Castlevania | Crítica da 2ª Temporada

A aclamada animação Castlevania retornou para seu 2º ano e uma das melhores coisas é que agora são 8 episódios para nos levar para dentro da vingança de Dracula e o levante de seu filho Alucard contra ele com a ajuda de Trevor Belmont e Sypha Belnades. O mais interessante dessa animação da Netflix é sua agressividade e força do roteiro, que tem rendido grandes elogios ao produtor Adi Shankar.

ALERTA DE SPOILER: Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos do episódio. Continue a ler por sua conta e risco.

Logo em seus 2 primeiros episódios, “War Council” e “Old Homes“, a série nos mostra a grandeza das motivações de Dracula e como ele começa a movimentar seus generais para destruir a humanidade. A grande questão é que mesmo Isaac e Hector ficam com um pé atrás da violência exagerada, e eles acabam sendo apoiados por Godbrand, que mesmo não gostando de humanos no comando, aceita que está tudo desmedido. Gostei da entrada de Carmilla, que nos deixa desconfiado de suas intenções, e chega a confrontar Dracula na frente de seus subordinados.

Mostrar o destino de Lisa e como sua bondade foi destruída pela igreja, nos deixa a favor de Dracula, pois sua amada foi morta por ter o conhecimento que assustava os homens da época. Mesmo com Dracula querendo vingar a morte de sua mãe, Alucard não aceita a forma que está sendo feita e sua união com Trevor e Sypha é de conhecimento dos generais. Agora além deles, Carmilla, tem interesse em ir atrás dos escombros da família Belmont, para descobrir uma forma de destruir Dracula.

A medida que vamos adentrando a solidão de Dracula e seu desejo por exterminar a humanidade que o traiu, vemos que Carmilla está disposta em comover os generais a seu favor e ela faz um trabalho árduo com Hector, que Isaac deixa claro a Dracula ser uma criança que gosta de brincar com seus bichos. “Shadow Battles” e “Broken Mast” mostra a insistência de Carmilla com Hector, e como ela entra em sua cabeça, da mesma forma que Dracula é um amigo para Isaac, e este lhe confia arduamente.

Godbrand se volta contra as decisões de Dracula, cansa de tomar sangue de porco e faz uma chacina em um vilarejo, mas ao se voltar contra Dracula e tentar convencer Isaac ao mesmo, ele acaba sendo morto pelo fiel amigo do Senhor da Noite.

Nesse meio tempo começamos a aprender mais sobre os Belmont com a chegada de Alucard, Sypha e Trevor a antiga casa deles, e a relação do caçador e da oradora fica cada vez mais próxima, enquanto o filho de Dracula apenas procura por informações.

Last Spell” e “The River” acaba culminando na traição de Carmilla e Dracula acaba vendo seu exército sendo encurralado no próprio castelo, enquanto Hector é levado pela vampira. A questão é o quanto ele será o bichinho de estimação dela e entender que foi manipulado. Gosto da forma como Isaac reage as coisas de forma mais centrada e continua ao lado de Dracula acreditando que o fim tem de acontecer mesmo.

Já Sypha analisa bem a forma como Alucard e Trevor discutem, parecendo dois adolescentes, e saber que o filho do vampiro “cresceu” muito rápido deixa claro que agora sabe que ele é um adolescente em corpo de homem. Gostei da parte das leituras e da forma que a série usou a magia para mover o castelo de Dracula, mas nada como ver as cenas de ação de Trevor contra os Demônios da Noite que vão atrás do conhecimento dos Belmont.

Com uma batalha épica, “For Love” concluiu os dramas de Alucard e Dracula, e deu fim a guerra contra a humanidade de seu pai. Sangue, magia e muita porrada, a série abusou do que pode para nos empolgar com suas cenas, que o único defeito foi terminar. Impossível não ficar torcendo para Alucard, Sypha e Trevor, ao mesmo tempo que sente a dor de Dracula por sua Lisa.

Então eis que “End Times” conclui bem suas tramas, mostrando o destino de Isaac, que foi jogado no deserto por Dracula por compreender sua alma, e este resolve agora criar um exército de demônios, enquanto Hector é traído por Carmilla, que o transforma em seu bichinho literalmente. Agora ela quer a posição de Dracula e precisa que Hector crie um exército para ela, enquanto eles voltam para Estíria.

E enquanto Alucard fica sozinho no castelo de seu pai e também protegendo o conhecimento dos Belmont, ele passa o tempo atormentado pelas lembranças de Lisa e sua infância, sempre chorando. Já Trevor e Sypha resolvem que precisam destruir o que restou dos generais de Dracula e ela deixa claro que ele só é completo fazendo o que nasceu predestinado. Então os dois seguem felizes, mas não de forma normal, AMO o desenvolvimento de Sypha, mostrando sua força e esperteza, e a relação que ela tem com Trevor, vendo o melhor dele, enquanto compreende a amizade de Alucard.

Se temos dois grandes personagens nessa temporada eles são Sypha e Isaac, que evolui de forma sensacional, conseguindo ser maior que muitos generais vampiros.

Castlevania continua com uma animação violenta, com cenas de luta sensacionais, além de uma trilha sonora que nos embala e envolve em cada momento dos episódios. Mesmo com alguns momentos de “barriga” a série consegue cobri-las com o humor afiado de Alucard e Belmont, e até a pequena presença de Godbrand, ou histórias paralelas interessantes, como a do amor de Isaac por seu mestre e como ele o mata.

Castlevania tem suas 2 temporadas disponíveis na Netflix e já tem uma 3ª temporada com 10 episódios garantida. Você pode conferir nossa crítica da 1ª temporada aqui.

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.