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TIFF 21 | Kicking Blood: Uma história de vampiros com uma vampira com consciência

Do que se trata:

O diretor Blaine Thurier apresenta em Kicking Blood uma reimaginação da mitologia dos vampiros ao colocar eles no mundo boêmio que Thurier sempre gostou de satirizar desde de quando ele começou carreira. Em vez do usual com vampiros dessecados e aristocratas atormentados com vítimas inocentes, o diretor coloca eles como hipsters caçadores sexuais que caçam suas vítimas na sociedade.

Aqui, conhecemos a vampira Anna (Alanna Bale) que está desapontada com a vida eterna. Ela está mais com a consciência pesada do que cansada. Cansada das pessoas que ela caça e cansada de se despedir daqueles que ela gosta. Afinal, a sua única amiga mortal, sua colega de trabalho Bernice (Rosemary Dunsmore) está gravemente doente. Mas um encontro com o jovem Robbie (Luke Bilyk), um alcoólatra com tendências suicidas, apenas aumenta suas preocupações. Seus colegas vampiros, apenas vem os humanos como comida, mesmo que eles também tem uma tendência irritante de responder de volta. Mas Anna fica perplexa, e até mesmo inspirada por conta de seus amigos humanos, especialmente Robbie que está determinado a se livrar das bebidas e de Bernice em viver o resto de sua vida da sua forma.

O que achamos:

Vampiros estão em alta de novo né? Kicking Blood começa como tipo de um Bela Vingança com vampiros, um Promissing Young Woman Vampire, mas já logo depois vira um outro tipo de filme, onde o roteiro usa a personagem da vampira Anna para questionar diversas coisas: imortalidade, comportamentos abusivos, e tentar ser a sua melhor versão. Coisa que ajudam, no final das contas, o diretor Blaine Thurier a conseguir contar uma boa história. Um dos maiores destaques ficam com as escolhas estéticas visuais do diretor de fotografia Jonathon Cliff que entrega uma incrível e super chamativa para Kicking Blood, principalmente durante suas cenas noturnas, afinal, aqui como todos os filmes, os vampiros ainda são seres da noite, e estar no período da noite, ajuda a dar um certo charme para a produção.

Ao colocar Anna nesse conflito moral sobre o que é, e o que ela representa como vampiros, a atriz Alanna Bale realmente se destaca aqui com os dilemas da vampira. É como se Anna fosse a versão moderna de Edward da saga Crepúsculo, onde a personagem se questiona sobre o modo operantus dos vampiros ao seu redor e como isso afeta a sociedade que ela vive.

Na medida que os colegas vampiros se viram contra a jovem vampira e seu protegido, Kicking Blood ganha um ar mais corrido para finalizar sua trama em 1h20 minutos. Visualmente sedutor, como o pescoço para um vampiro, o longa ganha pontos por sua premissa interessante e esse novo olhar para os vampiros, onde o diretor e o time de produção entregam o suficiente com o pouco que tem. Um filme interessante.

Avaliação: 3.5 de 5.

Visto em sessão digital da edição 2021 do Festival de Toronto.