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Cidade Invisível | Crítica 1ª Temporada: Folclore brasileiro e investigação policial formam par perfeito

E chegou na Netflix mais uma produção nacional e é de agradar a muitos, principalmente aqueles que curtam fantasia e o nosso bom e velho folclore nacional. Estrelada por Marco Pigossi, Cidade Invisível mescla perfeitamente Cuca, Saci-Pererê, Iara, Curupira, com proteção ambiental e investigação policial.

Produzida por Carlos Saldanha, conhecido pelas animações A Era do Gelo, Rio, O Touro Ferdinando, a série ainda contou com grandes autores nacional nos roteiros como Raphael Draccón (Dragões de Éter) e Carolina Munhóz (A Fada), a série conta o drama de Eric (Pigossi) que encontrou sua esposa Gabriela (Julia Konrad) morta após um incêndio na floresta próxima a vila que ela buscava ajudar a proteger.

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Foto: Alisson Louback / Netflix © 2020

Se a série inicialmente nos envolve no mistério da morte de Eric, já em suas cenas iniciais ficamos intrigados com o fogo vivo na floresta e a morte de um caçador, que acaba virando um drama fantástico com esse homem se mostrando interessado em matar o Curupira (Fábio Lago).

Ainda em seu primeiro episódio vamos acompanhando a tal Cidade Invisível do título, com as entidades folclóricas vivendo com nomes reais pela cidade do Rio de Janeiro, como a Cuca sendo Inês (Alessandra Negrini), Camila a Iara (Jessica Cores), Saci de Isac (Wesley Guimarães), entre outros…

Os primeiros episódios da série colocam Eric e sua parceira Márcia (Áurea Maranhão) na busca de informações do assassinato de Gabriela, e um boto cor-de-rosa que foi assassinado, que eles descobrem no fim ser Manaus (Victor Sparapane), verdadeiro pai de Eric, o que o deixa ainda mais ligado as entidades, e podendo ser o grande problema para o Corpo-Seco…

A partir da descoberta dessa entidade maléfica, que foi liberada no início da série, as coisas começam a correr, colocando Eric como peça fundamental para a sobrevivência do vilarejo e também da solução de diversos mistérios da cidade.

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Foto: Alisson Louback / Netflix © 2020

Se Eric e Márcia estão preocupados com os acontecimentos, as entidades, principalmente Inês (Cuca), começa a buscar uma forma de compreender tudo o que acontece, uma vez que seus amigos começam a morrer um a um. Negrini entrega uma personagem interessante e bem construída, e sua origem mostrada é muito boa.

Cidade Invisível nos prende em seus dramas e nos faz querer ligar os nomes reais aos nomes das entidades do folclore, e seu maior acerto é mostrar no início de cada episódio a origem de cada uma delas, mesmo que ainda peque em não ser referência certeira na caracterização indígena e tudo mais, mas isso não atrapalha curtir as histórias que são bem desenvolvidas.

Tive que ir na internet procurar sobre o Corpo-Seco (Unhudo) e achei bem intensa, pois é uma pessoa muito arteira e que desobedecia os pais e no fim de sua vida nem o céu e nem o inferno o quiseram. A entidade maléfica ao ser contrariada por Curupira, acaba prometendo vingança e matando várias entidades em seu caminho, chegando a usar uma personagem que eu não esperava no caminho.

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Foto: ALisson Louback / Netflix © 2020

Cidade Invisível é mais um dos acertos da Netflix em produções nacional e o seu elenco é muito bem aproveitado em cada momento, contando com ótimos nomes como Pigossi, Negrini, José Dumont, Samuel de Assis, Tainá Medina, Thaia Perez, Jimmy London, entre outros.

Agora é esperar que a Netflix anuncie um segundo ano para Cidade Invisível em breve.

Cidade Invisível tem os 7 episódios de sua 1ª temporada disponível na Netflix.

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