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Anne with an E | Crítica da 2ª Temporada

Essa 2ª temporada de Anne with an E, co-produçao da canadense CBS e da Netflix, acabou me surpreendendo pelo salto de qualidade que a mesma acabou tendo, e em como suas tramas tomaram proporções tão grandiosas, lidando com sexualidade, escravidão, liberdade, solidão… E a protagonista, Amybeth McNulty está ainda melhor como Anne e seu olhar sonhador.

ALERTA DE SPOILER: Este artigo contém informações sobre os principais acontecimentos do episódio/série. Continue a ler por sua conta e risco.

Logo em “Youth is the Season of Hope” somos jogados a nova realidade de Anne, Marilla e Matthew, que começaram a alugar os quartos para manter a fazenda, só que temos novos companheiros que vem vendendo a ideia de Avonlea tem ouro. A trama do ouro se prolongou demais, mas trouxe consequências interessantes para toda a cidade, e a presença de um rapaz que demonstra interesse em Marilla acabou colocando-a em uma trama bacana mostrando os desejos em sua idade.

A corrida do ouro de tolo coloca os pais de Diana em complicação, e mostra como as mulheres precisam olhar o futuro de forma diferente. O diálogo de sua mãe com o pai, após perderem uma boa grana por conta da exploração e o dinheiro dado aos estrangeiros, coloca a mulher em uma posição diferente dentro do casamento.

É esse ouro que traz Gilbert e Bash de longe para a cidade. Gilbert teve bons momentos no navio, viajou e trabalhou bastante, e solitário, fez amizade com Bash, e é legal como mostram os negros e sua liberdade, os olhares tortos dos brancos com os recém libertos. Achei que a chegada dele em Avonlea fosse render outros problemas, mas Bash encontrou amor e família.

Anne ao lado de Gilbert sempre traz coisas legais, e ele aprendeu que quer aprimorar seus conhecimentos em medicina, enquanto cuida da fazenda com o sócio. O romance dele com Anne é levado de forma suave e no fim os dois até falam em ficar juntos…

Adorei cada momento da tia Josephine, sua vida de festas e o amor que precisa se manter entre os amigos, já que a família condenaria. É o fato de Anne apresentar Cole a tia que faz o rapaz entender sua arte e como ele precisa ser liberto como a senhora para viver plenamente, já que em Avonlea ele sofreria por ser diferente, seja em casa, na escola, ou em qualquer outro lugar.

A trama dele com o professor que sente desejos mas se reprime foi intensa, ainda mais com o professor noivo de uma das colegas de Anne. A liberdade que ela consegue após romper o noivado e como ela ficou feliz com isso foi ótimo, ainda mais que trouxe uma professora tão moderna para mexer com a sociedade, e amo como Marilla fica amiga da professora.

Anne with an E lida de forma interessante com as mudanças da época e como seus personagens tem a mente disposta a enxergar que podem ver essas mudanças de forma a evoluir. Infelizmente alguns momentos não parecem ter uma resolução satisfatória, como a brincadeira dos garotos com Cole que não rendeu muitas lições, apenas alguns castigos.

Espero que a 3ª temporada esteja tão interessante quanto foi as duas primeiras, em um trabalho excelente dos produtores e desse elenco que cativa. Geraldine James cresce como a ex-rabugenta Marilla e se torna uma mãe incrível para Anne, enquanto os conselhos na voz de R. H. Thomson como Matthew nos consola de forma paterna, mas eles ainda desenham de forma incrível a mudança que Anne coloca em suas vidas.

Anne with an E tem suas 2 primeiras temporadas disponíveis na Netflix.

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