Entrevistas Notícias Reality Shows Séries & TV 

Qual a parte mais difícil do World’s Toughest Race: Eco-Challenge Fiji? Participantes respondem

Em bate papo virtual com o Arroba Nerd, e diversos outros jornalistas ao redor do mundo, falamos com alguns participantes e competidores do programa de competição World’s Toughest Race: Eco-Challenge Fiji que chega esta semana lá na Prime Video.

Falamos com 5 times, de diversos países do mundo, inclusive com duas participantes do Brasil. E muito deles responderam a mesma pergunta para nós: Qual a parte mais difícil do World’s Toughest Race: Eco-Challenge Fiji ?

As participantes do time Atenah do Brasil, Shubi e Karina comentaram que as maiores dificuldades da prova eram a parte física, mesmo para quem já tinha feito diversas outras provas do estilo, o fato da competição durar 11 dias, sem parar, e que o percurso da prova para esta edição do Eco-Challenge, que aconteceu em Fiji, era muito mais difícil.

Mesmo que a ilha fosse linda, ela tinha seus desafios sim. A dupla de atletas comentou durante o bate-papo sobre reencontrar diversas pessoas conhecidas de outras provas que elas já fizeram, de outras edições doEco-Challenge, e também de fazer novos amigos, mesmo com o clima de competição acirrado entre todos os times. A dupla comenta que deram bastante apoio para a dupla indiana.

Shubi e Karina também lembram do carinho da população local que torcia por eles também foi um dos fatores que ajudaram durante os percursos. Ao serem perguntadas se acham que o Brasil daria um ótimo lugar para fazer uma competição como Eco-Challenge elas concordam e muito com a ideia.

Quem pareceu se divertir também foram as garotas do time indiano Khukuri Warriors, formado pelas irmãs Tashi e Nungshi Malik. Elas se mostraram bastante empolgadas para falar com os jornalistas durante a nossa sessão de bate-papo virtual. A equipe liderada pelas irmãs foi o primeiro time da Índia a competir no Eco-Challenge, e para elas o evento foi “muito mais intenso” afirmam as jovens de uns 20 pouco anos.

Elas tiveram que treinar muito mais antes da competição, afinal já tinham bastante experiência em subir montanhas – a dupla já subiu no monte Everest, a maior montanha do mundo com mais de 8.000 m de altura – , mas a competição é muito mais do que isso, tem momentos nas montanhas sim, mas também nos rios, no oceano, e na própria floresta fechada. “Para nós foi muito difícil, pois a gente não tinha experiência e tínhamos muito pouco tempo para treinar” elas afirmam.

“Nós só fomos entender como tudo isso funcionava quando a prova estava acontecendo já. E sim, teve partes das provas que a gente nunca tinha feito, como a competição das bicicletas, então foram as partes que mais foram difíceis para a gente”. completam a dupla.

Falamos também com dois membros do time espanhol Summit, formado pelos atletas Emma Roca e Albert Roca. Para Emma o momento mais difícil para eles foram as partes da competição que eles tiveram que enfrentar os rios da ilha de Fiji. “Nós ficamos com muito muito frio, e não esperávamos nadar tanto, à noite, com chuva, super cansados, (…) com temperatura da água bastante fria….”

Mas no Eco-Challenge, eles também tiveram momentos muito recompensadores afirma Emma “Quando o time todo conseguiu superar as dificuldades foi realmente um dos melhores momentos de toda a competição. A atleta completa que a melhor parte foi “A forma que conseguimos nos adaptar [as situações ruins], resistir, e superar todo sofrimento“.

Já o atleta Albert, diz que para ele, a grande dificuldade para o time foi competir nas partes aquáticas que eram mais da metade de toda a competição, e que o time Summit tinha mais habilidades em terra como nas partes envolvendo bicicletas e percursos a pé. “A grande dificuldade era enfrentar as provas longas, e depois descobrimos as dificuldades das provas que vinham logo depois”. Afinal, no Eco-Challenge os competidores tem poucos momentos de descansos e todo momento conta para computar os horários e classificar os times.

