (Erinn Hayes) e Joanna (Jayma Mays) que os levam para uma terapia de casal e para discutirem a relação entre eles. Claro é divertido ver a atriz Jillian Bell como a terapeuta da dupla que se questiona sobre todos os acontecimentos que o quarteto de personagens viveram, mas sinto que o longa perde um tempo precioso para tentar ambientar o espectador na trama.

Afinal, os filmes saíram há mais de 20 anos e não esteja fresco na cabeça de muita gente, entendo isso, mas se você vai assistir um filme que tem um 3 no nome, no mínimo o que você faz é assistir os dois primeiros, né?

Preciso mesmo ArrobaNerd? Não, mas é bom sim.

Bill & Ted: Encare a Música | Crítica
Foto: Imagem FIlmes

E assim, A Grande Líder (Holland Taylor) e a mensageira Kelly (Kristen Schaal, hilária) vem, trazem as notícias do apocalipse e descobrimos que as chances do mundo sobreviver são quase zero, afinal, se Bill e Ted não encontraram a música perfeita nesses mais de 20 anos, o que os fará encontrar em menos de 2 horas, não é mesmo? E é aí que Bill e Ted 3 ganha sua cara de reboot, pois ao mesmo tempo que a trama do filme leva Bill e Ted na busca de tentarem encontrar eles mesmos a música em algum momento do tempo e no futuro, suas filhas pegam uma cartilha do primeiro filme e vão em busca de criar a maior banda de todos os tempos com nomes como Jimi Hendrix (DazMann Still), Mozart (Daniel Dorr), uma flautista chinesa (Sharon Gee), e uma moça das cavernas (Patty Anne Miller) que bate tambor.

E para deixar ainda mais alucinante, temos o grupo sendo perseguido por um robô do mal, Oi eu sou Dennis Caleb McCoy (Anthony Carrigan, ótimo)!, que tem como missão os matar e os persegue através da jornada que Bill e Ted encararam pelo tempo, onde vistam seus “eus” no futuro próximo seja em 2, 3 anos e o que garante as melhores passagens do filme, onde vemos a ótima química entre Winter e Reeves ainda viva.

Nas passagens eles aparecem em dose dupla e contracenam entre si, e fazem o melhor do filme disparado. Claro, o roteiro do longa soa inflado, tem diversos personagens que rodam e aparecem por aí, mas faz uma boa homenagem para os dois primeiros filmes com o retorno de diversos personagens marcantes como Missy (Amy Stoch), a esposa do pai de Bill (Hal Landon Jr.) do primeiro filme, Rufus (George Carlin, já falecido e que aparece por holograma), o moço que os levou em sua primeira aventura, e claro da Morte (William Sadler) que ainda tem um pé atrás com a dupla dos eventos do segundo filme.

Assim, leva tempo para Bill & Ted: Encare a Música engrenar onde o filme precisa fechar todas as suas inúmeras tramas que o roteiro apresenta e que o deixa um pouco cansativo de se assistir, mas que consegue entregar uma mensagem divertida e espirituosa no melhor estilo do mantra dos personagens: Sejam excelentes uns com os outros.

Em tempos de polarização de opiniões, opiniões disfarçadas de preconceito, separação entre pessoas por conta de ideologias, Bill e Ted lutam para tentarem juntar o mundo com o poder da música, e para o espectador é só sentar, assistir o filme e party on, dudes! No final, Bill & Ted: Encare a Música faz uma hilária aventura com um gostinho de nostalgia com a ótima e contagiante presença de Winter e Reeves em tela.

Avaliação: 3 de 5.

Bill & Ted: Encare a Música chega em 5 de novembro nos cinemas.

O ArrobaNerd viu o filme em uma sessão para jornalistas feita pela Imagem FIlmes que seguiu todas as regras e recomendações das equipes de segurança.

Recomendamos o leitor, se for encarrar a visita ao cinema, se proteger e seguir todas as recomendações de segurança contra o COVID-19 impostas pelas organizações de saúde.

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