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O Crush Perfeito | Crítica da 1ª Temporada

A Netflix conseguiu emplacar diversos reality shows interessantes em 2020, e o crush com o serviço de streaming parecia que estava em alta com The Circle, Casamento às Cegas, Brincando com Fogo… Parecia, apenas. De perfeito, O Crush Perfeito não tem nada, e é um dos programas mais vergonhosos e vazios já criados na TV brasileira.

Claro, a intenção é super bacana, ver se um grupo de pessoas descoladas, bonitas, e charmosas que são reunidos para encontros às escuras, que precisam passar para uma próxima fase, e quem sabe assim terem a oportunidade de descolarem um novo e segundo encontro. Mas efetivamente nada disso acontece, ou se acontece não sai disso.

Parece que os produtores da série ficaram sem material por conta da pandemia e condensam todos os possíveis encontros que os participantes tiveram em um único episódio de menos de 30 minutos. Diferente de Casamento Às Cegas, onde os participantes se conhecem por cabines, se comunicam por comando de voz, e tem diversos encontros às cegas ao longo de uma temporada inteira para encontrar um par ideal e depois partirem em viagem, aqui em O Crush Perfeito, nada disso acontece. É como se esse grupo da temporada um, saísse para beber e comer na conta da Netflix, pois é só isso que acontece, afinal, metade deles nem beija direito.

Vemos os trechos de diversos encontros, e aqueles que o participante do tal episódio quis continuar, ele se estende para um jantar ou para uma saída regada com bebidas. Mas como falamos é tudo muito rápido, descartável e corrido. A pessoa que vai atrás de seus encontros não é bem apresentada, e não sabemos nada dela, até a hora que o pretendente chega, e assim, conhecemos a mesma informação dela do que dos outros que ela se encontra. Mas aí são vários, e ao mesmo tempo, confuso né?

Tudo é muito corrido, numa velocidade de piscou perdeu, como se estivéssemos literalmente passando de tela e tela em aplicativos de encontros. É tudo muito fútil, vazio, e sem sentido nenhum de acontecer. Nossa expectativa já era baixa e quase inexistente, onde esperávamos um programa no estilo dos outros no serviço de streaming e recebemos alguma coisa bem pior e completamente longe do sinônimo de qualidade e entretenimento para esse tipo de gênero que ganhou popularidade no streaming em plena pandemia. É literalmente um encontro às cegas e ruim, em vez de me divertir com um programa descompromissado só passei raiva. E nem estamos falamos que é por conta da versão brasileira, pois a Netflix já teve 2 temporadas de Dating Around por aí.

O único ponto positivo de O Crush Perfeito é que o programa aposta na diversidade tanto de etnias quando de sexualidade, coisa que há 5, 10 anos seria impossível de acontecer em um programa do gênero. Por exemplo, logo de cara, temos em um dos episódios um participante trans, e isso é incrível, e também dois outros episódios focados em membros da comunidade LGBT de todas as formas, padrões e tamanho, muito bom, mas tudo também é completamente embaraçoso de se acompanhar, e acho que nem é totalmente culpa do elenco escolhido e sim do material que é pobremente trabalhado e editado.

No final, O Crush Perfeito com certeza é uma das piores coisas de 2020, onde eu preferia não ter visto nada e ficado de boas com a série da freiras lutadoras. 

Se você está interessado nos perfis das redes sociais, e não na minha opinião sobre a série, deixo os perfis dos participantes abaixo.

Vale stalkear.

Episódio 1 – Elena (@lemarcondes)
Episódio 2 – Dieter (@dietertruppel)
Episódio 3 – Joelma (@joelma)
Episódio 4 – Jota (@jotagonzalezoficial)
Episódio 5 – Raissa (@raissablumer)
Episódio 6 – Paulo (@paulofronterotta)

O Crush Perfeito está disponível na Netflix.

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