Por que a Supergirl é a peça-chave no início do novo DCU? Peter Safran responde
A Supergirl voou para o Brasil para falar sobre o próximo filme da nova DC que tem sido construída por James Gunn e Peter Safran. É o segundo filme da nova leva, depois que Superman estreou no ano passado, introduziu novos personagens e que serviu também para apresentar a personagem nesse novo Universo e nos cinemas.
Em visita ao país, a atriz Milly Alcock, o diretor Craig Gillespie, a roteirista Ana Nogueira e próprio Safran (produtor e co-CEO da DC Studios) comentaram um pouco sobre o que os fãs podem esperar do novo longa que chega nos cinemas agora esta semana.
E uma das principais curiosidades referentes ao novo filme, claro, ficou com a pergunta: Por que o filme da Supergirl ganhou prioridade logo no começo?
Um dos motivos, afirma Safran, foi o roteiro. “O roteiro era tão fantástico que sabíamos que seria o próximo filme”. O executivo comenta ainda: “A Supergirl é uma personagem muito importante na DC. E, você sabe, vocês tiveram um gostinho dela em Superman. Mas nós sabíamos que havia muito mais para contar da história dela.”
Já para Alcock, “a coisa mais empolgante sobre interpretar a Supergirl foi o quão não convencional ela é, em relação a cada versão que já vimos antes.”
E durante, a coletiva, Nogueira (que cuida de diversos outros projetos da DC depois de Supergirl) afirma que trabalhar com roteiro do filme dapersonagem foi um sonho realizado e que se sentiu sortuda por James e Peter buscarem essa caracterização corajosa. Para ela, não definir Kara apenas pelo laço com o primo Clark, o Superman, é uma abordagem honesta. O relacionamento deles importa no filme, mas é apenas uma peça do que ela é, afirma.
Confira mais sobre o que rolou na coletiva de imprensa do filme.
Resumo:
- Uma Kara Independente: A roteirista Ana Nogueira foca em uma jornada própria da personagem, além da relação com o Superman.
- Abordagem Visceral: O diretor Craig Gillespie desenhou a ação do filme para refletir as emoções intensas e instáveis da protagonista.
- Nova Perspectiva: Milly Alcock promete uma versão “não convencional” da Supergirl, marcada por uma caracterização corajosa.
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Peter Safran explica que ela é uma personagem crucial para o DCU. Ela apareceu no final de Superman e vai dar as caras também em Superman: Homem do Amanhã que chega nos cinemas em julho de 2027.
O Co-CEO da DC Studios comenta: “A Supergirl é uma personagem muito importante na DC. E, você sabe, vocês tiveram um gostinho dela em Superman. Mas nós sabíamos que havia muito mais para contar da história dela. Nós sabíamos sobre as tragédias que ela vivenciou, os traumas que ela sofreu, e queríamos realmente mostrá-la encontrando o seu lugar no universo. E, ao longo de Supergirl, ela realmente se encontra. Para nós, para o James e para mim, nós somos movidos pelos roteiros. E nós sempre dissemos que não iríamos fazer um filme até termos um ótimo roteiro. E a Ana entregou um primeiro rascunho tão fantástico do roteiro que nós dissemos: “Este vai ser o nosso próximo filme”. Então, nós estávamos empolgados em poder continuar a explorar a história da família de Supers, que é, na verdade, a história maior que estamos contando em todo o DCU agora.“
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Uma Kara independente do Superman
A Supergirl é frequentemente definida por sua relação com o Superman. Durante a coletiva, uma das perguntas que rolou foi para Ana Nogueira: Como foi o processo de escrever uma Kara que existe sob seus próprios termos?
A roteirista respondeu: “Eu amo essa pergunta. Foi uma alegria e um sonho realizado, e eu realmente me senti muito sortuda por Peter e James estarem interessados nisso quando me trouxeram para o projeto. Eles não tiveram medo dessa caracterização dela. Eu achei muito corajoso da parte deles quererem fazer essa versão da Kara. Fazê-la não ser definida apenas por sua relação com o Clark é, eu acho, simplesmente honesto. Todos nós somos produtos de todas as nossas relações, de todas as coisas que acontecem conosco. E sim, eu acho que a relação dela com o Clark, com o Superman, importa no filme e na história dela, mas é apenas um pedaço dela. Então, eu me senti muito sortuda de poder explorar todos os pedaços da vida dela: a personalidade, a família, o passado… porque, assim como todos nós, ela é uma tapeçaria de todas essas coisas.”
