American Horror Story: Cult | 7×01 – Election Night

Depois do sucesso que a misteriosa trama de Roanoke fez na última temporada de American Horror Story ficamos mais do que ansiosos por este ano, ainda mais com toda a mídia em cima falando sobre como Ryan Murphy iria encaixar as eleições de 2016 em sua trama. Com pôsters explorando diversos tipos de fobias, American Horror Story: Cult retornou entregando o que prometia: críticas as eleições e a exploração dos medos…

ALERTA DE SPOILER: Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos do episódio. Continue a ler por sua conta e risco.

O início dessa temporada mostra de forma ágil o que podemos esperar: medo. Logo de início vemos Ally (Sarah Paulson) sofrendo com a derrota de Hillary Clinton e como tudo isso desencadeia sua recaída nas mais diversas patologias de fobia, desde medo de palhaço, até o medo pelos orifícios das conchas. Enquanto isso, Kai (Peter Evans) vai de caminho contrário, provocando medo e prometendo muda o rumo das coisas. Tudo isso cheio de mistérios e reviravoltas…

Todo o drama deste episódio ficou em cima das fobias de Ally e como cada uma delas colocam sua vida em risco. Seja no supermercado, vendo palhaços por toda parte, seja no restaurante enxergando coisas onde não tem. Ivy (Alison Pill) é a única que é capaz de manter as fobias de Ally mais controladas, só que ela começa a perder um pouco a paciência com a amada. O pior é que tudo isso começa a afetar Oz, o filho adotivo das duas…

Mas antes de falar do garoto temos que falar de Kai e seu desejo pelo caos, pela desordem. Com a vitória de Trump ele começa a desejar a “liberdade” e chega a ir a uma audiência para falar sobre como o caos pode trazer a liberdade e o controle, mas acaba humilhado pelo promotor. Ele também arruma briga com imigrantes… Winter (Billie Lourd) é sua contrapartida, uma pessoa que está com ele, mas sente medo do que ele pode ser capaz.

Winter acaba sendo babá de Oz, e mostra as coisas mais obscuras ao garoto, e bem quando o promotor e sua esposa são assassinados em sua casa, e o garoto vê os palhaços que podem ter feito isso, os mesmos que atormentaram a cabeça de Ally no supermercado, tudo pode ser uma mentira.

As conexões são simplórias, e tudo acaba chegando rápido até Ally, colocando todos no mesmo núcleo. A história do palhaço Twisty retorna da temporada Freak Show como uma lembrança, mas também acentuando os monstros que são os palhaços expostos nessa temporada. A escolha por mostrar uma das mortes que Twisty causa para depois nos mostrar que é uma encenação de usa história em quadrinhos acaba nos deixando confusos e até imaginando que os roteiristas do projeto podem estar envolvidos com os palhaços atuais… Única coisa que temos certeza em American Horror Story é que nada é casual, tudo te um motivo e será explorado.

Falar de Paulson é até redundante, pois a atriz é genial, consegue entregar o melhor de si para qualquer papel e se a direção ajuda, vemos ela simplesmente brilhar em cena e roubá-la para si. Ao lado de Pill a vemos no seu melhor momento de fragilidade, amor e desespero. Já Evans nos entrega um personagem forte, decidido e pronto para atormentar-nos a cada cena e assim aumentar nosso ódio por ele.

Já vemos neste episódio os personagens de Cheyenne Jackson (Dr. Rudy), que é o médico de Ally, e também Colton Haynes (Detetive Samuels) que é o policial responsável pelo caso do assassinato do promotor que humilhou Kai e era amigo e vizinho de Ally e Ivy.

Só que não podemos ficar só de elogio a produção, pois o roteiro escrito por Ryan Murphy e Brad Falchuk é confuso, e até repetitivo para nos apresentar seus personagens. O horror mais psicológico se confunde com os excessos dos novos vilões deste momento, os palhaços… Este episódio de American Horror Story: Cult não pegou logo de início, mas sigo ansioso para ver os caminhos que esta nova temporada irá percorrer.