Rogue One: Uma História Star Wars | Crítica

Desenvolvido para “tapar buraco” entre os filmes centrais de Star Wars, os famosos Episódios, Rogue One: Uma História Star Wars (Rogue One: A Star Wars Story, 2016) chega aos cinemas envolto a desconfianças sobre sua história e seu desenvolvimento, e após inúmeras reclamações contra mais uma mulher ser protagonista da saga estelar de George Lucas. Ao final da projeção do filme vemos tudo isso ir ao chão, uma vez que o filme vem todo na medida, com comédia, drama, aventura, espionagem e muita ação, e uma Felicity Jones confiante em seu papel e na jornada de força e coragem para sua Jyn Erso.

O enredo do filme olhando por cima é simples: os Rebeldes precisam conseguir os planos da Estrela da Morte, a arma mais letal do Império e, que nas mãos de Darth Vader, traria o caos para a galáxia. A Aliança está conseguindo ser formada, mas há muitas cabeças dentro e é bacana ver isso, de como nessa guerra não são todos felizes e dispostos a irem até o fim. Há personagens contra a maneira que os Rebeldes agem, há aqueles que acham certo e até  aqueles trocam de lado ao fim da guerra.

A força de Mom Mothma (Genevieve O’Reilly) dando coragem a Jyn é interessante, assim como a maneira certeira que controla a aliança, dando ouvidos a todo o conselho. Enquanto isso, do lado do Império vemos uma tirania controlada e Almirante Krennic (Ben Mendelsohn) morrendo medo por seus erros.

Voltando um pouco, a primeira parte de Rogue One: Uma História Star Wars é mais lenta, apresenta bem seus personagens, mostra a índole de Galen Erso, em uma atuação ótima do sempre sensacional Mads Mikkelsen (visto recentemente em Doutor Estranho), e a medida que os membros do Rogue One vão sendo apresentados vamos criando um pequeno laço com eles. Jyn precisa começar a acreditar na aliança e no destino lhe imposto por Galen, enquanto Cassian Andor (Diego Luna) demonstra um senso justo depois de tanto sofrimento que já passou.

Os outros membros são excelentes, como K-2SO, o androide imperial modificado que fala o que vem ao seu módulo de fala, ou o piloto meio alterado Bohdi Rook (Riz Ahmed), só que os dois personagens que mais chamam a atenção nessa equipe são Chirrut Imwe (Donnie Yen) e Baze Malbus (Jiang Wen). Um crente na Força, aspirante a Jedi e um grande amigo que não confia tanto na força, mas daria a vida por seu amigo. A construção dos dois é rápida, mas certeira para nos importar demais com eles, diferente um pouco de como não ficamos tão ligados a relação de Jyn e Cassian.

E falando em construção, Saw Guerrera (Forest Whitaker) aparece pouco em cena, mas esse tempo nos faz ficar conectados a ele e sua causa. Agora, a presença de Darth Vader é fundamental nos últimos instantes do filme e mostra a grandiosidade do vilão em todo o seu auge, e com a voz forte de James Earl Jones.

A busca pelos planos da Estrela da Morte traz várias passagens e personagens clássicos e ligando diretamente a Star Wars – Episódio IV: Uma Nova Esperança, que guardarei para não estragar as surpresas. A execução é certeira, mesmo que em dado momento o roteiro falhe no excesso de heroísmo e explicações. A direção de Gareth Edwards (Monstros, Godzilla) é interessante, traz momentos épicos para as cenas de batalha, como a de Scarif, e momentos emocionais como os instantes finais, com o desfecho interessante do roteiro de Chris Weitz e Tony Gilroy.

Desde o início nos pegando com uma fotografia incrível e uma trilha sonora emocionante, Rogue One: Uma História Star Wars nos leva aos extremos das emoções, seja a euforia das cenas de ação, ao sorriso nos momentos cômicos, e nas lágrimas certeiras de sua conclusão, e de seu apego a memória, seu roteiro simples conecta muito bem a guerra das estrelas e mostra que a Disney e a Lucasfilm mais uma vez acertou. Rogue One: Uma História Star Wars amplia de forma excelente o universo Star Wars nos cinemas e nos deixa ansioso pelo Star Wars – Episódio VIII, e também por Han Solo.

Nota do Crítico:

Rogue One: Uma História Star Wars já está em cartaz os cinemas.

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