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Bridgerton | Crítica 1ª Temporada: Adaptação da Shondaland traz drama, representatividade e romance a era vitoriana

A Netflix liberou no último mês de 2020 a primeira produção de sua parceria com a Shondaland, produtora da rainha do entretenimento Shonda Rhymes. Assim Bridgerton veio trazendo todo o glamour da Londres Vitoriana para o streaming, mas veio cheio de força, beleza e principalmente representatividade.

Bridgerton é uma série de 9 livros da autora Julia Quinn e esta primeira temporada da série aborda basicamente os acontecimentos do primeiro livro chamado O Duque e Eu, e foca na trama de amor entre o Duque de Hastings (Regé-Jean Page) e a doce Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor), mas nem tudo é flores neste romance, ainda mais quando uma promessa pode atrapalhar tudo e colocar uma pedra no futuro do casal.

O Duque e Eu

Durante os 8 episódios acompanhamos o crescimento de Daphne e como ela precisa conquistar a sociedade de Londres para ter um casamento de acordo com o crescimento de sua família. A questão é que todos os homens são “estranhos” para o gosto dela e ela acaba pedindo ao amigo de seu irmão, o Simon, o Duque de Hastings, para fingir um flerte, já que ele é importante, tem um título e é bonitão.

Aos poucos eles foram se apaixonando sem poder falar exatamente disso, e enquanto os novos pretendentes vão surgindo, vamos acompanhando o encantamento de Daphne aumentando, enquanto seu irmão Anthony vai indo contra e Simon não querendo se aproximar muito, pois prometeu no leito de morte de seu pai que nunca levaria o sobrenome Hastings a frente.

Foto: LIAM DANIEL/NETFLIX © 2020

É essa promessa que faz o sofrimento do casal, que obrigados a casar por conta de um mal entendido, e que transam loucamente, se amando acima de tudo, mas com a dor de não poder ter filho, e quando Daphne descobre o motivo, o casamento quase rui.

É Lady Danbury quem sempre conforta Simon, seja assumindo ele quando criança para o ódio de seu pai, seja abrindo sua mente sobre o grande amor que está a sua frente. E quando tudo dá certo, tudo é romance…

Esse é o fardo de Daphne e seu duque, que precisaram se aceitar nos mínimos de seus defeitos, para poderem aceitar o outro e se amarem, até mesmo com o desejo tão profundo.

Foto: LIAM DANIEL/NETFLIX © 2020

Os outros irmãos…

A série apresenta de forma deliciosa toda a família Bridgerton, e todos os seus irmãos, que ainda recebem piada por terem o primeiro nome seguindo o alfabeto, como Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Hyacinth e Gregory.

Anthony foi apresentado como o novo cabeça da família após a morte de seu pai, se tornado assim Visconde de Bridgerton, mas é imaturo e passa a série tendo alguns casos, mas é apaixonado pela cantora Siena. Com o desenrolar do casamento de Daphne, ele acaba precisando assumir de forma mais forte o papel de patriarca.

Benedict é o segundo filho e é mais envolvido com arte, e quer focar nisso, e ao conhecer o mundo artístico e boemio, acaba encantado, mas até onde ele poderá levar essa vida. Colin é o coração, o terceiro filho que é apaixonado a ajudar as pessoas, se conectar profundamente com elas.

Por fim temos Eloise, irmã mais nova que Daphne, mas que é rebelde e totalmente feminista, contra a forma da apresentação das garotas para a sociedade e quer ser alguma coisa muito além do que se esperam de uma mulher. É ela quem vai atrás do maior mistério da série…

Quem é Lady Whistledown?

A série tem sua Gossip Girl, que atormenta a alta sociedade e no fim a Rainha acaba pedindo a cabeça dela, e na correria, a personagem que tem a voz de Julie Andrews, acaba sendo parte mais do que importante para movimentar a trama.

Mas pode deixar não irei comentar a identidade da mulher poderosa que abala a sociedade…

A família Bridgerton sempre foi representado por seus parceiros, e ser amigo de família é mais do que importante. Gosto da forma como a família lida com a sociedade e acabamos tendo foco em uma família que é essencial, a Featherington, que acaba passando por maus bocados com o patriarca envolvendo em apostas e jogatina. Mas é Lady Featherington quem rouba a cena com seu jeito duro em como lida com as filhas, e também com a chegada de uma “parente”, Marina Thomspn, para apresentar a sociedade antes de sua barriga crescer.

Representatividade

Acho que o mais gostoso da série é como o pessoal da ShondaLand decidiram por levar a representatividade para seu elenco. Escalar um elenco tão diverso chegou a causar burburinho na internet, como o duque ser representado por um ator negro, sendo que no livro ele tem olhos azuis. Não li os livros, mas isso não deveria incomodar ninguém, todos ali estão incríveis, e nos faz conectar intensamente com seus personagens. Bridgerton é deliciosa!

Foto: LIAM DANIEL/NETFLIX © 2020

Acho que a personagem que mais amei no fim das contas foi a Rainha Charlotte, interpretada pela maravilhosa Golda Rosheuvel, que deu um ar tão cômico e gostoso a realeza, que sempre esperamos por suas caras e bocas.

A grandiosidade de Bridgerton está muito em seu elenco, que conta com Golda Rosheuvel, Jonathan Bailey, Luke Newton, Claudia Jessie, Nicola Coughlan, Ruby Barker, Sabrina Bartlett, Ruth Gemmell, Adjoa Andoh, Polly Walker, Bessie Carter e Harriet Cains.

Por fim, Bridgerton é empolgante e apaixonante e nos faz desejar ver cada vez mais coisas da série, fazendo qualquer u querer ir atrás da série literária, e do desejo de sabermos logo de uma 2ª temporada, que se baseará no livro O Viconde Que Me Amava.

Bridgerton está disponível na Netflix.