Bate-papo com Daniel Rezende e Marina Santana sobre a áudiossérie Batman Despertar

Bem-vindos para uma nova Gotham City! Só que agora no Spotify. E em áudio. Essa é aposta do Spotify que lança a áudiossérie Batman Despertar no próximo dia 3.

Trailer da áudiossérie Batman Despertar é liberado pelo Spotify; ouça!

No comando da atração temos Daniel Rezende (o diretor de Bingo: O Rei das Manhãs, da franquia Turma da Mônica) e Marina Santana que bateram um papo com o site sobre o projeto, as curiosidades e outras coisas mais.

batman despertar
Daniel Rezende e Marina Santana ao lado do elenco nacional de Batman Despertar liderado por Rocco Pitanga.
Foto: Dirceu Netto/Spotify

Em Batman Despertar,  um serial killer com o nome de O Ceifador aterroriza Gotham City, mas Batman não aparece para salvar a cidade. Na verdade, Bruce Wayne não tem nenhuma memória de que um dia ele foi o Cavaleiro das Trevas. Sem poder contar com Batman, Barbara Gordon precisa da ajuda do segundo detetive mais inteligente de Gotham: O Charada.

E com essa nova história dentro do mundo Batman foi a oportunidade perfeita para a dupla de profissionais se juntarem para contarem essa história. Rezende e Santana comentam um pouco sobre o início da produção do projeto, como foi entender o que era essa história e como eles iam trazer para “vida” tudo isso.

“A primeira coisa que eu falei é que eu não gostaria de ter que fazer uma dublagem”, afirma Rezende. “Essa empreitada de fechar os olhos e fazer uma coisa só com áudio… eu topei na hora”, comenta o diretor sobre seu envolvimento no projeto.

Ele diz que um dos pontos chaves foi definir que eles pudessem fazer uma versão brasileira sem depender muito da versão original americana. Rezende, ao comentar um pouco sobre os primeiros dias da pré-produção, fala: “Vamos fazer nossa versão aqui. Mantendo toda a história, a gente faz a adaptação para parecer aqui e vamos fazer. Então a gente vai gravar de algum jeito que a gente não sabe exatamente como é, a gente vai descobrir porque eu acho que sempre o produto é filho do processo”, afirma.

O diretor comenta que a presença de Marina Santana que trabalha na indústria tem um bom tempo foi primordial para o projeto decolar. Rezende rasgou elogios para a colega e disse; “A gente começou a falar como vamos fazer isso? e estabeleceu algumas metas”.

Ele completa: “a gente quase nunca abria a versão americana enquanto estava gravando, era só pra tirar algumas dúvidas, quando a gente não entendia se a nossa tradução estava exatamente certinha, e nem [durante] na montagem…. a gente montava e depois checava se tinha alguma coisa que a gente estava [errando], a gente foi fazendo a nossa versão aqui“.

Já Santana comenta: “Embora esse seja um trabalho de localização porque tem lá o roteiro que foi desenvolvido em inglês, o original, tem uma tradução, a gente tratou ele como um produto original”. A profissional também diz que “deu a liberdade pros atores trabalharem dessa maneira. [sem se prenderam ao áudio original]” e que “os atores nem sequer ouviram a versão americana então eles estavam confiando na gente e a gente dando liberdade pra eles e foi [criada] uma uma relação assim.”

Ela completa: “Então eu acho que isso é o que torna esse processo único. Porque ele não foi exatamente um trabalho de localização, ele foi e não foi, ao mesmo tempo, (…) e não foi de maneira nenhuma uma dublagem, primeiro porque não tem vídeo, pra chamar de dublagem tem que ter um vídeo, e segundo que eles não ouviram tudo (…) e então os atores puderam desenvolver os personagens deles sem precisar focar no americano“.

Ela conclui: “Então foi um trabalho criativo bem elaborado e também eu acho que se aproxima mais de tudo que eu já fiz até hoje, se aproxima mais da voz original. Quando a gente grava voz pra animação, a gente grava primeiro as vozes em cima do roteiro e depois desenvolve a animação em cima do dos atores”.

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E para dar voz para essa nova Gotham City, Rezende e Santana tinham nomes de atores talentosos na ponta da língua. Eles queriam misturar artistas de diversos gêneros, de TV, de cinema, de teatro, e de dublagem tradicional, para compôr a lista desses personagens, alguns muito conhecidos do público e dos fãs de Batman como Rocco Pitanga como Bruce Wayne/Batman, Tainá Müller como Barbara Gordon, Maria Bopp como Vicki Vale e ainda Camila Pitanga como Kell.

Rezende comentou: “A gente começou primeiro com os atores principais, eu gostaria que viessem do audiovisual ou do teatro. (…) Então era pegar [atores de] mundos diferentes e que eles criassem um terceiro mundo. Mas eu queria trabalhar com atores que eu já tinha trabalhado de alguma forma, que eu já conhecia. Então, primeiro assim, de cara, Augusto Madeira, que é o ator com quem eu sempre trabalho, pra fazer o Charada, esse foi o primeiro. Depois veio a Camila Pitanga e a Tainá Muller que de cara já de foram um dos primeiros nomes que eu sugeri e o Marcelo Varzea que faz o Doutor Hunter. Esses foram os quatro primeiros que já sabia de cara”, afirma ele.

Já Santana diz: “Eu acho que foi um um processo bem delicado no sentido de que cada ator merecia uma atenção diferente. Porque se o ator está vindo do audiovisual a gente lidava com ele de uma maneira. E se ele estava vindo de voz original era de outra maneira”.

Ela completa: “Porque eu acho que a voz original permite maior criação, a dublagem de qualquer maneira você está seguindo sempre uma métrica de algo que já foi feito, então isso permite menos exercício criativo de modo geral. (…) de conseguir sincronizar todas essas linguagens diferentes que cada um meio que trabalha de um jeito, produz de um jeito e a gente queria unificar essa todas essas ideias”.

Rezende que trabalhou em dois filmes da franquia Turma da Mônica em live-action, e ainda mais da série sobre os personagens, comentou um pouco como foi transitar entre o Bairro do Limoeiro e Gotham City.

Rezende comenta de forma bem humorada: “Eu fretei um micro-ônibus chamado Expresso Limoeiro-Gotham”. E completa: “eu comecei o ano filmando Turma da Mônica, a série, enquanto isso atrasou 1 semana, ai nessa semana que atrasou a Marina começou a fazer os atores terciários, por que encavalou, ai depois eu cheguei…”, diz ele sobre como foi conciliar os dois projetos.

O diretor comenta: “Enquanto a gente gravou [Batman Despertar] eu fiquei longe do Limoeiro. Mas assim que a gente estava terminando de gravar ou nas folgas eu ficava no Limoeiro. Na montagem e finalização que foi pior pra mim. Eu terminei de montar agora a série [da Turma da Mônica] … e a gente gastou muito tempo na montagem e na edição aqui da nossa série do Batman Despertar…e fez toda a diferença. Eu lembro que quando eu olhei o cronograma aqui de montagem, falei: não vai dar, a gente vai precisar de mais tempo porque a gente vai ter que ir fala, a fala porque vamos ter que buscar uma palavra, essa palavra aqui não tá soando natural, vamos lá buscar e vamos trocar e vamos investigar todos os takes que a gente fez… foi um processo muito investigativo da montagem pra gente criar esse ambiente”.

Batman Despertar chega ao Spotify dia 3 de maio.

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