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Fate: A Saga Winx | Crítica 1ª Temporada: Um conto de fadas com magia, esperança e horror na medida certa

Sei que você, vai querer ser, uma de nós…

Deixando a parte do desenho apenas nessa citação da música de abertura, Fate: A Saga Winx se distância de muitas coisas da animação, começando por seu tom mais pé no chão com os dramas adolescentes, mentiras, desconfianças e algumas puxadas de tapetes por poder dignas de Harry Potter.

Essa nova série da Netflix de 6 episódios é baseada na obra O Clube das Winx (Winx Club), que foi produzida entre 2004 e 2018, e seu público alvo eram meninas entre 7 e 13 anos, e o mais legal é que é uma animação italiana, do canal Rai Due com criação de Iginio Straffi.

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Foto: Netflix

Como eu não acompanhei a animação, entrei neste universo criado para a Netflix pela produtora Rainbow, de Straffi, e o público alvo acabou sendo fãs de O Clube das Winx que hoje já não são tão pequenos, e aumentar o nível das tramas e deixar fluir melhor a vibração adolescente, com trapaças, amizade, amor, carinho e muito perigo pelos corredores do colégio Alfea.

A trama principal da temporada é simples, temos a jovem Bloom (Abigail Cowen) que acaba de entrar no colégio e precisa aprender a controlar os seus poderes de fada, que simplesmente controlam o fogo, o que a torna uma bomba de tensão, principalmente por ter um poder descontrolado, ela quase matou os pais em um incêndio.

Só que o clima da série não é uma coisa muito leve, os Queimados, seres ancestrais, acabam ressurgindo nos arredores das terras de Alfea, principalmente depois da chegada de Bloom, mas isso só é explicado no fim do episódio, envolvendo muitas mentiras e troca de crianças.

O legal dos primeiros episódios é que a série se mantém como uma típica série adolescente, mas não seguram os palavrões, nem tão pouco as citações do mundo pop como Harry Potter, redes sociais e tudo mais. A série busca ser atual e tratar algumas coisas interessantes desse mundo, mesmo que as vezes muito superficialmente, como a sexualidade de Dane (Theo Graham).

Bloom logo fica amiga de suas quatro companheiras de quarto, Stella (Hannah van der Westhuysen), Musa (Elisha Applebaum), Terra (Eliot Salt) e Aisha (Precious Mustapha), que seriam as fadas com poderes da luz, empatia, terra e água, assim ligando todos os elementos, mas dando o devido destaque ao fogo, uma vez que ela como uma trocada (quando uma fada tira o bebê de alguém da dimensão dos humanos e coloca uma de suas no lugar).

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Foto: Netflix

O desenrolar dos episódios iniciais é em cima disso, descobrir a origem de Bloom e seu jeito “esquentado” (desculpa a piada) acabam colocando a todos em perigo, ainda mais ao se envolver com Beatrix (Sadie Soverall), uma jovem que logo de início entra em Alfea trazendo problemas.

Entre muito romance, como Sky (Danny Griffin) um dos especialistas, jovens que não tem magia e focam em proteger com táticas de combate Alfea e a dimensão mágica, em um triângulo meio sem química entre Bloom e Stella, e o rebelde River (Freddie Thorp).

Todo o drama adolescente é esquentado em cima do relacionamento das meninas, as mentiras que precisam contar, a força que uma precisa dar para a outra para superar algum problema. Terra é a que mais precisa de ajuda e a que mais gosta de ajudar, e olha que Musa é a empata e se envolvem com Sam, irmão de Terra. Aisha ainda precisa a lidar com amizades…

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Foto: Netflix

O desenrolar para saber o destino de Rosalind, que se mistura com a origem de Bloom, e o fato de Farah, Ben e Silva precisarem proteger fortemente o colégio, acaba aguçando a vontade de muitos. Rosalind descobrimos que não era tão boa e que os três deram um jeito de fazê-la prisioneira após matar uma aldeia inteira com a desculpa de matar vários Queimados no processo.

A media que a verdade vai surgindo, mais forte Bloom vai ficando e em seu último episódio da temporada, Fate: A Saga Winx revela um plano mirabolante para o poder de Bloom ser usado contra não só os Queimados, mas contra uma ameaça ainda maior que surge no caminho.

É aí que entra Luna, a rainha das fadas, que prende Silva por tentativa de assassinato de uma antigo amigo, no caso pai de Sky e fiel cervo de Rosalind, Ben precisa baixar a cabeça para o bem de seus filhos e Rosalind dá um jeito de sumir com Farrah e assumir a escola…

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Foto: Netflix

Gostei de como a série processou todas as suas informações e como as tramas divergiram de sua versão animada mais infantil, entregando algo adolescente e cheio de bebidas, drogas, amores e ciúmes. Infelizmente peca em alguns momentos, como a falta de química entre alguns personagens, mas acerta na ambientação e fotografia.

Fate: A Saga Winx pode não agradar tanto os fãs da animação, mas é uma série até que interessante de se acompanhar, vale perder um tempinho com seus apenas 6 episódios.

Fate: A Saga Winx tem sua 1ª temporada está disponível na Netflix.

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