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Vingadores: Guerra Infinita | Crítica

Divertidamente sufocante! Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War, 2018) mostra que realmente é um filme de conclusão dos 10 anos da Marvel Studios e também de sua Fase 4, e coloca todos os personagens em sua trama crescente, traz inúmeras cenas de ação recheadas de piadas, mas é o coração e a atuação de cada um que nos envolve. Chris Evans e Robert Downey Jr. são a alma do filme e tem o devido destaque, mas Chris Hemsworth traz seu coração eletrizante para a batalha.

A direção dos Irmãos Russo, Anthony e Joe, é certeira. Eles sabem colocar em Vingadores: Guerra Infinita o drama, a comédia e a ação bem na medida, onde deixam o clima de urgência um pouco mais leve no início da produção, mas a medida que avançam os atos do filme, fica claro, toda a angústia e o desespero dos personagens onde a tensão aumenta exponencialmente.

Os Russo, mais uma vez, mostram que sabem trabalhar com uma quantidade enorme de personagens em cena e acertam em trabalhar as dinâmicas entre entidades, personagens e atores. Em Vingadores: Guerra Infinita, eles vão além do que foi visto em Capitão América: Guerra Civil (2016) num trabalho sensacional de composição dessa angustiante história.

E por conta desse trabalho minucioso dos Russo, os atores conseguem dar seus melhores. Robert Downey Jr. mostra um Homem de Ferro mais maduro só que ainda sarcástico; Chris Evans mantém seu Capitão América cheio de honra, mas disposto a bater de frente com todos; Chris Pratt se mantém fiel a seu Senhor das Estrelas; Tom Holland é o Homem-Aranha amigão e deslumbrado por fazer parte daquilo tudo; Elizabeth Olsen é força e coração ao lado de Paul Bettany, aumentando o amor e carinho de Visão e Wanda; agora, Scarlett Johansson e Danai Gurira são força e determinação em suas Viúva Negra e Okoye.

Só que quem rouba a cena é o Titã Maluco! Josh Brolin constrói um Thanos intenso, cheio de sentimento e força, disposto a ir até o fim com sua ambição, mesmo que sacrifique coisas importantes de seu caminho. Thanos mesmo computadorizado conota uma emoção intensa e uma força que logo nas primeiras cenas nos deixa com medo, e faz um vilão muito perigoso e divertido do que Loki (Tom Hiddleston), e muito mais determinado e forte do que Erik Killmonger (Michael B. Jordan).

Vingadores: Guerra Infinita segue um roteiro interessante, separa bem os personagens pela busca das Jóias do Infinito, explica desde sua origem até a motivação de Thanos, mas é a forma como o roteiro divide os heróis para protegê-las que colocam a Ordem Negra separada para ir atrás de cada uma. A medida que a coleta é feita e Thanos fica mais poderoso, tudo vai sendo desenhado e ficando mais instigante, até culminar na grande batalha final, que nos deixa boquiaberto com sua grandiosidade e força.

Os 149 minutos de Vingadores: Guerra Infinita em momento algum atrapalha nossa conexão com a produção, não nos fazendo sentir o tempo passar. A fotografia acaba sendo muito bonita, a construção dos locais como Luganenhum e a nave dos Asgardianos é sensacional, mostra a grandiosidade e o capricho da produção.

Desde Os Vingadores (2012) a cinessérie já prepara o terreno para os vilões humanos, como os de Capitão América, Homem-Formiga e Homem-Aranha, apresentando os Deuses e seu panteão asgardiano nos três filmes da franquia Thor e a viagem intergalática de Guardiões da Galáxia. E aqui com Vingadores: Guerra Infinita  é que vems essa colisão de ideias e referências, onde tudo se encaixa de uma forma apenas sensacional.

No final Vingadores: Guerra Infinita faz uma conclusão com um gostinho de quero mais, ainda mais com o desfecho insano de seus momentos finais. Impossível conter as risadas, assim como as lágrimas. A Marvel Studios mostra que em seus 10 anos planejou tudo de forma descomunal e já deixa pistas para sua Fase 4 que se iniciará após Vingadores 4, que não teve seu título divulgado.

PS: Não saia dos cinemas, pois há 1 cena pós-crédito…

 

Avaliação: 4 de 5.

Vingadores: Guerra Infinita já está em cartaz nos cinemas brasileiros.