O Predador | Crítca

Olha para um filme envolvido com tanto problema em seus bastidores como foi O Predador (The Predator, 2018), a produção acabar por ser um bom longa é um mérito e tanto.

Mas perdão, O Predador não é só um bom filme, é um filmaço! E um dos maiores acertos do diretor Shane Black é conseguir que o longa tenha uma atmosfera nostálgica, que super apela para a memória dos anos 80, e também por conseguir fazer com o filme seja bastante tecnológico numa roupagem moderna.

The Predator (2018) movie review o predador crítica
Foto: 20th Century FOX

Com um elenco com nomes que parecem não serem os primeiros na lista dos produtores, O Predador tem na química entre seus atores um outro ponto positivo enorme. O filme se destaca também por suas sangrentas e violentas cenas de ação e claro por um humor bem sacana e peculiar que ajuda a quebrar o ritmo e não deixar que o filme se leve tão a sério.

E isso fica claro, quando o personagem de Sterling K. Brown (ótimo e canastrão) brinca que eles votaram e o nome do alienígena capturado escolhido seria predador e não, como ele é descrito, cientificamente, como um assassino caçador esportista.

O elenco parece ter abraçado seus papéis e estão completamente bem na produção. Olivia Munn como a cientista Dra. Casey Bracket é a definição completa do que é ser bad-ass em filme de ação blockbuster e literalmente rouba todas as atenções. Boyd Holbrook pode se especializar em filmes do gênero, pois realmente o ator tem carisma e o todo o jeito para esse tipo de produções, como se ele fosse um aluno na Escola The Rock de Filmes de ação, só que em formação.

E o ator mirim, Jacob Trembley se destaca novamente em um papel, e também entrega uma atuação precisa e cativante que faz a total diferença para o desenvolvimento de seu personagem. O Rory de Trembley tem uma importância enorme para a trama.

Em O Predador acompanhamos o atirador de elite do governo americano Quinn McKenna (Boyd Holbrook), perder seu esquadrão quando um alienígena invade a Terra. Assim, ele é capturado por uma organização secreta e preso. Mas para garantir provas que comprovam o que ele fez, McKenna envia pelo correio pedaços da armadura do invasor do espaço para casa, até seu filho Rory (Jacob Tremblay) encontrar, e pensar ser um vídeo-game.

Mas quando uma equipe altamente treinada também está de olho nessa tecnologia espacial, Quinn irá se juntar com um bando de malucos (Trevante Rhodes, Keegan-Michael Key, Alfie Allen, Augusto Aguilera e Thomas Jane) de uma instituição mental do governo e com uma cientista (Olivia Muun) para impedir que os objetos caiam em mãos erradas. Mas o que eles não esperavam, é que outros alienígenas, maiores e mais ameaçadores, também estão interessados em recuperar os objetos.

Olivia Munn, Boyd Holbrook, and Trevante Rhodes in The Predator (2018)
Foto: 20th Century Fox

O Predador tem cenas de ação bem impactantes, brutais e que não poupam sangue humano e de alien, o que acaba por ser um espetáculo vermelho e verde fluorescente em tela. A trama tem um ritmo rápido e alucinante que acaba por deixar o espectador até meio nocauteado com a velocidade que algumas cenas acontecem.

Por ser uma grande produção, com muitos personagens, alguns deles acabam por não ganhar tanto destaque, o mesmo acontece aqui o que aconteceu em Deadpool 2, personagens claramente introduzidos para morrer em batalhas. O filme sofre um pouco com uma necessidade em tentar explicar algumas coisa para deixar a produção menos complexa para o grande público.

O Predador chega a ser uma aventura gritante e engraçada que vale a pena ser assistida na maior tela possível. Cuidado com as presas… o alienígena com cabelos da Whoopi Goldberg pode te pegar.

Nota do Crítico:

O Predador chega nos cinemas com previsão de estreia para 13 de Setembro.

Miguel Morales

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