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Brincando Com Fogo | Crítica

Despretensioso e que se apoia no carisma de seus atores, Brincando Com Fogo (Playing with Fire, 2019) faz o típico filme Sessão da Tarde, numa boa opção para o final do ano, em que as famílias se reúnem e podem ver um filme agradável sem se preocupar muito se os filhos vão gostar ou não, se os pais vão gostar…. Brincando Com Fogo é uma aposta certa se a busca é sentar e se divertir por 1h30.

Assim, a comédia sabe disso, e não tá aqui para criar diálogos incríveis, ou ter uma certa preocupação com detalhes no roteiro, e Brincando com Fogo entrega uma genuína, mas deliciosa comédia pastelão. Para os adultos, muitas das passagens soam exageradas, mas talvez, elas acabem por ser a marca do filme, que cumpre bem sua proposta em divertir. 

Brincando Com Fogo | Crítica | Foto: Paramount Pictures

O roteiro de Dan Ewen e Matt Lieberman (que tem ganhado destaque em Hollywood por conta de seus scripts focados em filmes familiares) usa e abusa de falas e situações que exigem dos atores um timing cômico muito grande. E Brincando com Fogo abusa de uma comédia física sem tamanho em que John CenaKeegan-Michael Key, os destaques, se mostram em cena que são hilárias e os atores parecem estar confortáveis nos seus papéis.

Brincando com Fogo, então brinca com essa fisicalidade quase tirada de esquetes de comédia de programas como Saturday Night Live, ou aqui do Brasil, o famoso Zorra!, para costurar uma história sem muita originalidade e bem clichê que o longa oferece.

Brincando Com Fogo poderia se chamar Quatro Bombeirões e três crianças sem dúvidas. Aqui, Brincando com Fogo consegue um mérito de fazer um filme que mostra grupo de bombeiros serem dominados por três crianças endiabradas que ficam presas em um quartel depois de serem resgatadas de um incêndio.

Claro, vemos cada uma delas tendo seu pequeno arco a ser desenvolvido ao longo do filme, seja na figura da irmã mais velha interpretada pela atriz Brianna Hildebrand, seja Will (Christian Convery) o irmão do meio, e a caçula Zoey (Finley Rose Slater) viciada em Meu Pequeno Pônei. Mas tudo parece ser muito óbvio, e sem grandes surpresas na história, inclusive no relacionamento do bombeiro Jake (Cena) com a pesquisadora Amy (Judy Greer).

Brincando Com Fogo | Crítica | Foto: Paramount Pictures

Brincando Com Fogo consegue também unir um tom mais dramático, visto também em outras produções do estúdio como De Repente Uma Família e Pai Em Dose Dupla, ao tratar de temas sobre a importância da família e de estar junto daqueles que nos querem bem.

No final, Brincando com Fogo não faz um daqueles filmes sérios bem elaborados, sabe disso, e aqui, está tudo bem. Como uma produção pipoca, agrada e diverte, e isso já basta. 

Nota do Crítico:

Brincando com Fogo chega nos cinemas em 12 de dezembro.

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