Além da Ilusão | Crítica

Diferentes da produções americanas, as produções europeias tendem a priorizar a subjetividade em relação a serem diretos e contar uma história capaz de ter um norte mais claro em relação a sua trama. Em Além da Ilusão (Planetarium, 2016) nem com a atuação sempre fantástica e sempre destacável de Natalie Portman ajuda o espectador a não sair confuso e com um sentido de dúvida na mensagem que o filme quer passar.

Foto: Mare Filmes

No filme acompanhamos a história de Laura (Portman) e Kate Barlow (Lily-Rose Deep) duas irmãs que trabalham com eventos em caravanas pela Europa e acreditam ter poderes sobrenaturais e a habilidade de falar com fantasmas. A medida que elas concluem uma turnê, já buscam o próximo local para realizarem suas consultas e arrecadar dinheiro. Em uma das sessões em Paris, elas cruzam com André Korben (Emmanuel Salinger), um produtor de filmes franceses que fica fascinado pelas tais habilidades das meninas e claro pela beleza delas mesmas. Korben então, quer fazer um filme com elas e mostrar em filme as entidades sobrenaturais aparecendo verdade em tela e assim comprovar os tais poderes.

Com uma bela fotografia, o filme se passa no final da década de 1930 e os figurinos, as caracterização e atenção aos detalhes é um dos pontos altos da produção. Misturando temas como mediunidade, o desenvolvimento do cinema no começo do século XX e o sentimento pré-guerra a trama infelizmente se embaralha em querer focar em todos os diversos sub-plots e não sabemos qual o rumo que a história vai tomar de uma maneira não muito positiva. Não sabemos qual a verdadeira relação de Korben com as irmãs e quais são com os fantasmas de seu passado também não fica claro as intenções do personagem e sua sexualidade.

Criando muitas pontas ao longo da produção Além da Ilusão deixa o espectador na expectativa de a cada momento a trama deva se firmar e estabelecer seu ponto focal. Pendendo um pouco mais para a história das irmãs não sabemos se é o filme é sobre o um rosto bonito indo atrás de uma oportunidade como atriz ou sobre a disputa de uma irmã mais velha com a inveja da juventude da sua irmã.

Foto: Mare Filmes

Nem os momentos finais com a finalização de uma das tramas envolvendo a personagem de Deep faz o filme ter uma finalização adequada. Com muitas tramas e personagens que passam e vão pela trama ficamos com um sentimento de rodeio e voltas desnecessárias.

Assim, Além da Ilusão tem uma história confusa, que mescla o sobrenatural com vários temas que não se interligam entre sim. Para os fãs de Natalie Portman é uma oportunidade de ver a atriz em um papel diferente dos últimos que ela tenha feito. Nada muito memorável ou digno de indicações em premiações americanas.

Nota do Crítico:

Além da Ilusão estreia nos cinemas em 27 de Abril.