Dunkirk | Crítica

Podemos dizer que Dunkirk é a definição de tensão em forma de filme! O longa começa de um jeito que te prende desde dos momentos iniciais! 

A produção tem direção de Christopher Nolan e irá mostrar tropas britânicas e aliadas durante a segunda guerra mundial, como a população local se mobilizando para ir a praia de Dunkirk, na França, para resgatar seus conterrâneos, que estavam cercados por tropas nazistas.

Você pode ver nossa crítica em vídeo aqui:

Até ai, existem vários filmes com esse tipo de narrativa, mas nenhum desse porte foi escrito e dirigido por Nolan. Ele é conhecido pelas ousadias e ideias inovadoras, como pudemos ver em A Origem e Interestelar também por uma estética bem forte em suas produções, sempre com uma takes grandiosos, de tirar o fôlego. Tendo em mente um filme do Michael Bay, subtraindo todo o excesso dessas produções, realocando as cenas nos momentos exatos, o resultado é um filme de Nolan.

Como ele gosta de uma narrativa diferenciada, em Dunkirk ele resolveu criar três de uma vez! O filme se passa em 3 linhas do tempo que são retratadas simultaneamente durante o filme: a da praia, a do mar e a do ar. Ou seja, quando o filme começa, você tem 3 histórias sendo contadas ao mesmo tempo, porém em tempos distintos. É de dar um nó na cabeça. E lá no final, depois das 1:47 minutos de filme (um recorde de tempo pro diretor) as 3 linhas do tempo se juntam. Confesso que eu levei uns 20 minutos pra entender esse rolê, mas aposto que teve gente que ficou perdida mais da metade do filme.

Diferente de outros filmes, não existe um grande protagonista em Dunkirk, então a fan base do cantor Harry Styles pode ficar um pouco decepcionada. Nas três linhas do tempo temos personagens diferentes, como os soldados na praia, Harry Styles no meio, já no mar temos 4 personagens e no ar temos apenas 2. Como não há um foco principal de fato, os personagens tem poucas falas, deixando o espaço pra trilha de Hans Zimmer, que amarra o tom do filme, que é 100% de tensão e a sonoplastia te impede de se entediar ou até mesmo descansar, mesmo durante um (dos poucos) take que retrate somente o céu ou o mar. Vice sabe que não esta tudo bem, MESMO. Pior que isso são os sustos com os tiros, prepare-se para pular da cadeira algumas vezes ao ouvir um tiro ou uma explosão vinda do nada.

No elenco, a gente conta com alguns atores de outra produção do Nolan, como o Tom Hardy e Cillian Murphy (da trilogia Batman), Mark Rylance, o resto do elenco é mais desconhecido do grande público, fora claro, o Harry Styles. Fato curioso, o Nolan não sabia que o Harry era o Harry do One Direction, a filha dele que avisou quando descobriu a escalação.

Apesar de pecar em uns clichês meio que recorrentes em filmes de guerra (assistam e depois comentem), Dunkirk é um ótimo filme, na medida que consegue retratar a guerra e os dramas dos personagens de uma forma linear mas sem deixar o espectador acalmar na poltrona. Curtimos e recomendamos!

Nota do Crítico:

Dunkirk tem estreia prevista no Brasil para 27 de julho.