O Chamado 3 | Crítica

Não olhe para trás!

Abusando de referências, entra hoje em cartaz a continuação de O Chamado (2002), que já tinha sido “concluído” em O Chamado 2: O Círculo se Fecha (2005). Fato é que sentiram a necessidade de fazer este O Chamado 3 (Rings, 2017) p​ara atualizar a franquia para os tempos atuais e fracassaram em trazer Samara e sua fita para o novo público, e ainda quebraram o 2º filme…

Neste O Chamado 3 a trama gira em torno de Julia (a esforçada Matilda Lutz), que sabendo da história de Samara, assiste a fita para salvar a vida do namorado Holt (o fraquinho Alex Roe), depois que ele se envolve em uma pesquisa sobre a alma e a sua continuidade após a morte, do professor Gabriel (o sem sal Johnny Galeck). Seguindo os passos e as visões de Julia, o filme busca se expandir e mostrar a origem de Samara, indo mais fundo em sua mãe, Evelyn, e criando um novo filme dentro do filme da morte.

É nessa busca por Evelyn que O Chamado 3 praticamente mata O Chamado 2: O Círculo se Fecha, pois na história do 2º filme, Sissy Spacek, de Carrie, a Estranha, dá vida a uma mulher instável que tenta matar a filha em um poço, ela é internada e a criança vai para adoção, e a história continua em O Chamado. Só que aqui há uma nova história envolvendo Evelyn, abusos por parte de um padre e sua morte no porão.

Abusando das referências em cima da mitologia de Orfeu, o filme não se segura, é sem sal, os sustos são voltados para os efeitos auditivos e pouco do visual, e nem mesmo o “vilão” em cima do personagem de Vincent D’Onofrio é interessante, além de ter um longo problema de cronologia em cima de sua idade a paternidade de Samara.

E por fim temos um final inconclusivo, um renascimento esperado desde o início, e prenunciado em O Chamado 2, em cima de um horror que não se segura e nos faz sentir incômodo por alguns momentos de pura vergonha. Sim, falo da cena inicial do avião.

O Chamado 3 foi dirigido pelo espanhol F. Javier Gutiérrez (3 Días) em cima do roteiro escrito a 6 mãos por David Loucka, Jacob Aaron Estes e Akiva Goldsman. Assim sobrou boa vontade e faltou uma história mais interessante e coesa, e o horror em si.

Nota do Crítico:

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