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Aprendiz de Espiã | Crítica

Depois de tanto ser adiado, e ter visto sua data de estreia trocada tanto lá nos EUA quanto aqui, a comédia de ação Aprendiz de Espiã (My Spy, 2020) desembarca no Brasil timidamente, mas faz uma boa opção para se ir ao cinema e desconectar por umas duas horinhas sem muita pretensão.

Dave Bautista & Chloe Coleman on set of My Spy for STX
Aprendiz de Espiã | Crítica | Foto: Diamond Films

Divertido, Aprendiz de Espiã entrega uma história de espionagem moderna cheia de momentos espirituosos e engraçados. O grande destaque fica para as personalidades opostas, e completamente diferentes, dos personagens de do ator brutamontes Dave Bautista, e da atriz revelação mirim Chloe Coleman que tem uma excelente química juntos.

Claro, a trama de Aprendiz de Espiã não é nada original e nem de outro mundo, já vimos em diversos outros tipos de filme como Um tira no jardim de infância (1990), Operação Babá (2005) e a Fada do Dente (2010), mas ei clichês existem por algum motivo, não é mesmo?

O mais engraçado é a jornada que ambos os personagens principais precisam enfrentar para crescerem como pessoas, onde uma delas precisa crescer também em idade. JJ (Bautista) é um ex-soldado americano que tem zero tato quando começa a trabalhar na CIA como espião, para ele tudo é motivo para terminar o trabalho com uma bomba e ir para casa.

Já a jovem Sophie (Coleman) é uma garotinha que precisou amadurecer muito rápido, e com certeza é muito mais esperta que muita gente, inclusive a dupla da CIA que o governo manda para vigiar sua família. E é isso, Aprendiz de Espiã parece ter saído de um filme da década de 90 exibido na Sessão da Tarde, e não é que faz tudo aquilo que é esperado para esse tipo de produção?

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Aprendiz de Espiã | Crítica | Foto: Diamond Films

Aprendiz de Espiã se destaca nos momentos entre JJ e Sophie (e como eles tem que lidar com suas personalidades opostas e que garantem os mais diversos tipos de cenas batidas do ano até agora. Temos a dupla na pista de patinação, onde ela claramente patina muito melhor que ele, ele ensinando a garotinha a explodir uma bomba e não olhar para trás, e claro, a jovem tentando juntar o seu novo e adulto melhor amigo com sua mãe (Parisa Fitz-Henley) recém solteira e que só trabalha.

O roteiro da dupla Erich Hoeber e Jon Hoeber ainda garante esses momentos algumas inserções cheia de referências para a cultura pop seja na boca da analista da CIA, Bobbi (a hilária Kristen Schall), ou ainda na dupla vizinhos gays (Devere Rogers e Noah Dalton Danby) que aparecem pontualmente e dão um certo respiro quando a trama de espionagem parece que irá ficar mais pesada.

Aprendiz de Espiã aposta seguro numa comédia feita para divertir e não se pensar muito nos motivos e conexões malucas que os vilões tem com os protagonistas, e se apoia na ideia que no final tudo vai dar bem para a dupla principal, e que eles vão sair dessa missão secreta do governo dos EUA ainda melhores como pessoas, do que como entraram.

No final, com Aprendiz de Espiã, o ator Dave Bautista parece ter encontrado um nicho de filmes deixado de lado por The Rock e Vin Diesel, em que somente o futuro dirá se Hollywood irá abraçar o ator como abraçou os colegas. Por enquanto é só pegar uma pipoca, sentar, e curtir Aprendiz de Espiã nos cinemas nacionais antes que chegue lá nos EUA.

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Aprendiz de Espiã chega em 12 de março nos cinemas nacionais.

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