Um bate-papo com as dubladoras de Ruby Marinho – Monstro Adolescente

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O Arroba Nerd foi convidado pela Universal Pictures para bater um papo com as dubladoras nacionais da animação Ruby Marinho – Monstro Adolescente que chega nos cinemas nesse começo de férias escolares.

Na versão dublada temos Agatha Paulita como Ruby Marinho e Giovanna Lancellotti como Chelsea.

Assim a dupla comenta sobre os desafios de dublagem, darem vozes para personagens adolescentes, e a importância de Ruby Marinho ser a primeira protagonista da Dreamworks a ter o seu nome no título. Confira:

Universal Pictures anuncia dubladoras para animação Ruby Marinho – Monstro Adolescente

Ruby Marinho, voz de Agatha Paulita na versão nacional, em cena de Ruby Marinho – Monstro Adolescente.
Foto: © 2023 DreamWorks Animation. All Rights Reserved.

Arroba Nerd: A Ruby antes de ser uma kraken é uma adolescente, com problemas adolescentes, inseguranças, e vulnerabilidade, e tudo mais, como foi para você, Agatha, encontrar essa humanidade na personagem?

Agatha Paulita: Acho que foi em primeiro lugar foi crucial ter o Wendel [Wendel Bezerra diretor de dublagem] comigo que foi o diretor da obra.

E foi muito legal que a gente se encontrou para falar para falar sobre o produto. Ele falou assim: “Olha ela tem uma voz feia”. “Ela tem uma voz esquisita”, ela tem uma coisa que é um pouco assim, para dentro, que é o medo de falar, né? Que essa coisa da adolescente.

E foi muito legal quando ele me passou essa direção, porque foi isso que me encaixou de fato na personagem…. quando você é uma pessoa segura, você fala bonito, você fala.. sabe assim quando Chelsea chega, chegando daquele jeito, e que mostra segurança. E a Ruby é completamente ao contrário né?

Então essa direção do Wendel foi crucial mesmo pra eu conseguir achar a linha da personagem e me divertir horrores com ela.

Arroba Nerd: O que é mais difícil para você Giovanna dublar os áudios da sua mãe nos vídeos para as redes sociais, a musa Gal Gadot ou uma sereia afrontosa e com cabelos ruivos belíssimos? 

Giovanna Lancellotti: Com certeza, a sereia afrontosa com cabelos ruivos belíssimos porque a minha mãe, a forma dela falar é muito parecido com a minha, assim, então é só entender o que ela tá falando que a dublagem que vai rápido… e na Shank [personagem de Gal Gadot em WiFi Ralph lançado em 2018] foi uma participação bem menor. E ela era mais sexy, então eu fala: “Ora ora quando os gatos saem os ratos fazem a festa!”

Eram uma coisas bem diferentes assim. Agora com a Chelsea, ela tem duas Chelsea né? São duas vozes. (…) Eu não sou uma dubladora profissional, né? Eu trabalho com a minha voz atuando, então é claro que a gente modula, mas eu não tenho experiência que a Agatha tem, então foi muito difícil, [achar] essa linha dela de começar tão doce, tão fofo, aí falar “Eu sou Nerissa!”, então foi bem legal.

E isso nos leva para a nossa próxima pergunta. Vimos uma definição nas redes sociais que Chelsea é uma garota com aparência de sereia e atitude de bruxa do Mar. Como foi para você encontrar essa combinação de vozes?

Giovanna Lancellotti: Para mim, foi super difícil a primeira versão, do que a Nerissa que era uma voz mais pesada. Porque eu acho que a minha voz é um pouco mais grave, então eu tenho mais facilidade de levar ela para o pesado, agora para fazer tanto assim, eu tinha que me concentrar.

E engraçado que, para todo mundo, quando eu falei isso para os meus amigos e tal, todo mundo pensou o contrário, né? Ai que difícil fazer a voz de um monstro e para mim foi muito mais fácil. E tem o lance dela ser do mar e que para mim já foi uma mega coincidência, por que eu Giovana tenho uma relação muito é íntima com o mar, eu sou eu sou Embaixadora dos Oceanos pelo Greenpeace. Então estou sempre fazendo expedições no mar, então não poderia ser mais a minha cara nesse sentido né?