A identidade dessa Kara que vemos em Supergirl
A atriz Milly Alcock compartilhou para os jornalistas que o aspecto mais instigante da personagem foi perceber o quão não convencional ela é em comparação com todas as outras versões anteriores já vistas.
Alcock, vista em A Casa do Dragão, diz: “É, acho que a coisa mais empolgante sobre interpretar a Supergirl foi o quão não convencional ela é, em relação a cada versão que já vimos antes.”
A preparação para viver Supergirl e colocar o uniforme pela primeira vez
Para a atriz, o roteiro de Ana Nogueira entregou tudo que ela precisava para compôr e se preparar para viver Kara. “Em termos de preparação, quero dizer, eu ganhei um presente lindo que foi o roteiro da Ana.” diz ela.
E completa: “Eu só precisei meio que me apoiar nas palavras que estavam na página. E foi fabuloso, eu realmente não tive que fazer muita coisa.”
Outro momento marcante para a atriz foi logo na pré-produção durante a prova de figurino. Ela diz que foi naquele momento que a ficha caiu.
“Colocar o traje pela primeira vez foi interessante porque foi um ano antes de filmarmos Supergirl, obviamente, foi para Superman. E eu me lembro de vestir o traje, nós fizemos um teste, e a Chantal, uma das nossas produtoras, estava chorando. E eu fiquei tipo: “Meu Deus, você está bem? O que está acontecendo?”. E ela disse: “Sim, não, eu estou bem. É que eu estou tentando fazer este filme acontecer há cinco anos”. Então, sim, foi aí que eu realmente entendi a responsabilidade, sabe? Não apenas com os fãs, mas com as pessoas que estão fazendo esse filme acontecer.”
O desafio do diretor de expressar as emoções de Kara através da ação
Craig Gillespie explica que ao longo do filme veremos a personagem passar por muitas emoções diferentes, O diretor cita uma grande batalha no meio do filme, em que veremos, por exemplo, Kara estar com muita raiva e estar debilitada com seus poderes não perfeitos. Ele comenta que queria que o público ficasse assustado e preocupado de que ela pudesse passar dos limites.
Ele comenta: “Traduzir isso foi algo que eu estava realmente empolgado para fazer. Nós conversamos muito sobre isso detalhadamente com a equipe de dublês e com a minha diretora de fotografia. Kara passa por todas essas emoções diferentes. Há uma grande batalha no meio do filme onde ela está com muita raiva nessa luta [risos]. Ela também, sem querer dar muitos spoilers, mas ela foi dopada. Então as faculdades dela não estão exatamente perfeitas. Estar no limite e lutando em uma situação extrema como essa… eu queria que o público ficasse preocupado por ela, queria que ficassem assustados de que ela pudesse cruzar a linha e fazer algo agressivo ou perigoso demais. Parte disso foi desenhar a cinematografia para ser cinética e agressiva na edição. É algo realmente visceral e emocional. No final do filme, sem entregar nada, temos uma sequência completamente diferente, e ela está tão composta que nós queríamos que a câmera fosse quase como um balé com ela. Era uma dança que acontecia. Então, desenhar cada sequência dessa forma foi muito importante. Nós sempre começamos pelo lado emocional: onde a Kara está, o que ela está fazendo, como ela se sente, e então a câmera refletia isso.“
Quando um adversário tão inesperado quanto implacável parece muito próximo de ganhar uma perigosa batalha, Kara Zor-El, também conhecida como Supergirl, não sem muita relutância, faz uma parceria improvável em uma épica jornada interestelar de vingança e justiça.
Ao lado de Milly Alcock, coestrelam Supergirl os atores Matthias Schoenaerts, Eve Ridley, David Krumholtz, Emily Beecham e Jason Momoa.
O longa chega nos cinemas nacionais com sessões de pré-estreias pagas em 24 de junho.

