The Boys – 5ª Temporada | Primeiras Impressões: Ei, agora vai!

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The Boys pode ser considerada um dos grandes marcos da TV e, de maneira geral, da trajetória do Prime Video na chamada guerra dos streamings. E a chegada da última leva de episódios, num momento em que quase mais séries no ar do que temos tempo, e principalmente, formas de atingir a atenção do espectador, meio que serve para concluir a trama que há anos vem impressionando pelos comentários sociais e políticos inseridos na narrativa de super-heróis.

Foto: Jasper Savage/Prime Video. Copyright: © Amazon Content Services LLC
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Ao contar essa história, num mundo, em que os super-heróis são, e foram até agora, representados como figuras maiores do que apenas pessoas que usam identidades secretas, capas, e voam por aí, o showrunner Eric Kripke sempre fez a série ser uma reflexão do mundo real, do cenário político, tanto americano, quanto mundial, que ao longo das temporadas se tornou cada vez mais polarizado.

E para o início do último ano, com Capitão Pátria (Anthony Starr, o grande destaque como sempre) tendo consolidado quase todo o poder como o grande chefe da Vought International e expandido sua onda de terror da população para o governo, onde agora temosAshley (Colby Minifie, excelente) na função de Vice-Presidente dos EUA, enquanto também precisa lidar com a aparição dos podres depois de ter ingerido uma dose de composto V no final da temporada anterior, vemos o herói tentando se manter no topo a todo custo. 

Chegar lá não foi fácil, mas se manter no topo, tem sido o real, e verdadeiro, problema para Capitão Pátria que vive agora ressentido que os humanos vivem com medo de estarem em sua presença, nem que seja por breves minutos. O sentimento de terror para ver se vão ser os próximos nos ataques que o herói tem e que só aumentaram ao longo das temporada, apenas contribuem para o sentimento de tensão, e cômico, de certa forma, que a série tem colocado Starr para fazer, coisa que ele brilhantemente faz, mais uma vez.

Assim, a atração segue se apoiando na marca registrada e no que deu certo todos esses anos. O cerne de The Boys continua intacto e o retorno tem: cenas gráficas, humor ácido, extremamente afiado, e situações absurdas que se misturam entre as críticas sociais e o entretenimento de uma superprodução focada no universo de super-heróis.

Foto: Jasper Savage/Prime Video. Copyright: © Amazon Content Services LLC

E o retorno de The Boys, pelo menos, nesses dois primeiros episódios, não poderia ser descrito de outra forma, no estilo da série, como: surra de piroca. Afinal, não só o super com o grande membro genital que se enrola no corpo tá de volta, como também o novo ano é o famoso vai ou racha para diversos dos casais. De Frenchie (Tomer Capone) com a agora falante Kimiko (Karen Fukuhara), Annie, Luz Estrela (Erin Moriarty) eHughie Campbell (Jack Quaid) e também, por que não, Billy Butcher (Karl Urban, ainda mais canastrão aqui e que não para de olhar para o público enquanto xinga ou fala: ei!) e Capitão Pátria. 

Todos eles vão no tudo ou nada, em seus relacionamentos pessoais e na missão de derrubar Capitão Pátria, e mostram que agora, mais do que nunca, todos os planos, de todos os lados, são como missões suicidas. E se The Boys não poupa esforços para elevar a ação ao talo, agora as apostas, realmente, estão cada vez mais perigosas e novo ano parece que realmente vai fazer dessa nova leva de episódios, algo extremamente brutal, Ainda mais do que foi nos anos mais recentes.

Claro, o começo mostra que sim, ninguém está a salvo, mas também faz, pelo menos por enquanto, que apenas os personagens secundários sejam vítimas ou efeitos colaterais dos conflitos entre os super e os “mocinhos”. A pergunta que fica é: será que vamos ter consequências reais para os personagens principais?

Foto: Jasper Savage/Prime Video. Copyright: © Amazon Content Services LLC

Afinal, mesmo quando flerta com a repetição, The Boys ainda consegue surpreender, seja pela doideira que sempre apresentou, pelos afiados comentários, ou pelo timing que a narrativa tem ao fazer tem em fazer um paralelo com o que acontece no mundo em diversas frentes: desde do autoritarismo político (no quinto ano com o uso de campos de concentração contra os aliados de Luz Estrela), o uso de IA, a manipulação da mídia, com a irmã Sabia (Susan Heyward sempre muito carismática) controlando tudo, até o aumento da interferência da religião e do fanatismo. E esse último é representado por um novo personagem que é brilhantemente interpretado por Daveed Diggs numa excelente aquisição para a leva final e um dos destaques dos novos nomes que o último ano apresenta.

No meio de cabeças cortadas, pessoas explodindo, e um super com a habilidade de comer e defecar terra, The Boys parece que finalmente vai chegar a uma conclusão depois que alguns arcos que deram voltas e mais voltas em temporadas anteriores. Kripke parece que vai usar artilharia pesada para esses últimos episódios, afinal, Soldier Boy (Jensen Ackles) já retorna no começo da temporada e é colocado em um arco que promete dar dor de cabeça não só para Capitão Pátria (que precisa lidar com a volta do seu pai), mas também para Billy e companhia que lutam para fazer o tal vírus que mata herói dar certo. 

Guardado na manga, o showrunner tem ainda a participação de Jared Padalecki (em que eles trabalharam juntos em Supernatural) que deve ser um bom trunfo para os episódios posteriores, e claro, também não só a instabilidade e imprevisibilidade das ações de Capitão Pátria como também agora da noção dos The Boys de que eles precisam seguir com o plano por mais imoral que ele seja. Parece que para Billy, Hughie, Luz Estrela, Leitinho (Laz Alonso), Frenchie e Kimiko, a ficha realmente caiu e o momento de jogar limpo ficou para trás, algumas temporadas atrás. 

Para o início da despedida de The Boys fica claro que agora vai, onde a série deve parar de andar em círculos e finalmente mostrar o embate final. Billy até virou super para isso.

The Boys exibe episódios semanais todas as quartas-feiras no Prime Video.







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Miguel Morales

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