Foi a primeira vez que o time espanhol competiu juntos de novo, depois de mais de 10 anos, Emma brinca que eles sabiam que Amazon Prime Video queria para o programa “as melhores pessoas, não as mais fortes… aquelas com mais experiências, que conseguissem competir juntos, e que eram amigos também”. E o time deles tinha isso para oferecer, e realmente fica claro quando vemos os episódios.

Os EUA levaram vários times, mas a equipe do ArrobaNerd falou apenas com dois deles: o time Endure formado por pai e filho Mark e Travis Macy, e ainda o Time Onyx formado pelos competidores Clifton Lyles e Coree Aussem-Woltering.

Um dos arcos narrativos mais interessantes de se acompanhar em World’s Toughest Race: Eco-Challenge Fiji foi a relação entre Travis e Mark, Mark a gente descobre logo no primeiro episódio que ele tem Alzheimer, e a sua dificuldade de lembrar as coisas poderia ser um agravante na prova, mesmo na entrevista o competidor respondia as personagens com a ajuda de um outra pessoa. Sua história de vida emocionou todos os jornalistas presentes na mesa virtual e com certeza, a trajetória de superação do time Endure é uma das coisas mais interessantes que World’s Toughest Race: Eco-Challenge Fiji  trouxe.

Já o Time Onyx, além de ser o primeiro time formado apenas por pessoas negras a competir, tinha o participante Coree Aussem-Woltering que marcou os episódios por competir apenas de sunga, e entregar um bom humor incrível nos episódios, o que refletiu na nossa entrevista também que acabou por ser uma das mais bacanas.

Ele afirma “eu comecei a usar sungas em competições em 2015, e tava participando de uma corrida de 50km na Florida.. eu coloquei algumas sungas na mala para usar na praia e apenas 1 short para usar na competição, que claro molhou durante a manhã. Assim, as pessoas falaram: estamos na Floria, use só a sunga. Ninguém vai ligar. Então eu usei. E acabei por vencer a prova. Então todas as minhas fotos do evento, eu estava de sunga, então o Homem-Sunga nasceu assim.”

Para eles as partes mais difíceis foram os momentos da competição que envolviam rios e os oceanos eles afirmam “Há tanta provas na água em Fiji que, se você como competidor, não achar que isso é o seu ponto forte, provavelmente a prova não é para você.

Clifton Lyles afirmou que ama esse tipo de programa, “Sabe de uma coisa, eu amo esse tipo de programa. Honestamente, a razão na qual eu comecei a competir lá nos anos 90, foi por que eu assisti Eco Challenge Morocco. Eu fiquei apaixonado pelo programa, eram 5 dias e nos primeiros dias eu achei que aquelas pessoas eram completamente malucas, no terceiro dia eu tava viciado e no último dia eu me candidatei e comecei a praticar. Eu amei. Foi por isso que eu comecei. Assim, poder competir mais de 20 anos depois no mesmo Eco Challenge foi um sonho realizado”. 

E muitos deles afirmaram que continuam o treinando agora em época de quarentena, tanto as participantes do time do Brasil, quanto o time Onyx dos EUA, afirmam que continuam a treinar em suas casas para suas próximas aventuras. Já as mulheres do time Khukuri Warriors ainda vão reconsiderar voltar para uma nova edição na prova em alguma momento.

E você participaria de uma prova nesse estilo?

World’s Toughest Race: Eco-Challenge Fiji é uma série de 10 episódios de pura aventura, apresentada por Bear Grylls e produzida por Mark Burnett, conta a história da última corrida de expedição, na qual 66 equipes de 30 países competem sem parar por 11 dias, 24 horas por dia, por centenas de quilômetros no terreno irregular de Fiji, composto por montanhas, florestas, rios e oceanos.

World’s Toughest Race: Eco-Challenge Fiji estreia no Prime Video em 14 de agosto de 2020.



Postagens relacionadas