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O Preço da Verdade – Dark Waters | Crítica

Baseado na história real de Robert Bilott, O Preço da Verdade – Dark Water (2019) faz um filme alarmante e chocante ao mostrar as verdades escondidas sobre os crimes ambientais cometidos por uma grande corporação americana. Para isso, a dupla de roteiristas Matthew Michael Carnahan e Maria Correa faz um trabalho minucioso e completamente válido para transportar em tela tudo que aconteceu, e fazer com que o espectador consiga entender e conhecer todos os aspectos que fizeram o advogado interpretado pelo ótimo Mark Ruffalo ir atrás e processar uma das maiores empresas americanas.

Bill Camp and Mark Ruffalo in Dark Waters (2019)
O Preço da Verdade – Dark Waters | Crítica | Foto: Paris Filmes

O Preço da Verdade – Dark Water não se esconde atrás de maçantes dados, e não inunda o espectador com várias informações técnicas, pelo ao contrário, expõe tudo de uma forma nada complexa como se quisesse contar sua história de uma forma correta e bastante didática, o que aqui nesse caso é completamente importante para o entendimento da história.

O espectador acompanha a trajetória de Bilott no que parecia só ser uma consulta simples para um vizinho de sua avó se transformar num gigantesco e bilionário caso, e assim, quem assiste consegue conectar os pontos junto com os personagens, e se alarma com os altos e baixos do processo, e da seriedade envolvida nas questões levantadas e nas descoberta do advogado. 

O Preço da Verdade – Dark Waters navega pelas águas turbulentas que o processo teve também tanto na vida pessoal quanto na profissional de Bilott, coisa que Ruffalo consegue mostrar de uma forma bastante impressionante e entrega uma excelente atuação num papel difícil e intenso de se acompanhar. Anne Hathaway como Sarah, a dedica esposa de Rob que consegue dar uma humanizada maior para o personagem, Bill Camp como o dono da fazenda que a substância foi encontrada, e ainda
Victor Garber como o CEO da mega empresa acusada completam o elenco marcado por boas atuações.

O Preço da Verdade – Dark Waters | Crítica | Foto: Paris Filmes

Ao processar a empresa basicamente descobrimos que a mesma envenenava milhões de pessoas com uma substância pouco conhecida, onde o roteiro do filme escrito pela dupla Mario Correa e Matthew Michael Carnahan consegue trabalhar a trama pela percepção do advogado de Ruffalo, e em como ele consegue criar as estratégias legais para processar um cliente do mesmo tipo daqueles que ele mesmo defendia. Claro, em alguns momentos as coisas ficam simples demais, alguns obstáculos tem uma fácil resolução, mas acabamos por entender certas conveniências do roteiro para deixar o longa um pouco mais dinâmico.

Mesmo com a descoberta que a tal substância é extremamente prejudicial à saúde e que a empresa contaminou milhões de pessoas e que o caso durou mais de 20 anos, ainda vemos que Bilott continua sua luta em prol da causa.

No final, O Preço da Verdade – Dark Water expõe uma história importante para a saúde público, e para o bem estar de milhares de pessoas, e faz isso de uma forma completamente interessante de se acompanhar, com boas atuações de seu elenco. 

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O Preço da Verdade – Dark Water chega nos cinemas nacionais em 13 de fevereiro.

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