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TIFF 21 | The Score: Uma história de golpes e crimes musical

Do que se trata:

Dos produtores do filme Yesterday, The Score combina um filme de suspense e assalto com um romance e tem uma trilha sonora matadora. Estrelado, e com músicas de Johnny Flynn (Beast, Emma, Stardust), o longa conta ainda com os atores Naomi Ackie (Star Wars: The Rise of Skywalker, Lady Macbeth) e Will Poulter (Midsommar, The Revenant).

Na trama, dois criminosos não muito habilidosos chamados Mike (Flynn) e Troy (Poulter) que estão em um missão, o score (gíria para 20 pounds de drogas) que eles esperam negociar para mudarem suas vidas. Em um caso de beira de estreada, quando eles esperam por seus contatos, Troy se apaixona pela garçonete do lugar, a jovem Gloria (Ackie) e começa a questionar suas escolhas… quanto a ameaça e o perigo real está à caminho de os encontrar.

The Score
Foto: Rob Baker Ashton (via Variety)

O que achamos:


Um dos maiores destaques de The Score, talvez, fique com seu elenco. O talentoso Johnny Flynn que roubou as cenas em Emma e esteve no polêmico Stardust (a cinebiográfica do cantor David Bowie) aqui além de atuar, também compõe as músicas. Flynn faz o criminoso mais esperto, aquele que deveria ser a cabeça do grupo, mas será que ele é tudo isso? Na medida que o filme avança, vemos que talvez as motivações de Mike não sejam as mais sinceras do que ele apresenta num primeiro momento.

E no filme também, é um prazer ver Poulter soltando a voz. Seu Troy realmente tem passagens super bacanas de se acompanhar na medida que ele está para ajudar Mike nesse grande assalto/golpe que eles pretendem aplicar para tentarem um vida melhor. Poulter dá um ar de inocência para o personagem, mesmo que Troy seja cercado de impulsividade.

Naomi Ackie, que ganhou projeção graças ao último Star Wars, e está prestes a assumir o manto de Whitney Houston nos cinemas, está incrivelmente bem e confortável no papel de Gloria, uma atendente de café que não leva os pedidos na mesa. A Gloria de Ackie tem muitas camadas, e alguns mistérios, que são desenvolvidos ao longo do filme e que realmente me surpreenderam quando reveladas. E a química entre a atriz e do colega de cena que fazem esse casal de pombinhos é realmente uma que puxa o espectador para dentro do longa.

O ar mais intimista (foi gravado durante a pandemia) e os poucos cenários deixam o longa que depende exclusivamente de seus atores para funcionar. Assim, The Score entrega uma comédia de erros no estilo irmãos Coen com intensas performances musicais de seus protagonistas. Na medida que o relacionamento entre Troy e Gloria avança, as horas se passam, e o contato da dupla não chega para fechar negócio, a situação só se escalona onde revelações e reviravoltas tomam conta da história que termina num explosivo e intenso bom tom. Divertido e imprevisível, The Score parece uma grande peça de teatro que dá certo.

Avaliação: 3 de 5.

Visto em sessão digital da edição 2021 do Festival de Toronto.