A gente fez a primeira parte antes do almoço. E aí a segunda depois do almoço, e eram realmente duas personagens. Então eu não queria confundir as estações, e o Wendel foi maravilhoso e foi guiando tudo né?

Ruby Marinho – Monstro Adolescente | Crítica: O mar tá pra peixe nessa divertida comédia teen

Chelsea Van Der Zee, voz de Giovanna Lancelotti na versão nacional ,em cena de Ruby Marinho – Monstro Adolescente.
Foto: © 2023 DreamWorks Animation. All Rights Reserved.

Agatha você é dubladora já tem um bom tempo e passou por diversos projetos. O que é mais difícil dar voz para um personagem animado, um anime ou um personagem em live-action?

Agatha Paulita: São desafios diferentes! Eu encarro no dia-a-dia, trabalho com isso o dia inteiro, mas é muito maluco porque no mesmo dia eu vou fazer um live-action, uma animação, um anime, então é muito legal ter essa noção de como as coisas transitam, como a gente tem que ter uma linguagem diferente para cada uma delas.

Então o anime ele te permite você falar um pouco mais alto, então os gritos são mais expressivos diferente de um live-action, onde você faz uma pessoa de verdade né? Você faz uma respiração, com naturalidade.

Eu não vejo mais como dificuldades e sim desafios diferentes. E eu gosto de fazer de tudo. Quando me perguntam o que eu gosto de fazer, eu falo covardia, perguntar isso, e realmente eu acho que cada trabalho é um trabalho.

Ao longo do filme, descobrimos que Ruby desenvolve alguns poderes, entre supervelocidade, raios laser que saltam pelos olhos, e tudo mais. Quais poderes da Ruby que vocês gostariam de ter se pudessem?

Giovanna Lancellotti: Eu escolheria respirar embaixo da água. Eu ia achar maravilhoso passar um tempo sem ter que subir… sem ter que ficar fazendo despressurização. Então seria um sonho é poder respirar tranquilamente embaixo d’água.

Agatha Paulita: Eu vou te copiar. Por que o raio laser pode ser meio perigoso né? Vai que você olha meio assim para alguém.

Cena de Ruby Marinho – Monstro Adolescente.
Foto: © 2023 DreamWorks Animation. All Rights Reserved.

Ruby Marinho é o primeiro filme da Dreamworks em 25 anos de estúdio e 40 filmes que temos uma protagonista feminina no título. O que vocês acham que o longa vai representar para jovens garotas?

Giovanna Lancellotti: Olha eu acho que o que ele pode representar por uma geração de jovem é sobre a coragem de você encarar quem você é né? com seus defeitos, com as suas qualidades, com as suas diversidades, com a sua família, mesmo a sua família sendo diferente e eu acho que é interessante o que ele aborda disso, é um conflito dessa fase, né de você se aceitar e de você querer ser aceito de você às vezes se esconder pra caber em algum ambiente.

Agatha Paulita: Até ela brinca: “Eu só queria ser uma adolescente normal.” Acho que toda Adolescente em algum momento. Fala meu Deus, eu só queria ter uma adolescente normal mesmo, sendo tudo tão normal. E tá tudo bem né? A adolescência, ela é uma fase muito maluca muito cheia de aventuras. Então acho muito legal esse paralelo do filme ser uma aventura sendo que quem já foi adolescente, ou quem é adolescente nesse momento sabe a aventura que é viver essa fase. É um trabalho fantástico, e a ideia é muito boa.

Na trama, acompanhamos a jovem Ruby Marinho que vive com sua família e eles são o grupo considerado o mais diferentes da cidade que moram. Até que Ruby descobre fazer parte da realeza marinha dos Kraken e precisará da ajuda de sua avó para salvar o oceano das criaturas mais perversas que existem: as sereias.

O longa teve direção de Kirk DeMicco que ao lado de Faryn Pearl, co-dirigiu a animação Ruby Marinho – Monstro Adolescente.

Ruby Marinho – Monstro Adolescente em cartaz nos cinemas nacionais.

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