Vox Lux | Crítica

Natalie Portman. São com essas duas palavrinhas que você deve ter em mente ao pensar se deve ou não assistir Vox Lux – O Preço da Fama (2018). Elas são importantes e mudará toda sua concepção antes, durante e ao final do longa.

Vox Lux – O Preço da Fama – Crítica | Foto: Paris Filmes

Com direção de Brady Corbet, Vox Lux era uma das apostas para a temporada de premiações do ano passado, mas, mesmo lançado em festivais de cinema com todo o glamour, acabou ignorado, e não tiramos o mérito disso ter acontecido. Vox Lux é aquele famoso Oscar Bait que, às vezes, aparece ao longo do ano, e no final, alguns colam, outros não. Aqui, não deu, mas, a grande diferença desse filme para os outros, é que a atriz Natalie Portman entrega uma atuação tão magistral, dona de si e intensa em seu papel que faz de Vox Lux ser mais uma daquelas oportunidades que não podem ser perdidas de conferir o talento da atriz em tela.

Claro, Vox Lux faz um filme pretensioso demais, que vão desde das escolhas artísticas do diretor, das jogadas de câmera e na tentativa de colocar capítulos ao longo do filme, junto com a narração de Willem Dafoe. Vox Lux é muita pompa para pouca coisa, mas no momento que Natalie Portman aparece em tela, somos inundados pelo talento da atriz vencedora do Oscar que mascaram muitos dos problemas do longa.

Vox Lux fala então, sobre sobre tragédias, luto, queda e recomeços, mas de uma forma meio ácida, sarcástica e pouco inspirada. Vox Lux começa com o pé no acelerador, com uma cena mega chocante, onde tenta mostrar para o espectador que a vida da cantora Celeste sempre foi um turbilhão de eventos, A atriz Raffey Cassidy, que interpreta a versão jovem da mega pop-star (e depois sua filha Albertine) nos deixa confortável em apresentar o papel, ao mostrar a infância e adolescência da cantora.

Vox Lux (2018)
Vox Lux – O Preço da Fama – Crítica | Foto: Paris Filmes

Vemos então, a relação de Celeste com a irmã, a entrada do agente na vida das duas, Jude Law muito bem diga se de passagem, e acensão da jovem para o estrelado. Talvez, em Vox Lux, diferente de Nasce Uma Estrela, falte um trabalho de preocupação do roteiro e também da direção, para fazer os espectadores se importarem com a figura polêmica e explosiva de Celeste.

Vox Lux então, segue seus capítulos ora de uma forma acelerada, ora devagar e reflexiva, onde tudo é meio fora do ritmo e completamente estranho, como se Brady Corbet não soubesse, ou tivesse não tivesse a certeza de saber, o que quer contar, e aqui nem como.

No final, Vox Lux tenta criar uma história sobre relacionamentos pessoais, adoração aos ídolos e nosso lugar no mundo, mas faz isso de uma forma estranha e petulante. A melhor parte é ver Portman abrir suas asas e abraçar Vox Lux em sua totalidade e garantir que o espectador não saia de mãos abanando e com a sensação de tempo perdido. Uma pena, afinal Vox Lux, tinha tudo para ser melhor e marcar novamente a carreira da atriz.

Nota do Crítico:

Vox Lux chega nos cinemas em 28 de março depois de estrear no Festival do Rio de 2018.

Miguel Morales

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