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Dragon Quest: The Adventure of Dai | Crítica: Um pouco de novidade e muito de nostalgia

Quando a gente descobre que estamos ficamos velhos?

Não é quando se encontra o primeiro cabelo branco ou se comemora os 30 anos. Nos sentimos velhos quando o que fazia sucesso na nossa infância volta em formato de remake, reboot ou até mesmo spin-off. Claro que essa sensação eu já passei com Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball, mas com Dragon Quest: The Adventure of Dai – novo anime do nosso querido Fly, o Pequeno Guerreiro, isso me pegou com força. Um misto de saudosismo e empolgação invadiu a minha mente (e é exatamente isso que a Toei espera).

Primeiramente, nunca entendi como Dai (ou Fly, para os nós, brasileirinhos), tinha como dar errado: história interessante, personagens cativantes e designer de armas e armaduras surpreendentes. Deixando a polêmica por conta de seu fim precoce de lado, acredito que a história ficou tempo em algum calabouço, esquecida em algum lugar do Castelo Rochoso do Mal, mas que foi salva pelos fãs, graças ao jogo Jump Force, de 2019. Após muitos anos o personagem dava as caras e os gamers foram a loucura, para o desespero (e alegria dos produtores da Bandai, Toei e Shueisha). E como seria diferente? A saga do menino herói segue o mesmo estilo narrativo que animes de sucesso como Boruto e Black Clover. Uma mina de ouro surgiu.

Mas agora, vamos falar da nova adaptação, certo? De cara, a produção já mostra que quer adaptar toda a história. Há uma introdução mostrando o que acontece mais pra frente na trama, porém, na linha do tempo correta. É como se a direção dissesse: não desista, vamos até o fim.

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No quesito animação, é inegável que eles estão investindo pesado. As lutas estão bem coreografadas e o visual incrivelmente lindo. Porém, tive a impressão que tentaram se distanciar um pouco do conceito do mestre Akira Toriyama – se você não sabe, o criador de Dragon Ball foi o responsável pelo Character Design dos personagens no jogo. Algo que poderia chamar atenção dos fãs da franquia das esferas do dragão.

O primeiro e o segundo capítulo – lançados até agora, foram bastante corridos, mas sem pecar na qualidade do desenvolvimento dos personagens. Cortaram as barrigas da série clássica (isso porque ela já era bem agitada) e unificaram 5 capítulos em 2 – o que mostra também a necessidade de não querer enrolar com a história – ao menos no início.

Dragon Quest: The Adventure of Dai é uma obra longa e o anime clássico não chegou a cobrir nem 1/3 da história, então acredito que a Toei não esteja preocupada com barrigas, já que possui um produto que pode durar anos.

Até o momento, três jogos foram anunciados e parece que vem muito mais conteúdo pela frente. Dai marcou uma geração que acordava cedo para acompanhar suas histórias no SBT e certamente possui um carinho enorme (não só pelos brasileiros como pelos japoneses, que fizeram do mangá um sucesso de vendas na época).

É muito bom ver a saga do nosso pequeno guerreiro ganhar uma nova chance e que dessa vez consigam fazer jus ao seu legado.

Dragon Quest: The Adventure of Dai está sendo disponibilizado no Brasil na Crunchyroll.

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