Beleza Oculta | Crítica

Em Beleza Oculta (Collateral Beauty, 2016) nem mesmo um elenco estrelar pode salvar o filme de um texto ruim, meloso demais e com piadas forçadas e fora de tom. O elenco inflado com tanta gente é liderado por Will Smith e os atores envolvidos tem que sobrepor um sobre o outro para tentar fugir do constrangimento que o roteiro oferece.

A produção conta com os atores Edward Norton (Birdman ou [A Inesperada Virtude da Ignorância]), Keira Knightley (O Jogo da Imitação), Michael Peña (Perdido em Marte), Naomie Harris (007 Contra Spectre), Jacob Latimore (Maze Runner: Correr ou Morrer), e com as vencedoras do Oscar Kate Winslet (O Leitor, Steve Jobs) e Helen Mirren (A Rainha, Trumbo – Lista Negra) que devem ter passado o final do ano xingando seus agentes por colocarem eles nessa roubada.

Foto: Warner Bros.

Na trama, Howard, personagem de Smith, é um bem-sucedido executivo que trabalha para uma agência publicidade em Nova York e que trabalha com três palavras chaves para vender idéias aos clientes: Amor, Tempo e Morte. Ele sofre uma grande tragédia pessoal ele se isola dos afazeres da empresa, não se alimenta direito, e fica distante dos amigos e da família.

Depois de três anos do ocorrido seus amigos e sócios interpretados pelos atores Edward Norton (Whit um divorciado que perdeu seu dinheiro nos acordo e que tem uma filha que é ressentida com ele), Kate Winslet (Claire, uma publicitária que transformou seu trabalho em sua família e que quer engravidar) e do ator Michael Peña (Simon que cresceu na empresa vindo do nada) tentam desesperadamente se reconectar com ele. Em uma forma de terapia o executivo procura respostas do universo escrevendo cartas para os citados Amor, Tempo e Morte.

Ao descobrirem isso os três amigos partem numa jornada surreal em tentar fazer que os destinatários das cartas ajudem Howard a lidar com sua tragédia e não provocar a falência da agência. Com isso eles contrataram três atores para interpretar as versões humanas da Morte (uma forçada Helen Mirren), do Tempo (um dispensável Jacob Latimore) e do Amor (e uma desnecessária Keira Knightley). O filme ainda conta com a atriz Naomie Harris como uma conselheira de luto que realmente nos mostra uma personagem sincera e honesta e consegue se conectar com bastante química com o personagem de Will Smith.

Foto: Warner Bros.

O clima Natalino deixa o filme como uma bela fotografia, com Nova York toda decorada para as festividades e cheia de neve, mas deixa o filme ainda pior, por forçar cada vez mais o sentimento de que você tem que se emocionar com o filme a qualquer custo. O momento, claro, acaba acontecendo no ato final, mas o caminho percorrido é muito forçado.

O filme tenta fazer um paralelo entre as histórias das três cartas com as histórias dos três amigos, cada um correndo com sua trama por fora e mostrando a personificação de cada um dos temas do universo, com as histórias dos três atores contratados e claro do próprio personagem principal, o que gera um cansaço enorme para quem tenta acompanhar.

Os tempos de tela são pouco para cada um dos atores o que não deixa espaço para um desenvolvimento grande nos personagens sendo que a única história que importa é de Howard.

Beleza Oculta tenta se segurar no seu elenco com frases clichês e prontas mas falta uma conexão maior com o entendimento entre os temas citados acima e claramente peca por não fazer valer o nosso tempo e nem nosso amor ao cinema, o que pode ser uma morte para alguns.

Nota do Crítico:

Leia mais sobre Beleza Oculta.