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O Protetor 2 | Crítica

Robert McCall está de volta! Se você não faz ideia de quem ele seja, explicamos rapidamente, em 2014 Denzel Washington interpretou um personagem que servia como um justiceiro pelas ruas Boston e ajudava pessoas envolvidas com situações não muito boas.

Em O Protetor, McCall é um ex-agente do governo americano que vive escondido após a morte de sua esposa e filhos e na trama ele salva a personagem da atriz Chloë Grace Moretz de uma máfia russa.

Em resumo é isso…Tá, mas precisa ver o primeiro para ver esse? Não.

O Protetor 2 (The Equalizer 2, 2018) tem muitos elementos de seu primeiro filme, onde inclusive essa sequência segue a mesma linha em termos de estrutura narrativa e desenvolvimentos de personagem.

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Foto: Sony Pictures

O roteiro de Richard Wenk para sequência acaba por ser bem parecido como o primeiro filme, mas aqui vemos Robert McCall (Washington) continuar com sua vida em um novo emprego, onde ajuda novas pessoas, só que dessa vez à luz do dia. O diretor Antoine Fuqua pega os elementos (tanto estéticos quando de direção) do primeiro longa que deram certo e os trazem novamente para esse segundo capítulo na história do ex-oficial que vive escondido numa espécie de programa de proteção à testemunha.

O Protetor 2 é mais sentimental e muito mais pessoal que o primeiro filme, aqui McCall que se vê no meio de uma grande conspiração que envolve agências internacionais de espionagem e que ameaçam aquelas poucas pessoas que sobraram em sua vida. O tema da sequência é passado sempre volta mesmo se você se finge de morto durante um tempão, e no filme conhecemos mais da outra vida do personagem com sua mulher, filhos e os membros da sua antiga equipe (e aqui que entra Pedro Pascal na sequência como Dave York, ex-colega de McCall no exército). 

Na sequência, vemos que o personagem continuar a viver seu dia-a-dia normalmente, trabalhar de motorista de carros de aplicativos mas também vemos realizar serviços para sua amiga e ex-colega na CIA, Susan (Melissa Leo, a única que retorna do primeiro filme). E mesmo com seus livros para terminar o desafio de 100 livros para ler antes de morrer e seu chá dentro do guardanapo, McCall ainda tem tempo de ajudar a imigrante Fatima (Sakina Jaffrey) da vila onde ele mora e seu vizinho Miles (Ashton Sanders) que se vê envolvido com uma gangue local.

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Foto: Sony Pictures

Em O Protetor 2 vemos MCCall ajudar novamente as pessoas mesmo que os casos escolhidos nesse segundo filme deixe a trama ficar um pouco mais política e claro fala diretamente com os movimentos de Black Lives Matter. Washington e Sanders protagonizam no meio do filme uma cena super forte e super importante sobre a cultura negra dentro dos EUA.

O estilo de filmagens com as câmeras pausando a cada momento que McCall calcula sobre como derrotar um oponente também continua lá, assim como cenas de luta na chuva e claro uma esperteza sem tamanho do personagem que parece encontrar um oponente à altura dessa vez. As cenas de luta continuam bem coreografadas e o sentimento de empolgação ao assistir Washington se vingar dos “bandidos” deixa o filme com uma agilidade interessante.

Como falamos, O Protetor 2 segue a mesma fórmula, da salvação das pessoas até a revelação do grande vilão que McCall precisa enfrentar mas parece que Fuqua quis ir maior nessa sequência devido talvez ao porte de Washgntion no papel, onde ele faz um vigilante com coração nessa onda adaptações de personagens com traços de anti-heróis que vem inundando Hollywood.

Nota do Crítico:

O Protetor 2 teme previsão de estreia para 16 de Agosto aqui no Brasil.

 

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