VEEP | Crítica da 7ª e última Temporada

VEEP terminou seu mandato como uma das melhores comédias no ar da última década. Venceu todos os delegados possíveis, ganhou todos os votos, venceu a Super-Terça-Feira e consagrou Julia Louis Dreyfus como uma das comediantes mais talentosas dos últimos tempos. Não tem como, a temporada final de Veep é V de Vitória, é New Selina, Now

Julia Louis-Dreyfus, Gary Cole, Tony Hale, Reid Scott, and Sam Richardson in Veep (2012)
7×01 – Iowa
VEEP | Crítica da 7ª e última Temporada

A comédia política da HBO fez 7 episódios do mais puro non-sense político, onde precisou competir com as mais surreais notícias e eventos da própria política atual americana, mas aqui, David Mandel e sua equipe de roteiristas se superaram e faz do último ano de Veep um dos mais malucos e ainda mais divertidos. 

No sétimo e último ano, vemos Selina novamente em campanha para se tornar presidente dos EUA, com sua equipe de funcionários atrapalhados de volta, mas o que a política não contava era que seus próprios oponentes seriam ainda mais malucos do que ela. O último ano de Veep faz uma temporada bastante empolgante ao trazer de volta quase todos os oponentes que Selina enfrentou desde dos tempos que ela era esquecida lá na Ala Oeste da Vice-Presidente, passando pelo curto período que foi efetivamente Presidente dos EUA, e depois para a retomada da sua campanha para se tornar novamente a chefe maior do governo.

Julia Louis-Dreyfus, Anna Chlumsky, Gary Cole, Kevin Dunn, and Tony Hale in Veep (2012)
7×03 – Pledge 
VEEP | Crítica da 7ª e última Temporada

E aqui, os roteiristas souberam, como ninguém capturar, o clima sem noção que invade os bastidores da política, seja as alianças mais malucas que Selina possa criar, ou dos competidores que brotam de monte ao longo da temporada. Veep, faz nesse último, o que a série faz de melhor, mostrar as situações mais malucas possíveis, desde de chineses tentando fraudar eleições, sendo superadas por outra situações ainda mais malucas possíveis, como por exemplo, onde vemos um candidato defender a não-vacinação das crianças e criar um surto de doença no meio Sul dos EUA.

E é assim que Veep magistralmente captura e faz uma critica fenomenal para o mundo da política, como ninguém. Num momento, onde cada vez mais vemos políticos com ideias radicais dominando o ciclo de noticias, Veep precisou ser mais audaciosa, e também mais maluca do que já foi. As frágeis relações entre Selina e seu grupo de funcionários são colocadas a prova nesse último ano, desde de Gary (Tony Hale, hilário), até os estrategistas Ben (Kevin Dunn) e Kent (Gary Cole) que lutam para colocar a política no poder novamente. O mesmo vale para a dupla Amy (Anna Chlumsky) e Dan (Reid Scott) que parecem que não mediram esforços para estarem do lado vencer. 

Veep soube trabalhar bem seus personagens, e seus pequenos momentos de loucura, sejam eles com o agora apresentador Mike McLintock (Matt Walsh), ou o arqui-rival politico e às vezes amante Tom James (Hugh Laurie) e a sempre engraçada Mina (Sally Phillips) que Selina desenvolve uma química divertida. Isso, sem falar na ascensão de dois personagens com lados completamente apostos, o único que parece ser competente Richard (Sam Richardson) e Jonah (Timothy Simons). 

Assim, Veep faz um ano final, recompensador, que se superou a cada episódio e elevou as regras do jogo num patamar difícil de se alcançar no mundo das comédias, onde a produção termina no auge, com o maior índice de aprovação possível. Sem impeachment necessários, Sra. Presidente. 

As temporadas de Veep estão na HBO GO.

Miguel Morales

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