O Parque dos Sonhos | Crítica

Colorido, com personagens divertidos e com uma mensagem inspiradora para adultos e crianças, O Parque dos Sonhos (WonderPark, 2019) faz aquele tipo de animação para se assistir e assistir várias vezes.

O Parque Dos Sonhos foge dos padrões vistos ultimamente nas animações e chama atenção principalmente por conta de seu visual chamativo e por criar um mundo completamente empolgante sobre uma garotinha e seu parque de imaginação. O local, criado com papéis, cartolinas e muita cola tem um toque de magia, e é muito real para a June, obrigado e nada.

Wonder Park (2019)
O Parque Dos Sonhos – Crítica | Foto: Paramount Pictures

O parque dos sonhos da jovem é vibrante e o tempo está sempre ensolarado. O urso Bommer dá as boas vindas para os visitantes, os castores Gus e Cooper ficam de olho nas coisas, prontos para reformar o que precisar e a javali Greta comanda todos com bastante precisão. A parte mais interessante, fica com o macaco Peanut que com uma caneta mágica projeta as novas atrações e brinquedos. E tudo isso acontece dentro da imaginação fértil de June, que passa horas a brincar com sua mãe nesse mundo de faz de conta.

O roteiro de O Parque dos Sonhos é extremamente ciente que o filme é para uma faixa etária especifica, e assim, os roteiristas Josh Appelbaum e André Nemec usam momentos chaves e alguns outros problemas na vida de June para desenvolver sua história, onde na trama vemos um evento traumático afetar tanto a vida da garotinha, quanto a própria existência do parque em si.

Wonder Park (2019)
O Parque Dos Sonhos – Crítica | Foto: Paramount Pictures

O Parque dos Sonhos então leva June numa aventura única de auto-descobertas para salvar o local que cria vida e não está mais apenas na sua imaginação. É como se estivéssemos dentro de um filme que mistura Toy Story (1995) com Uma Aventura Lego (2014).

Assim, June precisa se unir com os personagens que ela mesmo criou para tentar salvar o parque, antes que o mesmo feche para sempre, e então, quem sabe, descobrir mais sobre si mesma. As sequências dentro do parque com June e os animais falantes pulando de atração e atração do local são espiritosas, alegres e completamente engraçadas.

A animação pode não ser caprichada como os filmes da Pixar, e está anos luz de distância do ótimo Homem-Aranha No AranhaVerso (20180, mas compre seu papel.

O maior destaque de O Parque dos Sonhos, fica com sua narrativa, onde o roteiro tem a proeza de contar uma história, que pode a princípio parecer bobinha, para tratar de assuntos como família, luto, esperança e confiar em si mesmo. E assim, O Parque dos Sonhos faz isso com uma leveza enorme, num filme com um coração e carisma do tamanho de uma roda gigante.

Nota do Crítico:

O Parque dos Sonhos chega em 14 de março.

Miguel Morales

Sempre posso ser visto lá no Twitter falando sobre o que acontece na TV aberta, nas séries, no cinema e claro outras besteiras. Uso chapéu branco e grito It's Handled! Me segue lá: twitter.com/mpmorales