Bugigangue no Espaço | Critica

Bugigangue no Espaço (2017) é uma das poucas animações nacional que estrearam no país. Animação com uma história de ficção cientifica então é praticamente território recém-descoberto. Com foco para crianças a trama de Gustavinho e sua gangue é um ótimo filme para levar os pequenos para se divertirem com uma história simples, com piadas de fácil entendimento e claro com dois dubladores bastante conhecidos do público, Maisa Silva e Danilo Gentili.

Bugigangue no Espaço
Foto: Imagem Filmes

Escrito e dirigido por Ale McHaddo, o filme segue o padrão de ficções científicas para contar a história de um grupo de ETs atrapalhados chamados Invas que tem a missão de salvar a galáxia quando o vilão Gana Golber domina todos do Conselho Intergaláctico. Assim, quando a nave dos Invas cai na terra, Gustavinho (voz irreconhecível de Danilo Gentili) e sua irmã Fefa (voz da sempre engraçada Maisa Silva) se unem com os colegas Francesco, Mariana e Bola (dublado pelo comediante Rogério Morgado), BananaMitsue para ajudar os ETs a salvarem a galáxia e, claro, salvarem eles próprios da detenção que tomaram. A personagem de Maisa Silva é um graça e deve agradar os menores com seu humor característico de descoberta e “eu já sou grande e sei me virar sozinha”. 

A história clássica de galera que não tem nada em comum e depois descobrem que podem dar certo como um grupo é praticamente a coisa mais batida, mas nesse filme dá certo e muito certo. Talvez seja a união de aspectos da cultura brasileira, como a aparição do ET de Varginha, com elementos de outros filmes de ficção científica clássicos, como o Mestre Yoda, de Star Wars, e a Princesa Leia, que no filme é a Embaixatriz Invaléia, faz uma diversão pontual e bem simples para as crianças. Os personagens são adoráveis e exploram a diversidade e as diferenças de uma maneira bem interessante, tanto para os pais, que devem gostar das sacadas com os filmes mais adultos do gênero, quanto para as crianças.

Em termos de técnica o filme não se compara com os efeitos especiais de um Moana – Um Mar de Aventuras da Disney ou um Minions da Universal Pictures, mas os planetas são bem desenhados e transportados para a telona, e os personagens estão bem feitos e animados corretamente, não ficando com a impressão de duros na tela. O que já é um grande avanço para o que sempre vemos em termos de animação brasileira. A trilha sonora foi feita especialmente para o filme e deve agradar os pequenos que forem ao cinema.

Assim, com um sequência já confirmada, Bugigangue no Espaço é um filme que deve abrir caminhos para novas produções do gênero no país ao contar uma história leve, tranquila e com piadas para todos os públicos sobre amizade, camaradagem e com muitas aventuras espaciais.

Nota do Crítico:

Bugigangue no Espaço estreia em 23 de fevereiro.