This is Us | 3×05 – Toby

Toby foi o destaque dessa semana em This is Us, nos mostrando como ele adquiriu sua depressão e o uso do medicamento e nos mostrando seu passado com as brigas de seus pais e a ausência de seu irmão. Foi sensacional a abordagem, a trilha e a forma carinhosa como Kate lhe ajuda. Todo o contexto é de uma delicadeza sensacional. A série ainda vai ao passado de Jack e deixa Kevin sem reação…

ALERTA DE SPOILER: Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos do episódio. Continue a ler por sua conta e risco.

Logo de início conhecemos Toby, que brinca sozinho é cheio de ideias e comicidade, mas vive sob o teto de pais que brigam o tempo inteiro e seu pai chega a abandoná-lo com sua mãe e seu irmão mais novo. Seguindo com os anos, acompanhamos o carinho da mãe com ele, os aprendizados, a veia cômica, até chegar em sua adolescência e ser abandonado de vez pelo pai.

Passando alguns anos o vemos ser abandonado pela namorada por estar deprimido e ficar muito tempo no vídeo-game e mesmo prometendo mudar ela o larga. Meses na cama após o abandono, sua mãe que o pede para dar um sacode e fazer terapia. Medicado e indo a grupos de apoio, é ali que ele conhece Kate.

Achei legal mostrar esse caminho de desenvolvimento de Toby, trazer esse seu lado que o deixa temeroso, principalmente por precisar do medicamento, ainda mais com a ansiedade da fecundação, e mesmo com Kate confirmando a gravidez, ele fica sem saber o que fazer e cai em desespero. Novamente ele se vê na cama, roendo unhas e de frente para um ventilador, da mesma forma que sempre fez quando tinha suas crises.

Randall busca se candidatar para fazer oposição a Sol, mas o problema é que ele não é conhecido no bairro e ao falar mal da gestão de Sol, e como ele parece deixar as coisas abandonadas, ele acaba tendo uma aula sobre o que não sabe. Sol ajudou muitos ali, e ele faz as coisas da forma que consegue, acho mais justo ele se unir ao homem do que se opor a ele, mas vamos ver como tudo se desenvolverá.

Foco que gostei mesmo é em Beth, que o apóia em tudo, mas ao fazer uma entrevista e falar sobre seu antigo emprego, finalmente lhe cai a ficha em como ela está abalada com a demissão, afinal, foram anos de dedicação que ajudou o seu antigo empregador, e até então amigo, erguer sua empresa.

Falando sobre preconceito, temos Randall sendo negado pelo pai de sua primeira namorada, Allison, ao ver que ele é negro, e então temos no presente Zoe mostrando a Kevin como é sua vida. Zoe sente-se mal em ter que explicar a ele que precisa de uma fronha específica para não atrapalhar o cabelo, ou como se sentiu mal com o julgamento da caixa do conveniência. Ela só fala isso para ele por se importar, e a esposa de Robinson foi importante nesse processo.

Agora, Robinson e Kevin foi sensacional, pois o filho de Jack achava que o pai tinha sido apenas um mecânico na guerra, só que não, ele salvou vidas, foi 2º sargento. Se por um lado tivemos Kevin surpreso e orgulhoso do pai, por outro Robinson fala que ele precisa entender que o passado é muito mais complicado, e então entrega uma foto de uma moça Vietnamita que usa o colar que seu pai anos depois o entregou… Vem mais drama por aí.

Adorei Kate de Adele, e como ela explica que sempre que está triste e confusa, ela abandona a música, mas agora ela não tem motivos para isso e pode, com a gravidez, seguir em frente em algo importante em sua vida. Espero que dessa vez a gravidez evolua.

Em 1998, além do drama de Randall e Allison, Miguel precisa lidar com a família Pearson, arrumando um piano para Kate e Rebecca, consertando a geladeira da família, mas o mais importante foi tomar conta de Kevin, que toma seu primeiro porre. Voltando ainda alguns anos, vemos Miguel prometendo a Jack que sempre estaria ali por sua família, custe o que custasse, bem quando Jack assinava seu seguro de vida.

This is Us vai fundo na vida de seus personagens e sabe aproveitar cada segundo de seu episódio para apresentar sua história.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.