Sonic 2 – O Filme | Crítica: Sequência aumenta trama e introduz novos personagens

O marco que o “live-action” de Sonic tem para a história do cinema não é efetivamente por conta de “Ah é um filme excelente”, ou se “Ah ele fez uma boa adaptação dos jogos em filme”, ou se as atuações eram dignas de premiações (não são!), e sim, que o primeiro foi um dos últimos filmes que foram lançados nos cinemas antes da pandemia.

E alguns anos depois, a franquia lança sua sequência, com novas aventuras do ouriço azul, bem na época que parece que finalmente estamos por sair dela. Um timing super apropriado, mesmo que aqui com Sonic 2 – O Filme (Sonic the Hedgehog 2, 2022) o que temos é mais do mesmo já aviso.

A Paramount Pictures decidiu apostar na fórmula de antes, que deu muito certo com o primeiro filme e o fez ser a adaptação de jogos que mais faturou em bilheteria nos EUA, e colocou o longa no mapa durante os meses pandêmicos que se passaram após sua estreia nos cinemas e fez o público conhecer a história e os personagens que chegaram em suas versões “live-action”.

Na sequência temos a volta do enérgico e espevitado Sonic (voz de Ben Schwartz no original, num ótimo ano e em seu terceiro projeto seguido), de Tom (James Marsden) e Maddie Wachowski (Tika Sumpter)  onde o casal parece que já se acostumou com a vida ao lado do serzinho azulão energético e tão tirando de letra a presença de Sonic em casa. Mas é claro que as coisas não seriam tão tranquilas na sequência né? 

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Jim Carrey em cena de Sonic 2 – O Filme
Foto: Paramount Pictures

Afinal, lá no planeta distante em que foi deixado no final do primeiro filme, o astuto e agora careca e com bigode, Dr. Robotnik (Jim Carrey, mais uma vez ótimo) tenta também sobreviver a sua nova realidade e aos novos ares. E a mudança vem para os dois personagens. Robotnik recebe uma visita surpresa e se alia com Knuckles (voz de Idris Elba no original), um ser vermelho com um vozeirão e com um humor do cão, que está em busca de um artefato que pode controlar todo o universo.

Partiu para a Terra. Assim, a dupla de vilões chega ao nosso planeta pronta para colocarem seu plano em prática. Assim, fica claro que para a sequência que o único lugar é para cima, onde além de introduzir novos personagens, temos também a chegada de Tails (voz de Colleen O’Shaughnessey no original) no planeta -, Sonic 2 – O Filme aumenta o escopo que a trama pode atingir, a mitologia desses seres que é apresentada, e claro o tamanho da ameaça que agora o Dr. Robotnik oferece, agora aliado com outro personagem, tadinho do Agente Stone (Lee Majdoub) que também retorna, mais poderoso. 

Mas aí a pergunta que ronda Sonic 2 – O Filme é essa: Ser maior significa ser melhor?

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Cena de Sonic 2 – O Filme
Foto: Paramount Pictures

Particularmente eu acho que a sequência apenas replicou as coisas que deram certo no primeiro e bola pra frente. É a mesma cartilha, a mesma ameaça, as mesmas lições que o Sonic precisa aprender, as mesmas mensagens para as crianças que continua a ser o público alvo e etc. Por que para mim, ao assistir o filme, me diverti muito mais com toda a confusão que Sonic e Tails causaram no casamento de Rachel (Natasha Rothwell) com o saradão e um pouco esnobe Rendall (Shemar Moore), e com as reviravoltas que trouxeram para a trama, do que qualquer outra coisa.

Fico feliz que Rothwell tenha ganhado mais destaque na sequência pois realmente o timing cômico da atriz e seus momentos mais amalucados fizeram a diferença aqui. Mas acho que o diretor Jeff Fowler apenas viu a oportunidade de pirar um pouco mais em algumas cenas, e nos easter-eggs dos jogos, e principalmente na batalha final para tentar superar o primeiro filme sem sair da cartilha que deu certo antes.

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Natasha Rothwell e Shemar Moore em cena de Sonic 2 – O Filme
Foto: Paramount Pictures

O roteiro do trio Pat Casey, Josh Miller, John Whittington deixa isso muito claro, na medida que temos “fases” dentro do filme em que Sonic, Tom, Tails e tudo mais precisam enfrentar para encontrar o tal artefato que Robotinik quer, e que se mescla, com a própria história do ouriço azul e sua antiga protetora a Coruja gigante que vimos no primeiro filme.

Claro, Sonic 2 – O Filme tem cenas que devem divertir os fãs mais hard-core dos jogos, momentos digamos fofinhos como Sonic e Tails quando chegam numa vilã no meio das montanhas cheias de neve, ou ainda mais quando precisam enfrentar Knuckles no meio de um lugar antigo, mas sinto que depois de quase 2 anos da pandemia, Sonic 2 apostou no seguro e da mesma fórmula do primeiro.  Até as cenas pós-crédito são iguais e pavimentam o caminho para uma nova sequência…

Avaliação: 2.5 de 5.

Sonic 2 – O Filme chega em 7 de abril nos cinemas nacionais.

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