American Horror Story: Cult | 7×03 – Neighbors from the Hell

Com seus episódios em uma crescente mais lenta, abusando do horror e de suas consequências, este 3º episódio de American Horror Story: Cult começa a desenhar melhor quem são os seus reais vilões e mostra personagens apenas tendo momentos idiotas, como todos envolvendo Ivy (Alison Pill), que nos faz querer apenas dar uma sacudida na mulher que vê as merdas acontecendo e ainda assim duvida da esposa que é cheia dos problemas.

ALERTA DE SPOILER: Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos do episódio. Continue a ler por sua conta e risco.

Logo de cara vemos um casal onde a esposa sofre de fobia de lugares fechado por conta de todo o drama que o pai a infligiu quando criança. Conseguimos nos conectar aos dois, mas aí vem o problema, o médico dela. Quando ele compreende que ela conseguiu fugir de sua fobia, ele lança um olhar estranho, para que cenas seguintes vermos a esposa e o marido sendo presos em um caixão e sendo largados a morte. O que acabamos compreendendo é que este médico, que calha ser Dr. Rudy (Cheyenne Jackson), o mesmo de Aly (Sarah Paulson), está de alguma forma conectado ao culto dos palhaços e como seus pacientes acabam se tornando presas fáceis.

Tudo isso nos faz imaginar como sua conexão com Aly e Ivy acaba sendo ponto crucial para o desenvolvimento do horror em cima da personagem cheia de fobia e me faz questionar se Ivy está realmente ao lado da esposa, ou participando dessa zona toda…

Os vizinhos, Harrison e Meadow, acabam se tornando peças complexas nessa relação e nos deixa ainda mais angustiados, já que eles cutucam as feridas de Aly e gostam de fazer jogos que mexem com sua cabeça, como aparecerem de sombrero e berrando que ela é racista, para depois vermos eles zombando dela ao telefone. Nessa cena o mais instigante é ver a relação dos dois com o Detetive Jack, o que nos faz voltar no 1º episódio, onde ele esconde o que houve com os Chang.

Tudo está conectado de alguma forma e só piora… Kai então entra na jogada fazendo o jogo do mindinho com Meadow, que fala do medo de ser jogada de escanteio por Harrison, e com ele falando sobre sua sexualidade.

As viradas após este acontecimento são bizarras, pois como Aly ficou envolvida com o medo que eles a infligiu, com direito a matar o Sr. Guineau de Oz no microondas, acabam em uma crescente onde depois de uma invasão a casa das mulheres, um verdadeiro banho de sangue é encontrado lá, enquanto Harrison corre para fora de casa desesperado, ensanguentado e falando que sua esposa sumiu. Quando elas voltam para casa, encontram sua sala cheia de sangue e com o símbolo do sorriso ensanguentado na parede.

Só que quem ficou sozinho na casa delas antes dela irem ver o que aconteceu com o vizinho? Detetive Jack! Tudo fica cada vez mais bizarro e as conexões vão sendo feitas de forma grosseira no desenrolar do episódio. Esperamos por mais explicações, mas as coisas vão simplesmente acontecendo, como os símbolos na casa de Aly ou na casa de Harrison e Meadow.

A personagem de Billie Lourd, Winter, não mostra ainda a que veio, fica transitando pela casa de Aly e Ivy com desdém e se conectando de forma estranha com Oz, mas não conseguimos conectar em nada com ela. Até Bethany, a jornalista, nos faz ficar mais intrigados do que a personagem de Lourd.

Outro ponto que é até interessante é o salto temporal na série, isso é bem definido falam sem semanas e dias, como o tempo em que se passou desde que Aly sem querer matou Pedro, até os acontecimentos do episódio e como isso acaba sendo desenvolvido. A morte do personagem e a forma como aumentam isso no ódio, criando claras menções de horror, racismo e grupos se aproveitando de tudo isso, é delirante.

Vamos ver até onde American Horror Story: Cult nos levará nessa temporada. Meu medo era não sentir essa evolução neste episódio, e eu já cogitava a deixar a série, mas me senti satisfeito em ver como as coisas podem, e vão, se amarrando, trazendo poucas, sóque satisfatórias, respostas e aumentando as questões…

Dan Artimos

Sou formado em Sistemas de Informações, e amante de televisão. Trabalho, leio bastante, estudo, vou a cinemas, parques e corro (ultrapassada a meta pessoal dos 21km), e ainda assim vejo séries e escrevo sobre elas. Sim, nem eu sei como consigo fazer a organização de minha agenda no meio de tantas nerdices.