Um Dia Para Viver | Crítica

Um Dia Para Viver (24 hours to live, 2017) é o típico filme de ação, com tiros, muita perseguição, lutas e também algumas cenas bastante gráficas de violência mas entrega tudo isso dentro de um roteiro até que bem amarrado e que se apoia na atuação Ethan Hawke para fazer um filme no estilo John Wick: De Volta Ao Jogo (2014) mesmo que sem John Wick ou Keanu Reeves. 

Com uma trama onde cada momento leva à uma situação extrema e diferente vemos Travis Conrad (Hawke) um ex-militar que durante anos trabalhou realizando missões especiais e que sofre com a perda de sua família. O roteiro de Ron Mita, Jim McClain e Zach Dean pega aquela batida história do cara que perdeu a família na guerra e quer sair por ai caçando os responsáveis por suas mortes e acrescenta  um twist até que interessante: Conrad é traído pela própria empresa que trabalhou e é morto. Mas, ele é ressuscitado por conta de um experimento médico ilegal e tem 24 horas para descobrir quem o matou, quem matou sua família e ainda tentar derrubar a organização.

Foto: Grupo Playarte

O filme com essa trama ganha ritmo e a melhor parte é que a direção de Brian Smrz acompanha esse sentimento do personagem de corrida contra o relógio e deixa as cenas ficarem rápidas, com as tomadas sempre passando um ritmo frenético e a história avança sem muito tempo a perder com enrolações. Um Dia Para Viver se beneficia dessa questão do roteiro mas também acerta em cenas de lutas e confrontos tanto homem-a-homem quanto até mesmo com explosivos e bombas para dar um choque de adrenalina em quem assiste.

As coreografias são bastante reais e o filme faz ótimas cenas de perseguições de carro e de tiroteio são de deixar quem assiste agoniado mesmo que, às vezes, as mortes fiquem gráficas demais. Aqui os produtores não se preocuparam em esconder muito a violência, onde o sangue aparece por todo lado com cabeças voando e corpos caindo.

Seu protagonista não chega a ter o mesmo carisma de Charlize Theron em Atômica (2017) mas acaba tendo seu charme próprio em virtude de sua atitude e que encaixa na trama por conta da busca pelos responsáveis por esse dispositivo que pode reviver os soldados. Qing Xu como a agente Lin Bisset também se destaca por ser uma personagem que faz de tudo para recuperar o filho que acaba entrando na história como consequência do jogo de Conrad vs a organização.

Foto: Grupo Playarte

O longa acaba flertando com os sentimentos de culpa do personagem (pela morte da família) e a consciência pesada de Conrad (por ter matado várias pessoas) e sobre ser uma boa pessoa num mundo dominado pela ganância mas só toca nessas questões na superfície, a grande estrela de Um Dia Para Morrer são as cenas de pancadaria, o que claro, é muito bem feito para um filme do gênero.

No final, essa produção pode ser definida como um mix da série 24 Horas (2001-2004) com filmes de Jason Bourne (2016) e realmente acaba tendo boas cenas de ação. Mesmo não revolucionando o gênero, Um Dia para Viver é uma opção interessante para os fãs dos filmes desse estilo.

Nota do Crítico:

Um Dia Para Viver chega nos cinemas em 07 de junho.

Miguel Morales

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