Entrevista Com Deus | Crítica

Entrevista Com Deus (An Interview With God, 2018) até tenta criar uma discussão em cima de um tema difícil, como é religião, mas faz em sua trama, uma confusa história sobre fé, esperança e relacionamentos.

A produção tem, definitivamente, na presença de seus dois atores principais, Brenton Thwaites David Strathairn, sua maior força. Os dois entregam uma boa química em tela, o primeiro como o jornalista Paul e o segundo, como uma figura misteriosa chamada de O Homem que alega ser Deus em pessoa. Assim, Paul é convidado para uma série de entrevistas com o próprio Deus, onde ele tem a chance de perguntar tudo aquilo que durante anos muito gente se perguntou.

Em Entrevista Com Deus, tirando a parte de como? e porque?, em que o filme até tenta responder, o roteiro de Ken Aguado faz uma extensa e cansativa troca de diálogos entre seus personagens principais que são divididas em três encontros entre os dois. O personagem de Thwaites, que até segura as pontas, passa o filme todo por momentos chaves da vida de um jornalista após a sua volta da Guerra onde ele foi cobrir sobre religião para um jornal local.

Assim, todas as sequências de encontros são marcadas por aparições desse suposto Deus, em que Paul faz suas perguntas e tentar no começo um tipo de profile da figura que está parado na sua frente. Ao longo do filme, vemos então, que os locais escolhidos para os encontros representam pontos importantes na vida do rapaz, seja uma praça, um museu e um teatro, mas só lá para o final, que conseguimos juntar todas as peças e formar uma visão real do que de fato acontece em Entrevista com Deus. 

Claro, as pistas estão lá desde do começo, e mesmo a sequência de revelação acaba por ser mega didática como se fosse um clipe que pega na mão do espectador e o guiasse para as resoluções que o filme quer mostrar e que acaba por ser feito de uma forma incomoda e bastante precária.

Entrevista com Deus, acaba por ser até um bom filme mesmo que cansativo e com monólogos gigante e discussões sobre questões que assombram os estudiosos e crentes há milhares de anos. Ao terminar o filme, por mais que o sentimento de dever comprido seja entregue, aquela sensação amarga de uma longa jornada também é sentida.

Nota do Crítico:

Miguel Morales

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