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Festival do Rio | I Want Your S*x | Crítica: Coroa o bom ano de Olivia Wilde

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2026 tem sido marcado por ser um ano em que diversos atores protagonizaram, estrelaram e promoveram diversos projetos: de Anne Hathaway, para Zendaya e Robert Pattinson. Mas se tem alguém que tem tido um bom ano cinéfilo e meio que serviu como uma grande volta por cima é Olivia Wilde.

E o ano de Wilde começou com tudo e começou lá no Festival de Sundance, onde a atriz e diretora protagonizou um dos queridinhos do ano com O Convite e também trabalhou junto com o diretor Gregg Araki na comédia I Want Your S*x (2026), que acaba por ser uma das produções mais surtadas, irreverentes e malucas do ano. 

E Wilde está excelente como uma chefona do mundo das artes obcecada pelo funcionário novinho e que embarca numa jornada completamente alucinante sobre relacionamento no mercado de trabalho, descobertas sexuais e amadurecimento.

O cinema de Araki é extremamente experimental, ousado e gritante, e aqui com I Want Your S*x não foge disso. Mesmo que talvez seja o mais comercial até o momento do diretor. E se Araki conseguiu fazer com que Wilde roubasse as cenas,o restante do elenco, e principalmente a presença de Cooper Hoffman, ajudam a contar essa história.

Photo by Lacey Terrell – © All photos are copyrighted and may be used by press only for the purpose of news or editorial coverage of Sundance Institute pro
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Principalmente depois que Hoffman veio de Licorice Pizza, do diretor Paul Thomas Anderson, e meio que aqui interpreta novamente aquele garoto com pinta de bom garoto e que se apaixona por uma mulher mais velha. I Want Your S*x faz o espectador embarcar de cabeça nesse mundo das artes, do pretensiosismo, das ilusões, dos sorrisos que escondem o desdém, e realmente faz uma representação mais cômica e caricata do que o esperado. E que, de certa forma, funciona para o tipo de história que é contada.

Os contrastes de idade, quantidade de experiências e de gerações aqui são muito bem utilizados por Araki (que coescreveu o roteiro com Karley Sciortino), em que Wilde e Hoffman apenas elevam o material e deixam tudo mais divertido de se assistir. Mesmo que bastante teatral e apoiado no conceito, sinto que as bizarrices que I Want Your S*x apresenta estão ali para ajudar a contar esse tipo de história e não estão ali pelo shock value ou para tentar ser descoladinhas e edgy. Realmente têm uma função na narrativa e para levar a história do ponto A para os pontos B e C.

E isso I Want Your S*x tem demais. Afinal, logo quando o jovem Eliot (Hoffman) entra na galeria em busca de um emprego, já dá para ver que ele não combina com o lugar, com os colegas (aqui ótimos Mason Gooding e Daveed Diggs em breves participações), nem com a vibe do que eles fazem. Mas é isso que atiça a curiosidade de Erika (Wilde) e a faz contratar o menino tímido e completamente deslocado. É quase como se I Want Your S*x fosse uma versão mais gay e surtada de O Diabo Veste Prada, onde aqui o Diabo veste látex, é uma chefe dominatrix e viola metade das regras do RH.

Mas também bebe muito do que vimos em outros filmes polêmicos e que falavam dos tabus do sexo no mercado de trabalho, como Babygirl e de relacionamentos fora do convencional como Pillion. A forma como Erika se infiltra na vida pessoal de Eliot é o que guia boa parte do filme. Principalmente quando a melhor amiga do protagonista, Apple (Chase Sui Wonders), e a namorada dele, Minerva (Charli XCX boa, mas presa na mesma piada basicamente o filme todo), começam a entrar na teia que Erika cria para o funcionário.

Uma das cenas mais engraçadas de I Want Your S*x acontece quando a chefe fala para o funcionário trazer mais alguém para a festinha deles. Mas as coisas se complicam quando tomam rumos bem malucos e dois detetives (Margaret Cho e Johnny Knoxville) entram na jogada para resolver o mistério do corpo boiando numa piscina, que abre o filme.

É um filme simples, com cenários simples, poucas locações e que parece que saiu de um projeto de TCC de algum estudante de cinema virado com 3 expressos e outras coisas, mas que, de certa forma, garante algumas boas risadas, um sentimento de “o que mais vai acontecer com esse personagem?” e a sensação de ter assistido a alguma coisa bem diferente do habitual. No final, claramente não é um filme para todos os públicos e gostos, mas que tem seus momentos,sem dúvidas.

Nota:

Filme Visto No Festival do Rio 2026 em Outubro.

I Want Your S*x chega em 22 de outubro nos cinemas nacionais pela O2 Play.

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