Pequeno Segredo | Crítica

O filme Pequeno Segredo já estréia nos cinemas com um grande peso nas costas, pois é o filme brasileiro enviado como representante do Brasil ao Oscar. Polêmicas a parte, o filme conta uma bela história de amor e sobre o mar.

Baseado em uma história real que antes virou livro, Pequeno Segredo é focado na história de Kat (Mariana Goulart em seu primeiro longa e já com bastante experiência para carregar uma cena até mesmo das mais dramáticas) e da família Schürmann (Júlia Lemmertz e Marcello Antony), que é conhecida por dar a volta ao mundo em um veleiro.

Pequeno Segredo

Usando uma narrativa que lembra as séries de televisão, como por exemplo os dramas mais atuais como How to Get Away with Murder (ABC) e This is Us (NBC), o filme mostra três histórias que se cruzam em vários momentos tanto no passado quanto no presente.

Em uma dessas histórias conhecemos o casal Jeanne (Maria Flor numa atuação que oscilou muito, mas entregou o prometido nas cenas mais tristes) e o neozelandês Robert interpretado pelo ator Erroll Shand. Após uma viagem para visitar a família e tentar uma reconciliação com a mãe de Robert, Barbara (Fionnula Flanagan usada como um alivio cômico devido a falta de noção da personagem aliada com um preconceito não tão escondido assim) eles cruzam com o casal Schürmann. Aqui as histórias se conectam e começamos a formar o quebra-cabeça.

Assim a edição trabalha de uma maneira muito leve e hábil, que deixa o espectador ansioso por saber o que vai acontecer na próxima cena, mas quando a história muda, a torcida para saber que acontece naquela nova cena é substituído num grande jogo de damas que cada peça conta uma parte da história.

Pequeno Segredo

Claro que se a pessoa já conhece a história vale a pena sentar e acompanhar a jornada sem se importar muito com o resultado final, ou no caso descobrir qual é o pequeno segredo. Se você não conhece, é uma boa se envolver nos acontecimentos dos personagens que sempre dá uma pista aqui e outra ali antes de entregar o drama propriamente dito.

O grande destaque do filme fica mesmo pela atuação da atriz Júlia Lemmertz, ela mostra um domínio de cena ao ser essa grande mãe, ora defensora outra hora muito superprotetora, sem que nenhum momento há um julgamento sobre as atitudes e ações da personagem.

Pequeno Segredo tem momentos feito para chorar, pensar sobre a vida, sobre o amor, sobre a importância da família e escolhas. Com a fotografia e excelentes filmagens em alto mar, aliado com atuações bem fortes, fez-se um filme mais parecido com filmes que vem para cá do que filmes nacionais. Talvez isso ajude o filme a tirar a má impressão que recebeu ao ser indicado no lugar de outros mais preferidos pelo público e a critica especializada. Ruim o filme não é, muito pelo ao contrário.

Nota do Crítico:

Pequeno Segredo entra em cartaz em 10 de novembro.

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