Continência ao Amor | Crítica: Bom uso de clichês entrega romance gostoso com ótimas músicas

A Netflix liberou recentemente o seu filme romântico Continência ao Amor (Purple Hearts, 2022) e vem arrebatando corações apaixonados, com uma história gostosa sobre o amor de duas pessoas completamente diferentes, mas que através da música e da dor, conseguem se entender e ver que tudo pode ser diferente se você se permitir.

Continência ao Amor é daqueles filmes que nos conquista com suas pequenas transições, mas aproveitando todos os clichês de romance, com músicas gostosas e um amor entre um militar de cabeça fechada e cheia de problemas, com uma garota livre, filha de imigrante e que só quer seguir seu sonho, mas com problemas de saúde e sem um seguro para cuidar de sua diabetes e os remédios que precisa.

Crédito: Courtesy of Netflix

Então, com o acaso do destino e após umas discussões ideológicas que os separam um pouco, Cassie (Sofia Carson) e Luke (Nicholas Galitzine) resolvem se casar e aproveitar os benefícios do exército. Assim ele consegue ter o dinheiro para pagar o traficante que o ameaça, e ela pode aproveitar do plano de saúde, mas as diferenças aos poucos são deixadas de lado e em uma tragédia, o amor vai tomando conta do coração desses dois.

Usando dos clichês da gata borralheira e com canções do indicado ao Grammy Justin Tranter, a condução da história de amor e ódio, que se torna um amor verdadeiro após superar as diferenças e se deixarem levar pelo carinho e pela força que eles tem, Continência ao Amor é prato cheio para quem gosta desses filmes água com açúcar e com final feliz, mesmo com problemas em seus percalços.

A morte de um amigo em comum coloca os dois ainda mais unidos, e os momentos deles morando juntos, ou tentando superar as diferenças, acaba acontecendo naturalmente dentro dos problemas necessários, mesmo com algumas saídas bem obvias. A química em cena de Carson e Galitzine é muito boa, assim como as canções do filme, que se mostraram lindas, mesmo que a voz dela não tenha me agrado muito

Como disse, Continência ao Amor ainda mostra que o casamento por interesse deles pode gerar problemas, uma vez que é crime, e toda a correria para fugir do traficante, os coloca em situações difíceis, mas o amor segura os dois no final. Como disse, se usando o melhor do clichê…

A direção de Elizabeth Allen Rosenbaum (Gossip Girl, Sneakerella) é competente, não inova, mas entrega momentos bem singelos e com uma fotografia muito bonita, e assim aproveita bem o roteiro de Liz W. Garcia e Kyle Jarrow, baseado na obra de Tess Wakefield.

Crédito: Courtesy of Netflix

Continência ao Amor está disponível na Netflix.

*Crédito da Imagem em Destaque: Courtesy of Netflix

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