Godzilla II: Rei dos Monstros | Crítica

Godzilla II: Rei dos Monstros (Godzilla: King of the Monsters, 2019) dá sequência para a franquia de monstros que a Warner Bros Pictures começou lá em 2014 com Godzilla, passando por Kong: A Ilha da Caveira (2016), e que deve terminar no próximo, e futuro filme, Godzilla Vs Kong. E pelo visto, o estúdio anda acertando a mão, assim como, seus filmes do selo de terror, em criar um universo vasto, rico em mitologia, e claro, com criaturas aterrorizantes.

Como um bom filme de ficção científica, a sequência faz uma produção em grande escala, quase épica, onde, depois que conhecemos o icônico monstro japonês Godzilla, lá no primeiro filme, somos apresentados aqui, para novos e grandes monstros que vivem também no nosso mundo. Ou seríamos nós que vivemos no mundo deles? Assim, Godzilla II: Rei dos Monstros trabalha essa e outras perguntas, entre uma tomada e outra das figuras milenares voando nos céus depois de estarem adormecidas.

Godzilla: King of the Monsters (2019)
Godzilla II: Rei Dos Monstros – Crítica | Foto: Warner Bros Pictures

Em Godzilla II: O Rei dos Monstros temos batalhas gigantes em diversos momentos chaves do filme, e que entregam cenas impressionantes, com efeitos visuais magníficos e de tirar o fôlego. Os destaques ficam com as cenas feitas com a câmera aberta, quase de uma forma panorâmica, e que mostram a grandiosidade dos Titãs em contraste com os humanos, e que acabam quase por serem como pinturas vistas na tela do cinema, prontas para virarem fundo de tela em aparelhos eletrônicos. Um dos acertos produção acaba por ser também, em dar tempo para o espectador apreciar esses belos momentos. Mas, só isso, não é necessário para fazer um bom filme né?

A parte humana, liderados pela família Russel, está dentro do furacão Titãs e faz parte da trama que movimenta a história. Claro, quem se destaca aqui, é a jovem Millie Bobby Brown, em seu primeiro longa, e que usa sua experiência na série Stranger Things de lidar contra seres de outro mundo, para entregar alguma conexão com as figuras monstruosas, como a jovem Madison. Assim, Brown, ao mesmo tempo que sai da zona de conforto da produção da Netflix, acaba por não entregar nada de muito novo, ou do que já vimos anteriormente.

Assim, quando a garota, e sua mãe, a Dra. Emma (Vera Farmiga, bem) desaparecem durante uma operação da misteriosa corporação Monarch, o evento dá início para o que vemos se desenvolver ao longo do filme, um mundo que trabalha no processo de descoberta de novos monstros, com novas tecnologias, e que claro, gera novos e perigosos conflitos, principalmente por conta do personagem do ator Charles Dance, Jonah Alan, que tem ideias próprias pra defender ao longo do filme.

Charles Dance, Vera Farmiga, Zac Zedalis, Jonathan Howard, Joshua Leary, Millie Bobby Brown, and Tracie Garrison in Godzilla: King of the Monsters (2019)
Godzilla II: Rei Dos Monstros – Crítica | Foto: Warner Bros Pictures

Aqui, então que Godzilla II: O Rei dos Monstros, perde um pouco a mão, onde o time dos cientistas, acaba por ficar um pouco inchado, afinal, temos diversos grupos e diversos personagens para acompanhar com seus diferentes propósitos, na busca pelos grupos de Titãs formados pela lagarta luminosa Mothra, Rodan, uma espécie de dragão gigante e Ghidorah, o ser de várias cabeças que acaba por ser um dos líderes do grupo que vive na Terra. Assim, ao longo de Godzilla II: O Rei dos Monstros, vemos então, as figuras dos Titãs adormecidos, acordarem e serem caçados, por equipes humanas diferentes, que estão na procura para catalogar um a um, onde o filme entrega tudo isso, como se fosse uma grande caça ao tesouro ao redor do globo.

Liderados pelos pesquisadores, Dr. Ishiro Serizawa – o ator Ken Watanabe, de volta do primeiro filme – Dr. Sam (Thomas Middleditch) e Dra. Chen (Ziyi Zhang) vemos aos poucos um pouco mais dos Titãs, na medida que os conflitos e questões são apresentados e debatidos pelo lado humano.

Godzilla II: Rei dos Monstros, faz então, uma produção cheia de simbolismos sobre a grandiosidade do ser humano vs dos seres milenares, sobre escolhas para bem maior e com ideias radicais para salvar o mundo, misturando tudo isso, com passagens em que vemos os titãs se digladiando nas principais cidades do mundo, obedecendo a lei do mais forte, onde predadores e presas lutam para ver quem sai vitorioso nesse combate, onde a arena principal é a Terra.

No final, Godzilla II: Rei dos Monstros até entrega um bom filme de ficção científica, mesmo que faça algumas passagens serem cansativas e que se estendem por demais para tentarem explicar questões complexas de uma forma simples. O roteiro da dupla Michael Dougherty, que também dirige o longa, e Zach Shields, faz tudo isso para construir uma trajetória de conflito com proporções catastróficas sem tamanho, onde vemos, o futuro da Terra e da civilização humana em jogo, como se fosse uma grande partida de xerez, onde temos o Rei Godzilla, a Rainha Mothra e os peões humanos, numa luta feroz contra os outros Titãs.

Nota do Crítico:

Godzilla II: O Rei dos Monstros chega nos cinemas em 30 de maio

Miguel Morales

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