Apresentando, Nate | Crítica: Um divertido filme sobre encontrar seu lugar no mundo

De forma resumida e logo de cara já digo que com Apresentando, Nate (Better Nate Than Ever, 2022) o que temos é um filme super simples, super enxuto sobre um garoto que parte em busca de encontrar seu lugar no mundo, e ir atrás de seus sonhos, com um toque de realismo fantástico e um roteiro super bem humorado.

É um filme feito para fãs de musicais, viciados em espetáculos da Broadway e que entrega uma produção com a cara e o jeitão da Disney. Uma aposta segura e que te entrega tudo aquilo que você espera de um projeto assim. Certamente, alguns anos atrás, o estúdio definitivamente bancaria o longa para um lançamento nos cinemas, já em outros anos a Disney, talvez, nem apostasse nesse tipo de projeto. Mas aqui com o Disney+, a casa do Mickey encontra um lugar ideal para Apresentando, Nate que realmente faz uma produção deliciosa para se acompanhar e se deixar levar pelas peripécias do nosso protagonista e sua viagem até Nova York em busca de seu sonho: estar na Broadway.

Mas o único problema é que Nate, 13 anos e sem nenhuma foto de rosto dessas para entregar em audições, foi recusado na peça da escola e vai interpretar uma árvore. E o que acontece quando a realidade chega e bate na porta de Nate (Rueby Wood em sua estreia como ator)? Senhoras e senhores… apresentamos, Nate claro!

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Rueby Wood em cena de Apresentando, Nate
Foto: Disney

Acho que o mais bacana do filme é forma como o longa de Tim Federle (baseado no livro de mesmo nome escrito por ele) conta essa história. É como se Nate fosse o ator Nathan Lane, misturado com a personagem Rachel Berry da série Glee, com a Dorothy de O Mágico de Oz. Para ele tudo é novo, tudo é brilhante, tudo é solar em Nova York, onde sabemos que bem as coisas não são assim na vida real. E o longa brinca com isso, e a forma como Nate vê o mundo, diferente de todos os outros personagens. Para ele, basta seguir seus sonhos que as coisas vão dar certo. Pegar um ônibus de Pittsburgh para a Nova York junto com sua melhor amiga Libby (Aria Brooks, ótima)? Fácil. Participar de sua primeira audição para uma produção da Broadway com várias outras crianças competitivas? Fácil. Se destacar com os produtores? Fácil. Receber o famoso callback? Fácil. Ter que passar a noite na cidade sozinho. Fácil???

Na medida que o jovem Nate resolve subir no ônibus com a desbocada e sabichona Libby para tentarem uma audição para Lilo and Stitch: The Musical, essa dupla vai encarar os desafios mais diversos e aqui para o longa divertidos. É como se estivéssemos em Curtindo a Vida Adoidado (1986) e Esqueceram de Mim 2 – Perdido em Nova York (1992) só que com musicais e personagens da Disney aparecendo por aí.

E Apresentando, Nate ainda coloca Nate para lidar com a sua tia que mora na cidade e que estava afastada da família. Aqui, o papel fica com Lisa Kudrow (a eterna Phoebe de Friends), que tira a excentricidade de Heidi de letra e realmente acaba por ser o elo mais forte do filme em termos de atuação, mesmo que em alguns momentos por conta dos efeitos visuais, eu senti que parecer que a atriz não estava em todas as cenas com o restante do elenco. Um problema para produções gravadas em época de pandemia.

A viagem também dá a oportunidade para a Nate estreitar sua relação com seu irmão mais velho, Anthony (Joshua Bassett, que trabalhou com o diretor no seriado do Disney+ High School Musical: A Série: O Musical), com sua amiga (que ele diz gostar mas como amiga mesmo!) e seus pais (que saem em viagem e deixam os filhos em casa), coisas que dão um tipo de sustância para a trama do longa que como falamos não é nada rebuscada e vai direto ao ponto em termos de desenvolvimento narrativo. 

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Aria Brooks e Rueby Wood em cena de Apresentando, Nate
Foto: Disney

Assim, em Apresentando, Nate o que temos são momentos bem exagerados, como a apresentação de On Broadway (do cantor George Benson) no meio da Times Square que faz Nate virar uma sensação no TikTok e os sonhos que o personagem tem sobre sua vida em Nova York (com inspiração no musical Guys and Dolls) que servem para compensar a simplicidade que a história apresenta, se desenrola aqui, e deixa tudo o mais sugestivo possível para o espectador comum, aquele que possivelmente não são fãs de musicais ou protagonistas vocalmente chamativos. É a Disney se posicionando, não tão fortemente como deveria, mas abraçando uma comunidade que nada mais faz é apoiar o estúdio e suas produções.

No final Apresentando, Nate entrega um divertido, e colorido, longa sobre um menino com um sonho… um maior que sair pelas escadas de incêndio como no musical Amor, Sublime Amor. Um para ver e se divertir antes de tudo, sem muita pretensão ou pressão em ser o melhor filme do ano ou alguma coisa parecida.

Avaliação: 3 de 5.

Apresentando, Nate chega em 1º de abril no Disney+.

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